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FAQ – Gripe Suína

21 de junho de 2009

1* Como acontece a transmissão do vírus e qual a relação da doença com os suínos?

2* Esta doença já não está mais sendo chamada de Gripe Suína. Agora, segundo a OMS, a doença passa a ser chamada de Gripe Tipo A. Há alguma explicação para isso?

3* A vacina contra a gripe comum tem eficácia contra a gripe suína?

4* Sabemos que a faixa etária mais atingida com essa doença é a de adultos jovens. Há alguma explicação para isso?

5* Como podemos nos prevenir enquanto não é confirmado nenhum caso de gripe suína aqui no Brasil?

6* Se for comprovado algum caso dessa doença aqui no Paraná, há hospitais equipados para fazer o atendimento?

7* Sabe-se que os sintomas desta doença são semelhantes ao da gripe comum. Mas por que ela é mais forte? O que causa a morte?

8* Há algum agravante no Brasil que complicaria ainda mais a transmissão e o tratamento da doença, se ela realmente chegar no país?

9* Tem Cura?

10.Deve-se usar o medicamento por conta própria?

Cara Renata é um prazer poder colaborar. Vou tentar ser objetivo e coloquial, sem deixar de ser técnico. Qualquer outra dúvida sinta-se a vontade para retornar-me.

1. A transmissão desse novo vírus se dá entre humanos. Ele leva o nome de gripe suína, pois a mutação se deu a partir de um vírus da gripe suína. A gripe se transmite através de secreções das vias aéreas, como saliva e gotículas de coriza.

Um dos primeiros casos suspeitos e depois confirmados foi de um menino de 5 anos em Vera Cruz- México.

A criança vive próxima a uma fazenda de criação de porcos que já foi examinada e liberada, pois não havia suínos contaminados. Provavelmente o primeiro caso ocorreu em lugar como esse onde convivem humanos e suínos. O vírus desse surto é uma combinação e evoluiu a partir de mutações de vírus de aves, porcos e humanos.Nos Estados unidos ocorrem casos endêmicos(locais), e o CDC(Centro de Controle de Doenças-USA), estima que 10% dos veterinários e até 20% dos proprietários de fazendas com criação de porcos já tiveram gripe “suína” ou H1N1, ou Influenza “A”, como a OMS vem nomeando a partir de sexta-feira pp.Na década de 70 houve inclusive um surto nos Estados Unidos,onde registrou-se um único óbito, o de um soldado do exercito americano.

 

2.A explicação para isso, é meramente econômica.Os lobbies dos criadores de porcos nos USA e possivelmente no México fizeram pressão sobre a FAO.A resistência da OMS em manter o nome da gripe vinha provocando tensões com a agência da ONU para alimentação e agricultura (FAO, em inglês) e com a Organização Mundial de Saúde Animal, que não viam justificativa para associar a doença aos porcos.Uma outra razão é que o consumo de carne de porco não oferece risco.

 

3.Em 100%, não!O que não se sabe é se ela, de alguma maneira é ou não capaz de produzir uma resposta cruzada a alguns antígenos (partes) do vírus da gripe tipo A, ou Porcina.Isso poderia conferir alguma proteção.Mas precisamos de maiores estudos sobre os casos que estão em andamento para se responder com mais certeza.

 

4. Embora haja de fato uma ocorrência de óbitos concentrando-se em adultos jovens, ainda não se conhece como se dá o padrão de transmissão desse novo vírus. Com a ocorrência de mais novos casos possivelmente ter-se-á uma melhor compreensão a respeito deste fato, avaliando se isto é uma verdade absoluta ou relativa, já que se trata de uma amostra pequena ainda.Entrementes, relatório do CDC a respeito dos primeiros 8 casos na Escola “São Francisco,” em NY, observa que os casos foram leves e que isto poderia, repito na condicional, poderia ser devido a proteção realizada via vacina da gripe influenza “comum.”Mas como se trata de hipótese não comprovada, fica apenas no campo das ilações.Todavia, insisto que ela deveria ser tomada,não porque confira imunidade contra a gripe suína e sim para evitar que diante de uma epidemia global se corra o risco de ser contaminado pelos dois vírus, o influenza comum e esse vírus mutante, o que poderia ocasionar uma letalidade ainda maior( a semelhança com o observado nas epidemias de Dengue vírus por mais de um sorotipo).

 

5.Em primeiro lugar tendo uma alimentação saudável e balanceada envolvendo todas as classes de nutrientes, encontrados nas frutas, legumes, fontes de carboidratos,como arroz, feijão, e fontes de proteína animal como as carnes de peixe, de boi, de frango e mesmo a de porco, pois,conforme mencionado acima não oferece risco de gripe suína, quando bem cozida.

Em segundo lugar, evitando se possível os lugares onde já há ocorrência para a gripe tipo A (H1N1), como os países já afetados.

Para aqueles que estiverem nos locais afetados, a recomendação é para que evitem aglomerações públicas,como teatros,cinemas e estádios.E que utilizem máscaras para proteção, seguindo a orientação das autoridades sanitárias de cada País.

 

6.Sim, O Ministério da Saúde reservou leitos no Hospital das Clínicas em Curitiba(UFPR), em seu plano de contingência,divulgado pelo Ministro Temporão e disponibilizou quites completos, em todas as capitais dos Estados da Federação, para tratamento com o anti-viral oseltamivir(Tamiflu®).

 

7. Sim você tem razão, os sintomas da gripe suína são os mesmos de qualquer infecção viral: Febre Alta – maior ou igual a 39 graus Celsius, mialgia (dores pelo corpo), cefaléia(dor de cabeça), tosse,artralgia(dores articulares) e eventual diarréia. A diferenciação desta gripe Suína (tipo A ou H1N1), das outras é a história epidemiológica, ou seja, se a pessoa esteve nas áreas já comprometidas, ou teve contato com alguém que veio das áreas afetadas.

O vírus da gripe também pode provocar morte, e provoca em cerca de 0,2-0,3% dos casos através da instalação de uma pneumonia “viral.” Este Vírus H1N1 da Influenza Suína, também pode fazer o mesmo, evoluir para um ataque as vias aéreas inferiores atingindo o pulmão e, por conseguinte provocar uma pneumonia. Não se sabe ao certo se manterá a taxa de letalidade dos primeiros casos, mas o fato é que nestes foi de 6-7%, e aí se resume a diferença.A letalidade do H1N1 é neste início da epidemia pelo menos 20 vezes maior!

 

8. O agravamento se dá pela grande concentração populacional nas grandes cidades do País, fato este inerente a qualquer outra cidade do mundo. Preocupações outras seria com relação ao estado nutricional das pessoas e a educação com relação aos hábitos de higiene,mas que também são comuns aos outros Países.

 

9. Tem cura?
Sim. Tem tratamento,conforme explicitado acima.

 

10.Não, nenhum medicamento deve ser utilizado sem prescrição médica, ou por conta própria. A primeira coisa a fazer, em caso de sintomas é procurar um Serviço Médico,pois um outro perigo é a utilização indevida de medicamento sem orientação médica, o que pode admitir a criação de cepas resistentes do vírus, por uso inadequado dos medicamentos, quer seja, por temo inadequado ou por não necessidade do uso!!!

Referências:

www.cdc.gov

www.saude.gov.br
Min. da Saúde: 0800 61 1997

 

Atenciosamente,

Dr. Marcos Nascimento,Md.

Professor da Faculdade de Medicina da PUCPR

www.pulmaosa.com..br- Mude a Lei, assine o abaixo assinado para mudança da lei anti- tabagista,é uma questão de Responsabilidade Social e de Cidadania!

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