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Oseltamivir: informações técnicas (profissionais da saúde)

19 de agosto de 2009

* O Oseltamivir – uma das medicações usadas no tratamento da Influenza A – faz parte de uma classe de medicações chamada “inibidores de neuraminidase”.

A neuriaminidase viral é uma das três proteínas transmembranas codificadas pelo genoma deste vírus. A infecção por estes vírus RNA começa com a ligação da hemaglutinina viral aos resíduos do ácido neuramínico nas células do hospedeiro. A partícula viral, então, entra na célula por endocitose. O endossomo á acidificado em seguida ao influxo de H+ através de uma outra proteína viral, o canal ionico M2. Isto facilita a desmontagem da estrutura viral, permitindo que o RNA entre no núcleo do hospedeiro, iniciando assim uma etapa de replicação viral.

Os vírions recém-replicados escapam da célula do hospedeiro por brotamento através da mambrana celular. Isto é promovido pela neuraminidase viral através da ruptura das ligações entre a capa de partículas e o ácido siálico do hospedeiro.

O oseltamivir age justamente na inibição desta enzima (neuraminidase): bloqueia a ligação entre o vírus  e a membrana celular da célula hospedeira já infectada  e por consequencia  a liberação do vírus do interior destas para a corrente sanguinea.

Seu uso é indicado, após avaliação médica, nos casos em que o doente apresente síndrome gripal (como a causada pelo Influenza A – H1N1) e seu maior benefício é dentro das primeiras 48 horas do início dos sintomas. A dosagem para adultos previamente hígidos é de 75 mg de 12/12 horas via oral por 5 dias e seus principais (dentre outros menos frequentes) efeitos colaterais são vômitos, náuseas e dor abdominal.

* Informações técnicas destinadas a profissionais de saúde. Consulte seu médico antes do uso de absolutamente qualquer medicação.

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