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Nature:Gripe suína é mais prejudicial aos pulmões em comparação a comum.

15 de julho de 2009

Estudo publicado na Revista Nature e realizado em animais sugere que o vírus H1N1, da gripe suína, ataca o sistema respiratório de maneira mais forte que o da gripe comum.

Para avaliar o impacto do vírus, pesquisadores da Universidade de Winsconsin realizaram testes em furões, macacos e camundongos infectados com o vírus da gripe suína/Influenza A/ H1N1 e com o vírus da gripe comum.
Os resultados, publicados na revista científica Nature, indicam que o vírus da gripe suína se reproduz em maior número no sistema respiratório, provocando mais danos aos tecidos, principalmente nos pulmões.
Além disso, os pesquisadores destacam ainda que o vírus H1N1 tem capacidade de penetrar de maneira mais profunda no tecido respiratório – o que aumentaria as chances de a gripe virar uma pneumonia.Em macacos, por exemplo o vírus foi capaz de provocar pneumonia multilobar, o que é um fato preocupante,uma vez que estas pneumonias são mais graves e têm potencial para evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.
Ontem, publicamos orientação da OMS,no sentido de que populções mais sucetíveis deveriam estar já vacinadas,como por exemplo os profissionais de saúde,portadores de hipotiroidismo,diabéticos e usuários de corticoterapia,entre outros.
O estudo sugere ainda, que apesar dos potenciais danos que pode causar ao sistema respiratório, a gripe suína produz, na maioria dos casos, apenas sintomas leves e confirmou que alguns medicamentos antivirais disponíveis comercialmente, incluindo o oseltamivir (comercializado pela Roche como Tamiflu®) eo zanamivir (comercializada pela GlaxoSmithKline como Relenza®), são eficazes contra o novo vírus pandêmico em células humanas cultivadas em laboratório. Estas drogas já estão sendo utilizadas para tratar pacientes infectados nos Estados Unidos.No Brasil o tratamento vem sendo feito com o Tamiflu®.
Em que se pese o fato ocorrido na semana passada, em que autoridades da Dinamarca, do Japão e de Hong Kong terem alertado a OMS para o registro de três casos de gripe Suína resistente ao Oseltamivir.Estes casos evoluiram bem,pois apesar da resistência ao Tamiflu®,eram sensíveis ao Zanamivir.

Semelhanças
Além de avaliar os danos causados no sistema respiratório, a pesquisa ainda sugere que o H1N1 estaria estreitamente relacionado com o vírus que causou uma grande pandemia em 1918, que matou milhões de pessoas.
Segundo Yoshihiro Kawaoka, que liderou o estudo, assim como o vírus da gripe suína, o responsável pela pandemia em 1918 também causava mais danos ao sistema respiratório do que a gripe comum.Artigo publicado na PULMÃO S.A. já havia comentado sobre a estrutura similar de ambos vírus e chamado a atenção para este fato, já que ambos são H1N1.
Além dessa semelhança, os pesquisadores ainda compararam amostras de pessoas que sobreviveram à pandemia de 1918 e observaram que elas pareciam ter mais imunidade para combater o H1N1.
De acordo com o estudo, “a transmissão contínua do vírus entre humanos poderia resultar no surgimento de variantes patogênicas do vírus, assim como ocorreu em 1918”.
Hoje(15/07/09), o Ministério da Saúde Argentino declarou que o número de mortes no País saltou para 145, o que confere a Argentina o segundo lugar no número de óbitos, ultrapassando o México e estando atrás dos Estados Unidos que registraram 211 casos fatais.
A PULMÃO S.A. chama a atenção para outro fato:Argentinos em pânico vem adquirindo anti virais no Uruguai e no Chile sem prescrição médica.Isto pode ocasionar o desenvolvimento de resistência viral no continente Americano e constitui preocupação iminente.
De acordo com dados do Organização Mundial da Saúde (OMS), a Argentina registrou 3.056 casos e 145 mortes, a maior taxa de letalidade pela nova doença no mundo – 4,48 por cento. O país é um dos sete onde a transmissão do vírus entre pessoas é considerada sustentada.O número de infectados pela gripe H1N1 chegou a 1.175 no Brasil após a confirmação de 148 novos casos da doença, informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira. São Paulo é o Estado brasileiro com maior número de confirmações da nova gripe, com 512 casos, e duas mortes.Outras duas mortes no país foram confirmadas no Rio Grande do Sul, que teve 135 registros da doença.
Na última atualização da OMS, 122 países haviam registrado casos de gripe H1N1, com cerca de 119.400 infectados e 591 mortes. A taxa de mortalidade da gripe H1N1, no mundo, é de 0,50 por cento.
Fontes:
Nature News;
OMS- Current Situation;
Ministério da Saúde da Argentina.
Ministério da Saúde do Brasil.

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