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Gripe A está fora de controle, diz OMS.

14 de julho de 2009

Todos os países precisarão de acesso a vacinas contra a gripe A H1N1, pois a pandemia é “incontrolável”, disse nessa segunda, dia 13, uma graduada funcionária da Organização Mundial da Saúde (OMS). Um grupo de especialistas em vacinas concluiu, depois de uma reunião recente, que “a pandemia de A H1N1é incontrolável e, portanto, todos os países precisam ter acesso às vacinas”, disse Marie-Paule Kieny, diretora de pesquisas de vacinas da OMS.
Porém, a OMS adverte: não haverá vacinas para todos e 1,8 bilhão de doses já foram adquiridas de forma antecipada por países ricos. No Brasil, o Instituto Butantã terá de doar 10% de sua produção de vacinas contra o vírus H1N1 à OMS.
Nessa segunda(13/07/09), a entidade anunciou recomendações para a produção de vacinas e quem deveria ser os primeiros a ser vacinados. A vacina só ficará pronta em outubro, mas chegará ao mercado apenas em dezembro, depois de testes clínicos. Dentro da OMS, o temor é de que chegue tarde, já que a segunda onda da gripe no hemisfério norte possa começar com a chegada do inverno. Por isso, países com recursos já estão negociando diretamente com os laboratórios produtores de vacinas.
As seguintes recomendações foram fornecidas pela diretora-geral da OMS:

* Todos os países devem vacinar os seus trabalhadores de saúde como uma prioridade essencial para proteger a infra-estrutura sanitária. Como as vacinas disponíveis inicialmente, não serão suficientes, uma abordagem visando vacinar grupos específicos e, portanto de maior risco pode ser considerada. A SAGE (da sigla em inglês, Grupo Estratégico de Conselheiros em vacinação), sugere os seguintes grupos para análise, observando que os países têm de determinar a sua ordem de prioridade com base em condições específicas para cada país: as mulheres grávidas, pessoas com idade acima de seis meses com uma de várias condições médicas crônicas; saudáveis jovens adultos de 15 a 49 anos de idade; crianças saudáveis; adultos saudáveis de 50 a 64 anos de idade, e adultos saudáveis, de 65 anos de idade e acima.
* Uma vez que novas tecnologias estão envolvidas na produção de algumas vacinas, que ainda não tenham sido extensivamente avaliadas quanto à sua segurança em determinados grupos da população, é muito importante programar vigilância pós-comercialização da mais alta qualidade possível. Além disso, a rápida partilha dos resultados de estudos de imunogenicidade e de pós-comercialização com relação à segurança e eficácia entre a comunidade internacional será essencial para permitir que os países façam as adaptações necessárias para as suas políticas de vacinação.
* Tendo em conta a previsão de disponibilidade limitada da vacina em nível mundial, bem como a necessidade potencial para proteger contra as “mutações” do vírus, a SAGE recomendou que a produção e utilização de vacinas que são formuladas com óleo em água e utilização de vírus influenza vivo atenuado, como fatores de extrema importância.
* Como a maior parte da produção da vacina sazonal antiinfluenza para a época 2009-2010 nos países do hemisfério norte está concluída e, portanto, é improvável que este fato afete a produção da vacina pandêmica, A SAGE não considerou ser necessária a recomendação de uma “troca” na produção da sazonal pela vacina específica contra o vírus pandêmico H1N1.
Fonte: GAR (Global Alert Response) from WHO.

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