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DPOC & Vacinas: O que há de concreto? – Vaccines & COPD,What is real about protection?

2 de agosto de 2009

DPOC & Vacinas: O que há de concreto?

Dr. Marcos Nascimento,Md- Prof. Medicina PUCPR

Priscila Regina Orso Rebellato,Graduanda em Medicina PUCPR

DPOC é uma sigla cujo significado é Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.Esta sigla compreende duas doenças que são a bronquite crônica e enfisema pulmonar.Portanto, toda vez que depararmos com a sigla DPOC devemos ter em mente que estamos falando de uma síndrome que se divide em duas patologias.

DPOC é a quarta causa de morte mundial, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2020 será a terceira,se continuarmos com os níveis de crescimento atual do tabagismo.

Como o tabagismo é um hábito global e socialmente difundido e produz uma doença de manifestação a longo prazo, isto denota o porquê da imensa preocupação  da OMS, e no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), pois tem causado e continua lamentavelmente com potencial para causar  número  ainda  maior de perdas humanas e sérias repercussões para a saúde pública.

O custo anual estimado da DPOC é de US $ 32,1 bilhões e 70% destes custos estão relacionados com exacerbações agudas que requerem hospitalização. Exacerbações agudas são a causa mais importante de mortalidade e morbidade em pacientes com DPOC. Um recente estudo prospectivo demonstrou que a exacerbação da DPOC tem taxa de mortalidade intra-hospitalar de 8%, e um a taxa de mortalidade de 23% para os pacientes fora do ambiente nosocomial (hospitalar).

Se não bastasse a existência do cigarro em sua forma rudimentar, exemplificado pelos cigarros de palha, também conhecidos como “bindis” em algumas partes do mundo, e do cigarro industrializado, com sua indústria com estratégia de distribuição e marketing muito bem definidas e destinadas ao público em geral, mas com alvo preferencial particular e cruelmente destinado aos jovens e às mulheres, temos ainda a existência dos cigarros eletrônicos, que ao contrário do que afirma os fabricantes ,em geral chineses, não liberam apenas vapor d’água, pois análises do governo dos EUA das duas marcas mais vendidas naquele país apontaram a presença de diversos componentes químicos tóxicos e cancerígenos, como nitrosamina e dietilenoglicol.

Todos estes fatores conduzem a um futuro pessimista que aponta, como supracitado, em direção a estatística da OMS, que estima que em 2020 o DPOC como a terceira causa de mortalidade. Repetimos propositalmente este dado, pois é completamente incompreensível que esta previsão se concretize, uma vez que trata-se de doença evitável.Impedir a concretização desta estimativa é nossa obrigação, leia-se de toda a sociedade e não apenas das organizações voltadas para a proteção da saúde humana, a qual a PULMÃO S.A, humildemente se inclui.

Esta é uma das preocupações do milênio, e, portanto dado seu alcance em responsabilidade econômica, social, ambiental e cidadã, pertence a todos nós, seres humanos. O agradecimento ao cumprimento desta missão ainda não pode ser ouvido. Mas pode-se ter certeza que virá nas vozes de pessoas muito familiares: Nossos próprios descendentes!

Participe! Envolva-se nesta causa, afinal ela é sua também!

Mas por que a exacerbação do DPOC leva a mortalidade?

O Teste que mede a função pulmonar chama-se espirometria. É através deste teste que os pneumologistas podem mensurar a capacidade funcional dos pulmões.Sabe-se que com o envelhecimento natural das pessoas a capacidade funcional pulmonar declina.Mas este é um declínio normal, chamado fisiológico.O tabagista apresenta dois fatores então para o declínio:

  1. O declínio fisiológico,normal com a evolução da idade;
  2. O declínio provocado pelo tabagismo que se soma ao declínio fisiológico, e pode ser acelerado com as exacerbações (períodos de “piora”) da DPOC.

Portanto, estabelecemos um conceito: pacientes com freqüentes exacerbações da DPOC sofrem um declínio da função pulmonar mais rapidamente, o que se traduz em pior qualidade de vida em comparação com aqueles que têm menor número de exacerbações.

A causa mais comum da exacerbação da DPOC está associada a infecções respiratórias virais e bacterianas adquiridas na comunidade . Tratamentos eficazes para gerir exacerbações causadas por infecções estão se tornando limitados. Por isso, se identificarmos estratégias baseadas em evidências, que impeçam exacerbações por DPOC, isto terá um impacto significativo na redução da mortalidade e morbidade da doença.

Esta identificação é normalmente percebida pelo profissional médico. Entrementes, o esclarecimento desta situação para os portadores, através de educação continuada aos pacientes, é também um ponto crucial para que possamos conter o progresso desta doença, que, diga-se de passagem, é EVITÁVEL, constitui uma das missões da PULMÃO S.A. , no intuito de colaborar com a proteção da saúde  global, e particularmente, de todos os brasileiros.

E como nosso próprio slogan expressa, a função da PULMÃO ‘S.A’ é ser um agente responsável na salvaguarda da SUA ATMOSFERA.

Vacinas & DPOC

A introdução e generalização da utilização das vacinas tem resultado em grande avanço na prevenção da doença, invalidez e morte por doenças infecciosas. As diretrizes do Consenso Brasileiro de DPOC recomendam que todos os pacientes com DPOC, bem como de outros subgrupos de alto risco, recebam vacinação contra influenza anualmente[1]. O Centro para controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda que a vacina pneumocócica seja administrada a todos os pacientes com pelo menos 65 anos de idade, bem como para pacientes jovens e aqueles portadores de doenças crônicas, incluindo o DPOC [2].
GRIPE

A gripe é uma doença febril aguda causada por tês tipos de vírus influenza: A,B, e C. O vírus influenza, pertence à família Orthomyxoviridae . Os vírus influenza A são capazes de infectar diversas espécies de animais (pássaros, galinhas, patos, porcos, cavalos, baleias etc.). Os vírus influenza B e C, basicamente, infectam seres humanos. Os vírus influenza A e B são capazes de causar epidemias, como esta nova Gripe A ou suína. O vírus influenza C não tem potencial epidêmico e, em geral, causa doença de menor gravidade[3].

Desde 1977 observa-se que o vírus da  influenza A (H1N1), o vírus influenza A (H3N2), e o vírus influenza B têm circulado no mundo inteiro causando epidemias sazonais e resultando em significativa morbidade e mortalidade. A gripe infecta uma média de 5-20% da população dos Estados Unidos a cada ano. O número total anual estimado de hospitalizações associadas à influenza nos Estados Unidos variou de aproximadamente 55.000 a 431.000 (média: 226. 000) [4]. Estima-se que o número anual de mortes atribuídas à gripe  a partir da temporada 1990-1991 até 1998-1999 variou de 17.000 para 51.000(média: 36. 000) [4].

As vacinas para gripe começaram a ser desenvolvidas em 1940.As formulações da vacina da gripe hoje em dia são trivalentes(2 sorotipos virais de influenza A:H1N1, e H3N2, mais um sorotipo B ),tendo em vista a circulação mundial destes sorotipos e dada a possibilidade de mutação,sofrem atualizações anuais, o que explica o porquê da revacinação anual da mesma.

São conhecidas como TIV,do inglês Trivalente Inativada Viral,administrada intra muscular e realizada também no Brasil.Há um segundo tipo de vacina antiinfluenza denominada LAIV(“Trivalente  frio inativada viral adaptada),com administração intranasal e utilizada em indivíduos saudáveis na faixa entre 2-49 anos,disponível nos EUA[5].Não há segurança estabelecida para uso em pacientes DPOC da LAIV.

A TIV é administrado via intramuscular, e é a mais comumente utilizada, inclusive no Brasil, podendo ser usado por qualquer pessoa de pelo menos 6 meses de idade, incluindo aqueles com alto risco como condições DPOC. A  vacina, por ser produzida com vírus fracionados e inativados, pode ser administrada com segurança em pessoas com deficiência do sistema imunológico e, se administrada em gestantes, não representa risco para o concepto.

Deve se resguardar àqueles com alergia a albumina(clara de ovo),já que é desenvolvida a partir de vírus cultivados em ovos de galinha, assim como àqueles com alergia a neomicina e ao tiomersal(Constituinte do Mertiolate®),uma vez que a vacina pode conter traços destas substâncias.

Durante a temporada 2007-2008, as estirpes em circulação incluídas para o hemisfério sul para 2009, por indicação da OMS são como já dissemos compostas de 2 sorotipos A e 1 sorotipo B:

1.A/Brisbane/59/2007 (H1N1),

2. A / Brisbane / 10/2007 (H3N2),

3. um sorotipo B:  B/Florida/4/2006  [6].

O fato da vacina sazonal conter sorotipos diferenciados e um deles ser um H1N1, nos faz recomendar a vacina  contra gripe sazonal como uma ferramenta útil na defesa contra a nova cepa H1N1/Influenza A, responsável pela gripe suína.A explicação para isso é a possibilidade de haver resposta cruzada do sistema imunológico humano, uma vez que estes H1N1, contém algum percentual de identidade  genômica.

O fato dos idosos, nesta nova gripe A , ter uma mortalidade menor nos faz interrogar o porquê disto.Há já teorias a respeito que evocam:

a)Resposta cruzada dado contato destes agora idosos com outros tipos virais de influenza em epidemias anteriores como a Asiática de 1957 e a de Hong Kong em 1968;

b)O fato dos idosos estarem sendo vacinados contra gripe sazonal anualmente, e portanto em contato todo ano, apenas pela vacina, com 3 sorotipos diferentes.

Tendo em conta que a morbidade e mortalidade da gripe são particularmente elevadas em pessoas com DPOC , a vacinação contra influenza é recomendada anualmente para os portadores de DPOC [7].Vale ressaltar que, estas recomendações se baseiam, em grande medida, as evidências de estudos observacionais . Por exemplo, em um grande, série estudo de coorte com cerca de 150 000 pacientes idosos, aqueles que receberam vacina contra influenza tiveram uma redução em 32% das taxas de hospitalização por todas as condições respiratórias e uma redução de aproximadamente 50% na mortalidade por todas as causas, em comparação com pacientes que não receberam a vacina [8]. No subgrupo de pacientes idosos que tinham doença pulmonar crônica, os pacientes que receberam vacina contra influenza tiveram uma redução 52% na internação e de 70% de redução no risco de morte [9].

O impacto da vacinação contra influenza está claramente relacionado com a incidência da gripe entre pessoas com DPOC. Wongsurakiat et al. [10] recentemente estimou que  a gripe é responsável por cerca de 8% de todas as agudizações da DPOC. No entanto,  a gripe pode ser responsabilizada por provocar mais de 35% do total de  exacerbações de DPOC durante epidemias ,como esta de Gripe suína/Influenza A/H1N1[11].

Vacina Anti Pneumocócica

O Streptococcus pneumoniae, também conhecido como pneumococo, é uma bactéria encapsulada “coco Gram-positiva” que freqüentemente coloniza a nasofaringe de crianças saudáveis e adultos.O Pneumococo é transmitido de pessoa para pessoa como resultado de um extenso contato [12].

Pessoas com déficit imunológico, quer sejam congênitas ou adquiridas, são particularmente suscetíveis à infecção pneumocócica.A Infecção por pneumococo pode se manifestar em uma variedade de síndromes clínicas, incluindo: otite média, sinusite, pneumonia, empiema, peritonite, artrite séptica, osteomielite, e em casos raros, endocardite e pericardite.

Como a DPOC provoca uma inflamação brônquica crônica e que resulta em processo obstrutivo, os pacientes com DPOC são excepcionalmente predispostos a desenvolver infecções e outras complicações pelo  pneumococo.Os portadores de DPOC desenvolvem  uma colonização crônica do trato respiratório inferior por bactérias, incluindo S. pneumoniae  e Hemophilus influenzae [13].

Estas exacerbações agudas dos pacientes com DPOC requerem corticóides inalatórios e sistêmicos que podem prejudicar a resposta imunitária e predispor o paciente à infecção pneumocócica. Não surpreendentemente, S. pneumoniae é o organismo mais freqüentemente isolado em pacientes com DPOC com pneumonia em episódios de agudizações [14].

Em um estudo de coorte retrospectivo com 1898 idosos com doença pulmonar crônica, Nichol et al. [15] demonstraram que a vacina pneumocócica  resulta em uma redução de hospitalização por pneumonia em 43%  e uma redução de até  29%  na mortalidade destes pacientes. Este resultado torna a recomendação da vacinação anti pneumocócica  ser  recomendada por muitos consensos como parte da rotina de gestão de pessoas com DPOC [16,17].

Referências:

[1] II Consenso Brasileiro sobre Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica- DPOC- 2004.

[2] Prevention of pneumococcal disease: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR Recomm Rep 1997; 46:1-24.

[3] Cives – Centro de Informação em Saúde para Viajantes, acessado em 13/07/2009.

[4] Thompson WW, Shay DK, Weintraub E, et al. Influenza-associated hospitalizations in the United States. JAMA 2004; 292:1333-1340.

[5]Thompson WW, Shay DK, Weintraub E, et al. Mortality associated with influenza and respiratory syncytial virus in the United States. JAMA 2003; 289:179-186.

[6] Fiore AE, Shay DK, Broder K, et al. Prevention and control of influenza: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR Recomm Rep 2008; 57:1-60.

[7] Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive lung disease(acessado em 5 de julho de 2009).

[8] Nichol KL, Wuorenma J, von Stenberg T. Benefits of influenza vaccination for low-, intermediate-, and high-risk senior citizens. Arch Intern Med 1998; 158:1769-1776.

[9] Nichol KL, Baken L, Nelson A. Relation between influenza vaccination and outpatient visits, hospitalization, and mortality in elderly persons with chronic lung disease. Ann Intern Med 1999; 130:397-403.

[10] Wongsurakiat P, Maranetra KN, Wasi C, et al. Acute respiratory illness in patients with COPD and the effectiveness of influenza vaccination: a randomized controlled study. Chest 2004; 125:2011-2020.

[9] Howells CHL, Tyler LE. Prophylactic use of influenza vaccine in patients with chronic bronchitis. Lancet 1961; 30:1428-1432.

[10] Poole PJ, Chacko E, Wood-Baker RWB, et al. Influenza vaccine for patients with chronic obstructive pulmonary disease. Cochrane Database Syst Rev 2006:CD002733.

[11] Sapey E, Stockley RA. COPD exacerbations. 2: aetiology. Thorax 2006; 61:250-258.

[12] Musher DM. How contagious are common respiratory infections? N Engl J Med 2003; 348:1256-1266.

[13] Sethi S. Bacterial infection and the pathogenesis of COPD. Chest 2000; 117:286S-291S.

[14] Schenkein JG, Nahm MH, Dransfield MT. Pneumococcal vaccination for patients with COPD: current practice and future directions. Chest 2008; 133:767-774.

[15] Nichol KL, Baken L, Wuorenma J, et al. The health and economic benefits associated with pneumococcal vaccination of elderly persons with chronic lung disease. Arch Intern Med 1999; 159:2437-2442.

[16] Balter MS, Hyland RH, Low DE, et al. Recommendations on the management of chronic bronchitis. CMAJ 1994; 151:7-23.

[17] National Collaborating Center for Chronic Conditions. Chronic obstructive pulmonary disease. National clinical guideline on management of chronic obstructive pulmonary disease in adults in primary and secondary care. Thorax 2004; 59:1-232.

ENGLISH

Vaccines & COPD:What is real about protection?

Dr. Marcos Nascimento,Md- Medicine Professor  at PUCPR,Brazil

Priscila Regina Orso Rebellato,Medicine studant at PUCPR,Brazil

COPD is a symbol whose meaning is Obstructive Pulmonary Disease Chronic. This abbreviation comprises two diseases that are chronic bronchitis and pulmonary emphysema. By the way, every time we meet up with the acronym COPD should bear in mind that we are talking about a syndrome that is divided into pathologies.

COPD is the fourth leading cause of death worldwide, and the World Health Organization (WHO) estimates that in 2020 will be the third if we continue with the current growth levels of smoking.

As smoking is a habit and overall social and produces a widespread disease occurring in the long run in the life, this indicates why the great concern of WHO, and also in Brazil, the National Cancer Institute (INCA) declared  it has caused and continues unfortunately with potential to cause even greater number of fatalities and serious repercussions for public health.

The estimated annual cost of COPD in America is US.$ 32.1 billion, and 70% of these costs are related to acute exacerbations that require hospitalization. Acute exacerbations are the most important cause of mortality and morbidity in patients with COPD. A recent prospective study showed that COPD exacerbation rate has in-hospital mortality of 8% and a mortality rate of 23% for patients outside of nosocomial (Hospital Environment).

Not only is the existence of the cigarette in its rudimentary form, exemplified by the straw cigarettes, also known as “bindis” in some parts of the world,as for example,in India. The commercial cigarettes, with their industry with distribution strategy and marketing very well defined and for the general public, but with particular preferred target and cruelly for young people and women, we have the existence of electronic cigarettes, that contrary to claims that manufacturers generally Chinese, do not release only water vapor, for analysis of U.S. government of the two brands sold in that country showed the presence of several toxic chemicals and carcinogens such as nitrosamine and diethylene glycol.

All these factors lead to a pessimistic future pointing, as aforesaid, into the statistics of WHO estimates that in 2020 COPD will be  the third cause of mortality. We repeat this on purpose because it is completely incomprehensible that this prediction will come true, since it is an avoidable disease. Stop the realization of this estimate is our duty, read the whole society, not just organizations that protect human health, which THE PULMAO S.A. humbly includes itself.

This is one of the concerns of the millennium, and therefore given its reach in financial responsibility, social, environmental and citizen belongs to all of us humans. The gratitude to this task still can not be heard. But you can be sure that will come in the voices of people very familiar: Our own descendants!

Join! Get involved in this cause; after all it is yours too!

But why the exacerbation of COPD leads to mortality?

The test that measures lung function called spirometry. It is through this test that pulmonologists can measure the functional capacity of the lungs. We know that with the natural aging of the people the ability of pulmonary function decline. However, this is a normal decline, called physiologic. The smoker then presents two factors for the function decline :

1. The physiological decline, with the normal development of age;
2. The decline caused by smoking which adds to the physiological decline, and may be accelerated with exacerbations (periods of “worse”) of COPD.

Therefore, we established a concept: patients with frequent exacerbations of COPD suffer a decline in lung function more quickly, which translates into a poorer quality of life compared with those who have fewer exacerbations.

CAUSES OF EXACERBATION

the most common cause of exacerbation of COPD is associated with viral respiratory infections and bacterial infections acquired in the community. Effective treatments to manage exacerbations caused by infections are becoming limited. Therefore, if we identify evidence-based strategies, to prevent exacerbations of COPD, this will have a significant impact in reducing mortality and morbidity.

This identification is usually perceived by the medical professional. Meanwhile, to clarify this situation for patients, through continuing education to patients, it is also crucial so that we can stall the progress of this disease, which, by the way, is preventable, is one of the missions PULMAO S.A. in order to collaborate with the protection of global health, and particularly of all Brazilians.

And as our own slogan expresses the function of  PULMAO S.A. is to be an agent responsible in safeguarding its atmosphere.

Vaccines & COPD

The introduction and widespread use of vaccines has made great strides in preventing disease, disability and death from infectious diseases. The guidelines of the Brazilian Consensus on COPD recommend that all patients with COPD, as well as other groups at high risk receive influenza vaccination annually [1]. The Center for Disease Control (CDC) recommends that the pneumococcal vaccine is administered to all patients with at least 65 years of age and for younger patients and those with chronic diseases, including COPD [2].
AVIAN

Influenza is an acute febrile illness caused by these types of influenza viruses: A, B and C. The influenza virus belongs to the family Orthomyxoviridae. The influenza A viruses can infect several species of animals (birds, chickens, ducks, pigs, horses, whales, etc.). Influenza B and C basically infect humans. Influenza A and B are capable of causing epidemics, as this new influenza A or swine. The influenza C virus has epidemic potential, and generally causes less severe disease [3].

Since 1977 it is observed that the influenza virus A (H1N1), influenza A (H3N2) and influenza B viruses have been circulating around the world causing seasonal epidemics, resulting in significant morbidity and mortality. Influenza infects an average of 5-20% of the population of the United States each year. The total estimated annual number of hospitalizations associated with influenza in the United States ranged from approximately 55,000 to 431,000 (average: 226. 000) [4]. It is estimated that the annual number of deaths attributed to flu season from 1990-1991 to 1998-1999 ranged from 17,000 to 51,000 (average: 36. 000) [4].

Vaccines for influenza began to be developed in 1940.As formulations of influenza vaccine today are trivalent (2 serotypes of influenza A virus: H1N1, and H3N2, another serotype B), in view of the global circulation of these serotypes and given the possibility of mutation, suffer annual updates, which explains why the annual revaccination of the same.

They are known as TIV, English Trivalent Inactivated Viral administered intra muscular and do so in Brazil. There is a second type of influenza vaccine called LAIV (trivalent inactivated viral cold adapted), with intranasal administration and in healthy subjects used in the range of 2 -49 years, available in the U.S. [5]. There is no security set for use in COPD patients of LAIV.

The TIV is administered intramuscularly, and is the most commonly used, including in Brazil, can be used by anyone at least 6 months of age, including those with high risk conditions such as COPD. The vaccine, being produced with inactivated split-virus, can be administered safely in people with immune system deficiencies and, if administered to pregnant women, no risk to the fetus.

We Should protect those with allergies to albumin (egg white), as it is developed from virus grown in chicken eggs, as well as those with allergy to neomycin and thimerosal (Merthiolate ® Constituent), since the vaccine may contain traces of these substances.

During the 2007-2008 season, the circulating strains included in the southern hemisphere in 2009, upon recommendation of WHO as we have said is composed of 2 serotype A and serotype B 1:

1.A/Brisbane/59/2007 (H1N1),

2. A / Brisbane / 10/2007 (H3N2),

3. one serotype B: B/Florida/4/2006 [6].

The fact of the seasonal vaccine contain different serotypes and one of them is an H1N1, we do recommend the vaccine against seasonal influenza as a useful tool in defending against the new strain H1N1/Influenza A, responsible for the flu suína.A explanation for this is the possibility there crossed response from the immune system, since these H1N1, contains some percentage of identity genomics.

The fact that the elderly, this new influenza A, have a lower mortality makes us wonder why disto.Há have theories as to evoke:

a) Answer given cross-contact of these now elderly with other types of viral influenza in previous epidemics such as Asian and 1957 Hong Kong in 1968;

b) The fact that the elderly are being vaccinated against seasonal flu each year, and therefore in touch every year, just by the vaccine, with 3 different serotypes.

Given that the morbidity and mortality of influenza are particularly high in people with COPD, influenza vaccination is recommended for patients with COPD [7]. It is noteworthy that these recommendations are based largely on the evidence observational studies. For example, in a large series study of a cohort of approximately 150 000 elderly patients, those who received influenza vaccine had a 32% reduction in hospitalization rates for all respiratory conditions and a reduction of approximately 50% in mortality all causes, compared with patients who received the vaccine [8]. In the subgroup of elderly patients who had chronic lung disease, patients who received influenza vaccine had a 52% reduction in hospitalization and 70% reduction in risk of death [9].

The impact of influenza vaccination is clearly related to the incidence of influenza among people with COPD. Wongsurakiat et al. [10] recently estimated that influenza is responsible for about 8% of all acute exacerbations of COPD. However, the flu can be held responsible for causing more than 35% of exacerbations of COPD during epidemics, like that of swine flu / influenza A/H1N1 [11].

Pneumococcal Vaccine

Streptococcus pneumoniae, also known as pneumococcus, a bacteria encapsulated “coconut Gram-positive” that often colonizes the nasopharynx of healthy children and adultos. The Pneumococcal is spread from person to person as a result of extensive contact [12].

People with immunological impairment, whether congenital or acquired, are particularly susceptible to infection by pneumococcal. A pneumococcal infection can manifest in a variety of clinical syndromes, including: otitis media, sinusitis, pneumonia, empyema, peritonitis, septic arthritis, osteomyelitis, and in rare cases, endocarditis and pericarditis.

Since COPD disease causes a chronic bronchial inflammation and results in obstructive process, patients with COPD are unusually prone to develop infections and other complications by pneumococcal. The COPD patients develop a chronic colonization of the lower respiratory tract by bacteria, including S. pneumoniae and Haemophilus influenzae [13].

These acute exacerbations of COPD patients require systemic and inhaled corticosteroids that can impair the immune response and predispose patients to pneumococcal infection. Not surprisingly, S. pneumoniae is the organism most frequently isolated in patients with COPD with pneumonia in episodes of acute exacerbations [14].

In a retrospective cohort study with 1898 elderly patients with chronic lung disease, Nichol et al. [15] demonstrated that the pneumococcal vaccine results in a reduction of hospitalization for pneumonia in 43% and a reduction of up to 29% mortality in these patients. This result makes the recommendation of the pneumococcal vaccination is recommended by several consensus as part of routine management of people with COPD [16,17].

References:

[1] II Brazilian Consensus on Chronic Obstructive Pulmonary Disease-COPD-2004.

[2] Prevention of pneumococcal disease: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR Recomm Rep 1997, 46:1-24.

[3] Cives – Center for Health Information for Travelers, accessed 13/07/2009.

[4] Thompson WW, Shay DK, Weintraub E, et al. Influenza-associated hospitalizations in the United States. JAMA 2004, 292:1333-1340.

[5] Thompson WW, Shay DK, Weintraub E, et al. Mortality associated with influenza and respiratory syncytial virus in the United States. JAMA 2003, 289:179-186.

[6] Fiore AE, Shay DK, Broder K, et al. Prevention and control of influenza: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR Recomm Rep 2008, 57:1-60.

[7] Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive lung disease (accessed July 5, 2009).

[8] Nichol KL, Wuorenma J, von Stenberg T. Benefits of influenza vaccination for low-, intermediate-, and high-risk senior citizens. Arch Intern Med 1998, 158:1769-1776.

[9] Nichol KL, Baken L, Nelson A. Relation between influenza vaccination and outpatient visits, hospitalization, and mortality in elderly persons with chronic lung disease. Ann Intern Med 1999, 130:397-403.

[10] Wongsurakiat P Maranetra KN, Wasi C, et al. Acute respiratory illness in patients with COPD and the effectiveness of influenza vaccination: a randomized controlled study. Chest 2004, 125:2011-2020.

[9] Howells CHL, Tyler LE. Prophylactic use of influenza vaccine in patients with chronic bronchitis. Lancet 1961; 30:1428-1432.

[10] Poole PJ, Chacko E, Wood-Baker RWB, et al. Influenza vaccine for patients with chronic obstructive pulmonary disease. Cochrane Database Syst Rev 2006: CD002733.

[11] Sapey E, Stockley RA. COPD exacerbations. 2: aetiology. Thorax 2006, 61:250-258.

[12] Musher DM. How contagious are common respiratory infections? N Engl J Med 2003, 348:1256-1266.

[13] S. Sethi Bacterial infection and the pathogenesis of COPD. Chest 2000, 117:286 S-291S.

[14] Schenkein JG, Nahm MH, Dransfield MT. Pneumococcal vaccination for patients with COPD: current practice and future directions. Chest 2008, 133:767-774.

[15] Nichol KL, Baken L, Wuorenma J, et al. The health and economic benefits associated with pneumococcal vaccination of elderly persons with chronic lung disease. Arch Intern Med 1999, 159:2437-2442.

[16] Balter MS, Hyland RH, Low DE, et al. Recommendations on the management of chronic bronchitis. CMAJ 1994; 151:7-23.

[17] National Collaborating Center for Chronic Conditions. Chronic obstructive pulmonary disease. National clinical guideline on management of chronic obstructive pulmonary disease in adults in primary and secondary care. Thorax 2004; 59:1-232.

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