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Estado Nacional de Emergência e Atualização da Gripe Suína/H1N1 nos Estados Unidos- English Version Available

5 de novembro de 2009

Tem Havido alguns comentários na imprensa internacional sobre a real necessidade do Estado Nacional de Emergência decretado pelo governo americano na semana passada, a respeito da situação provocada pela pandemia de gripe suína/ H1N1 .Alguns artigos  restringiram-se ao número absoluto de 1.000 registros de óbitos confirmados  por H1N1 no país até a  40ª semana epidemiológica, e concluíram que a medida fora desnecessária… Será?

Há vários aspectos a serem discutidos nesta questão e vamos nos deter aos principais pontos tentando não realizar uma explanação demasiadamente longa:

1)      O primeiro ponto crucial é que em qualquer pandemia os números são subavaliados, e obviamente espelham, sobretudo os casos mais graves.

2)      Nenhum País, mesmo os Estados Unidos não têm recursos suficientes para disponibilizar testes diagnósticos a todos que se apresentarem com síndrome gripal

(Síndrome= conjunto de sinais e sintomas que indicam ao profissional de saúde a possibilidade de gripe, entretanto não se pode avaliar qual o subtipo viral responsável, que é dado por testes laboratoriais como o PCR).

Portanto, se avaliarmos “apenas” o número absoluto de 1.000 óbitos confirmados por H1N1, podemos não estar avaliando a realidade, e sim um pedaço do iceberg.

3)O decreto do Estado Nacional de Emergência leva em conta outros dados cujos números não são nada animadores e podem estar mais próximos da verdade dita absoluta.Estes serão delineados abaixo:

i)Alcance Geográfico dos casos de influenza: Dos mais de 50 Estados e terrtórios americanos, apenas quatro registram atividade geográfica dentro da média esperada,dita atividade local: Guam,Puerto Rico,DC( district of Columbia) e Hawaii. Os demais 48 estados estão com atividades dos casos sindrômicos em larga escala… Veja a figura abaixo:

Alcance Geografico da Influenza nos USA

Alcance Geografico da Influenza nos USA

ii)Percentagem de atendimentos por síndrome gripal: aqui reside um dos principais pilares do Estado de Emergência: Os atendimentos estão em níveis absurdamente altos.

Apenas para se ter uma idéia a linha de base Nacional para os casos esperados se situa em 2,3. No pico de 2008,na semana 10, atingiu cerca de 6,1.Estamos na semana 44(2-9 nov), e os dados da semana 40 indicam atividade de 8,5 em curva ascendente.Portanto 4 x a linha de base, e cerca de 1,5 x o pico de 2008… Veja a figura abaixo:

Percentagem de atendimentos por Síndrome Gripal nos USA

Percentagem de atendimentos por Síndrome Gripal nos USA

iii)Mortalidade Pediátrica: desde abril de 2009 houve 114 óbitos;Apenas na semana 42(out 18-24) ocorreram 19 = 16,6% dos casos em apenas uma semana e com viés de alta!

iv) Números de pneumonia + síndrome influenza(gripal): 25.985 internações hospitalares / com 2.916 mortes neste grupo, entre 30 de agosto a 24 de outubro/ 2009. Isto representa 11,2% de óbitos neste grupo de pacientes hospitalizados.

Tendo em vista o supracitado, mesmo com estoques de antivirais a contento, muito diferente do que aconteceu no Brasil, em particular na região sul do Brasil, os Estados Unidos estão enfrentando um sério pesadelo em proporções de letalidade próxima ao início da pandemia no México e parecido com o que aconteceu em Curitiba e Porto Alegre, com a diferença que lá eles têm medicamento disponível…

O Estado de Emergência declarada permite que o governo acelere alguns procedimentos.Por exemplo, na semana passada o FDA ( órgão de Saúde Pública Americana)pôde liberar o Antiviral Peramivir  para uso Intra venoso dado a gravidade dos casos…O  Departamento de Saúde Pública Americano (HHS) ordenou o uso de antivirais venosos para os pacientes em estado grave a partir de 6/11/2009.

A PULMÃO S.A. espera ter contribuido para mostrar um pouco mais do Iceberg americano,mesmo tendo em mente que podemos estar longe do pico da epidemia,pois estes dados refletem o acontecido há duas semanas.Portanto, o Iceberg pode ainda ser  ligeiramente maior…

FONTES:

PULMÃO S.A- Sua Atmosfera, Sua Vida! ®

CDC- USA

ENGLISH VERSION:

UNITED STATE UPTODATE of Swine Flu / H1N1  up to October 30, 2009, 5:30 PM ET

There have been some comments in the international press about the real need of the national state of emergency decreed by the U.S. government last week about the situation caused by the pandemic of swine influenza / H1N1. Some articles were restricted to the absolute number of 1000 cases of deaths confirmed H1N1 in the country until the 40th epidemiological week, and concluded that the measure was unnecessary … Really?

There are several aspects to be discussed this issue and we address the main points trying not to make too long an explanation:

1) The first point is that any pandemic in the figures are understated, and obviously reflect, especially the most severe cases.

2) Any country, even the United States does not have sufficient resources to provide diagnostic tests to all who present with flu-like illness Syndrome (= set of signs and symptoms that indicate the health professional to the possibility of flu, however one can not assess which subtype of the virus responsible, which is given by laboratory tests such as PCR).

Therefore, if we evaluate “only” the absolute number of 1,000 deaths confirmed H1N1, we may not be assessing the reality, but a piece of the iceberg.

3) The decree of the National State of Emergency takes into account other data whose numbers are not encouraging and may be closer to the truth spoken absoluta.These numbers are outlined below:

i) Geographic scope of cases of influenza: the more than 50 U.S. states and redeployments, only four geographical record activity within the range, said local activity: Guam, Puerto Rico, DC (District of Columbia) and Hawaii. The remaining 48 states are activities with syndromic cases of large-scale … See Figure 1 above.

ii) Percentage of visits for flu-like: here is one of the main pillars of the State of Emergency: The calls are absurdly high levels. Just to get an idea of the National Baseline  expected cases stood at 2.3.

At the peak of 2008 at week 10, was around 6.1. We are at week 44 (2-9 Nov), and 40-week data indicate activity curve 8.5 in ascendente. Thus, 4 x line basis, and about 1.5 x the peak of 2008 … See Figure 2 above.

iii) Pediatric Mortality: Since April 2009 there were 114 deaths, in only 42 weeks (Oct 18-24) there were 19 = 16.6% of cases in one week and with an upward bias!

iv) Number of pneumonia syndrome + influenza (flu): 25,985 hospitalizations / with 2916 deaths in this group, between August 30 to October 24 / 2009. This represents 11.2% of deaths in this group of hospitalized patients.

Given the written above, even with antiviral  drugs’ stocks near the satisfaction, very different from what happened in Brazil, particularly in southern Brazil, the United States are facing a serious nightmare proportions in lethality near the beginning of the epidemic in Mexico and like what happened in Curitiba and Porto Alegre-Brazil, except that there they have available antivirals …

The declared state of emergency allows the government to speed up some proceedings.Just to give an example, last week the Food and Drugs Administration ( Public Health Office ) could release the Antiviral Peramivir to use Intra venous given the seriousness of some cases …

Adendum:The American Health and Human Services Department (HHS) orders to use intra venous antiviral drugs to help treat severe hospitalized patients with novel H1N1since November 6th,2009.

THE PULMAOSA expects to have contributed in showing a little more of the “pandemic H1N1 American Iceberg,” while understanding that we may be far from the peak of the epidemic, as these data reflect what happened two weeks ago.Thus, the Iceberg can also be slightly larger …

 

SOURCES:

PULMAOSA.-Your atmosphere, Your Life! ®

CDC-USA

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