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Tabagismo não é um hábito.É uma dependência que deve ser encarada como uma doença Cerebral! -Smoking is not a habit. Must be faced as a Brain Disease

28 de setembro de 2009

Tabagismo é uma doença Cerebral

O tabagismo foi encarado no passado como hábito de várias gerações no passado e algumas pessoas ainda não perceberam o quão grave pode ser esta doença.Como assim? O tabagismo é uma doeça? Exatamente! O tabagismo não é só responsável por várias doenças, responde por 52 diferentes Códigos Internacionais de Doenças(CIDs),mas ele por si  mesmo é uma doença e tem seu próprio CID(F17.2).O conceito mais atual vai um pouco além: o Tabagismo é considerado pela medicina uma dependência.

Justamente pelo fato de provocar várias dependências(física, psicológica e quimica) é que pode-se compreender como é difícil uma pessoa parar de fumar.O grande problema é que o tabagista ou o iniciante no uso de derivados de tabaco considera ainda que terá facilidade ao manusear o ato de fumar.Que poderá abandonar o consumo de um produto que tem mais de 4.ooo substâncias tóxicas e que contém uma única substância capaz de provocar as dependências: Esta substância é o maior aliado da indústria tabagista e responde pelo nome de NICOTINA.

A PULMÃO S.A. trabalha duro para que haja uma “denormalização” no conceito de fumar através de seus programas voltados para as Escolas, Empresas e através de alertas para o Estado,nas suas três esferas de governo,na proposição de leis ou medidas que irão banir o cigarro ou o tabaco e seus derivados da vida e da saúde das pessoas no Brasil e no mundo.

O Dr. Marcos Nascimento, editor e consultor da PULMÃO S.A alerta para o conceito internacional de que “Até bem pouco tempo encarávamos o tabagismo como uma doença eminentemente pulmonar, cardíaca ou oncológica.Entrementes, o tabagismo é classificado hoje em dia pela Organização Mundia de Saúde(OMS), como uma doença cerebral.” O cérebro do fumante é modificado.Uma vez que os receptores de nicotina cerebrais são ativados, ocorre uma cascata de reações químicas que provocam em última análise uma modificação no funcionamento cerebral,complementa o Dr. Nascimento.

Esta modificação no cérebro  é responsável por criar uma relação de prazer ocasionada pela nicotina.A partir do momento em que se cria um ciclo de prazer com a nicotina,a relação de dependência da mesma estará criada para sempre.Vira literalmente um ato fisiológico, uma necessidade biológica,como comer, beber água, respirar.Isto posto, o cérebro está literalmente capturado, escravizado,pois não tem condições de funcionar mais sem a presença constante de nicotina em seus receptores.O indivíduo por esta razão é encarado como um dependente químico, e isto é doença, é patológico.

SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA:

Apenas ao compreendermos esta correlação de dependências química, física e psicológica podemos entender a dificuldade que é parar de fumar.Mas não é motivo para desanimar ou para se desesperar.Hoje há tratamentos ,os mais diversos para ajudar o fumante a parar de fumar com segurança e devolver a sua liberdade de volta.O tabagismo necessita ser tratado por profissional médico habilitado.E quando isto é feito, diminui-se  potencialmenteas chances de recaídas,leia-se falha de tratamento, na tentativa de parar de fumar.

Há hoje em dia medicamentos extremamente eficazes,como a Terapia de Reposição de Nicotna(TRN), a Bupropiona e a Vareniclina que são capazes de minorar aqueles sintomas desagradáveis da sídrome de abstinência.

Estes sintomas são aqueles que começam a ocorrer logo após parar de fumar,de fato algumas poucas horas após, e são delineados abaixo:

Perda da Concentração: Diminui a concentração para as atividades usuais do dia a dia e também para as de maior complexidade;Não consegue trabalhar direito,diminui seus reflexos motores, e  pode tornar-se lábil para o choro, ou seja, este ocorre muito facilmente.

Irritabilidade: a pessoa fica muito irritada, nervosa, perde com facilidade a paciência; e

Fissura: é aquela vontade “enorrrme” de voltar a fumar;

Veja abaixo um vídeo sobre a dependência fisiológica imposta ao cerebro pela nicotina:

OTMIZAÇÃO DO TRATAMENTO:

É preciso que os profissionais de saúde compeendam que há portanto, a necessidade premente, de se preparar o doente para que ele possa ter êxito no tratamento, de não só parar de fumar mas até mesmo na possibilidade de diminuir ou abolir a possibilidade de apresentar recaídas, e voltar a fumar.

Todos os medicamentos de primeira linha dispostos acima são capazes de promover minora ou diminuição nos sintomas desagradáveis da síndrome de abstinência.Mas trabalhos  publicados como o de Jorenby DE et al*, na revista médica New England Journal of Medicine demontram que a eficácia pode estar no tratamento individualizado, numa abordagem feita exclusivamente para cada tabagista, e isso impacta diretamente na abordagem terapêutica e como consequência, aumenta a taxa de abstinência.

Trabalhos ainda mais atuais inclinam-se a demontrar que a taxa de abstinência pode estar ligada diretamente a prevenção da recaída.Gonzales DH et al**, chama a atenção para isto e leva a crer que drogas como a Vareniclina podem apresentar um plus,pois além de diminuir os sintomas de abstinência, diminui a chance de recaída,pois parece que vai aos poucos reeducando os receptores da nicotina para que se desacostumem com a nicotina.Segundo o Dr. Marcos Nascimento,”Em que se pese a necessidade de mais trabalhos à respeito,isto cria de fato uma nova chance e otimiza a abordagem terapêutica,contribuindo para a abstinência eficaz, e que pode ser resumido em uma única palávra: SUCESSO !

FONTES:

PULMÃO S.A.-Sua Atmosfera, Sua Vida!

American Toracic Society Guidelines;

*Jorenby DE et al. N Engl J Med. 1999;340:685–691. 2. Talwar A et al. Med Clin North Am. 2004;88:1517–1534

** Gonzales DH, et al. Society for Research Nicotine and Tobacco Paper sessions PA9-2, 2006

ENGLISH

Tobacco is not a habit. It is a Disease and must be faced as a Cerebral Disease:

Smoking was seen as a habit by several generations in the past and some people still do not realize how serious this can be faced. What does it means?

Smoking is a disease? Exactly! Smoking is not only responsible for many diseases, accounting for 52 different International Codes of Diseases (ICDs), but it itself is a disease and has its own ICD: (F17.2). The latest concept goes a bit further: Smoking is considered by medical concept as a dependency.

Just because it causes many dependencies (physical, psychological and chemical),and now you can understand how hard is quitting.The big problem is that the smoker or the beginner in the use of tobacco also believes that it will ease to handle the act of quitting. The patient thinks that is possible to quit a product that has more than 4.ooo toxic substances and that contains a substance capable of causing addiction : This substance is the greatest ally of the tobacco industry and accounts for the name NICOTINE.

The PULMÃO S.A. works hard for a “denormalization”(That smoking be faced as something unusual) of the concept of smoking through its programs direction to Schools,S.A.(Companies) and through alerts to the State in its three spheres of government( Federal,State, and county) in proposing laws or measures which will ban cigarettes or tobacco products of citizen’s life and health of people in Brazil and in the whole world.

Dr. Marcos Nascimento,Md.-Attendence in Tobacco Tratment, and main editor and consultant of PULMÃO S.A. warns about an  international concept that “Until recently we predominantly  saw the smoking as a disease under pulmonary, cardiac or oncologic aspects .However, smoking is now classified by the World Health Organization (WHO) as a brain disease. “The brain of the smoker is changed,as the nicotine receptors in the brain are activated. By this, there is a cascade of chemical reactions that ultimately cause a change in brain function, said Dr. Nascimento.

This change in the brain is responsible for creating a relationship of pleasure caused by nicotine. From this time on, it creates a cycle of pleasure with nicotine, the interdependence of the same will be created forever. Literally, the brain sees it as a natural act, a biological necessity, like eating, drinking, and breathing.

The brain is literally captured, enslaved; it is unable to work without the constant presence of nicotine in their individual receptors. For this reason, the person is seen as an addict, and this is a disease, this is pathological!

Withdrawal Syndrome:

Only by understanding the correlation of chemical dependency, physical and psychological can understand how difficult it is to quit. But there is no reason to discourage or to desperate yourselves. Today there is a wide variety of treatments to help smokers stop smoking safely and have their freedom returned back .The smoking needs to be treated by medical professional. And when this is done, the chances of relapse are almost decreased at all.

There are now very effective medications, such as Nicotine Replacement Therapy (NRT), bupropion(Zyban®) and varenicline(Chantix®) are able to reduce those unpleasant symptoms of withdrawal syndrome.

These symptoms are those that begin to occur soon after quitting, in fact a few hours after, and are outlined below:

Loss of concentration: the concentration decreases to the usual activities of everyday life and also for more complex ones; The ex- smoker could not work right, lowers your motor reflexes, and can become labile to cry, that is, this could happen very easily.

Irritability: the person gets very angry, nervous, very easy to lose patience, and

Cleft: the “Greatest desire “to go back to smoking;

Below is a video about the physiological dependence imposed on the brain by nicotine:

TREATMENT UPGRADE:

We need health professionals understand that there is a real necessity to prepare the patient so he can have success in the treatment of not only quit smoking but even the possibility of success in reducing or eliminating the possibility of presenting relapses and goes back to smoking.

All first-line drugs mentioned above are capable of promoting a decrease in the unpleasant symptoms of the Withdrawal syndrome. But  published articles such as one of Jorenby DE et al (*), in the medical journal “ The New England Journal of Medicine” showed that the effectiveness  may be an individualized measure in the treatment, an approach made exclusively for each smoker and that directly impacts the therapeutic approach ,and as a consequence, increases the rate of abstinence.

In a more current paper we see the concept about  the rate of abstinence may be linked directly to the prevention of  relapses.

Gonzales DH et al(**) draws attention to this and suggests that drugs like varenicline may present  a plus,when it was compared with the others, because besides reducing withdrawal symptoms, it showed a decrease in the chance of relapse, it seems it acts as slowly re-educating the nicotine receptors to be not familiarized with nicotine.

According Dr. Marcos Nascimento,Md., “This effectively creates a new chance and optimizes therapeutic approach, contributing to the effective withdrawal, which can be summarized in three words: Chance of success! ”

SOURCES:

PULMAO SA.®- All rights reserved.

American Thoracic Society- Guidelines;

(*) Jorenby DE et al. N Engl J Med 1999, 340:685-691. 2. Talwar A et al. Med Clin North Am 2004, 88:1517-1534

(**) Gonzales DH, et al. Society for Nicotine and Tobacco Research Paper sessions PA9-2, 2006



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