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Logística de Saúde em Terremotos- Earthquake’s Health Logistics

1 de março de 2010

CHILE 2010

Logística de Saúde em Terremotos


Desastres ocorrem em todas as áreas do mundo e causam danos a pessoas, bens, infra-estruturas, economia e meio ambiente. Os danos relacionados as pessoas inclui a morte, ferimentos, doenças,desidratação, desnutrição e estresse psicológico.
Após os terremotos no Haiti e agora no Chile, a PULMAOSA no intuito de  de colaborar com as autoridades chilenas, e  fornecer subsídios para a logística da saúde pública, faz uma revisão sobre a  necessidade de planejamento para evitar doenças que podem surgir após um terremoto.
Embora os países em desenvolvimento sejam mais dependentes da comunidade internacional, dado as suas limitações de pessoal qualificado, infra-estrutura e
mesmo financeiras, a freqüência e a gravidade com que estes eventos têm ocorrido, conduzem as Nações Unidas e estes países para que tenham um planejamento a fim de responder a estas demandas.
Possíveis atrasos na resposta, infelizmente, podem resultar em dificuldades no resgate e tratamento de doentes ou feridos.1, 2.

Na maioria dos casos, a resposta da comunidade internacional é imediata, mas os últimos acontecimentos mostram que há uma necessidade de se estar preparado com antecedência para os desastres.
Lições de algumas catástrofes anteriores serão discutidas aqui, a fim de fazer um paralelo com os recentes terremotos no Haiti e no Chile, com dois objetivos claros: 1.Ajudar as vítimas desta e de futuras catástrofes e sugerir um guia baseado em algumas recomendações da literatura, para nações sem um plano de resgate ou logística; e

2.Diminuir o número de mortos e feridos na população mais afetada: as crianças.3
Os  principais eventos e cuidados após um terremoto são:
Síndrome de esmagamento
É causada pelo esmagamento do tecido muscular, e pode provocar manifestações sistêmicas. Isso normalmente ocorre quando o fluxo sanguíneo é restaurado para o tecido esmagado e as toxinas são liberadas sistemicamente. Estima-se que 3 a 20% das vítimas do terremoto, e até 40% dos sobreviventes de colapsos de edifício de vários andares, vão desenvolver esta síndrome.4 A hidratação precoce da vítima ainda  nos escombros , durante e após o resgate pode diminuir os efeitos  sobre os rins na síndrome de esmagamento.Após o esmagamento,há chance de evolução para insuficiência renal aguda, cuja incidência foi de 50%, quando uma extremidade foi envolvida; de  75%, quando há duas extremidades envolvidas, e 100% para três ou mais lesões.5,6

Poeira e contaminação das vias aéreas:
Com base nas evidências após os terremotos ocorridos na China, Paquistão, e Irã, e também após o atentado de 11 de setembro observou-se que imediatamente após estes eventos, uma enorme quantidade de poeira fora liberada no ar.

Durante as primeiras 48 horas de resgate as vítimas do World Trade Center (WTC), 90% dos 10.116 bombeiros envolvidos no resgate, relatou uma tosse aguda, muitas vezes acompanhada de congestão nasal, aperto ou dor torácica.Apenas três necessitaram de internação para queixas respiratórias.Este dado pode ter um alcance para toda a população, mas tem um risco maior para os pacientes com doenças respiratórias como asma e DPOC,conduzindo-os a uma crise de exacerbação aguda.

A logística da prestação de cuidados críticos, como entubação, em um cenário de transporte impõe desafios únicos, especialmente quando a duração da transferência do paciente é prolongada.7

Estoques de sangue:

Este é um dos setores mais sensíveis após catástrofes, dado aumento repentino do volume de pacientes com fraturas múltiplas, síndrome do esmagamento,vários tipos de trauma, queimaduras e, portanto, precisam de suporte de sangue. Antecipar a esta demanda, se faz necessário para a população, mesmo antes de vir a ser convocada a doar sangue.
Infelizmente, ainda hoje não é possível detectar o momento preciso da ocorrência de desastres naturais, como terremotos.
Mas é exatamente a ocorrência destes eventos- como no  início do século passado, em San Francisco-Califórnia, E.U.A. e  aqueles ocorridos no Irã e na China,nesta década, e mesmo os Tisunamis, em 2004, no Oceano Índico e Pacífico que serviram como orientação para os países que possuem hoje,planos de contingência.Vide o serviço de detecção de Tissunamis do Pacífico (NOOA) e a criação de agências de segurança  com  planos de emergência, logo após os atentados de Oklahoma em 1995, e o do World Trade Center em 2001: A Federal Emergency Management Agency (FEMA) .8
Equipes de busca e de salvamento têm muitos componentes. Normalmente, o staff médico constitui a menor parte da equipe, mas tem algumas das maiores responsabilidades. Por essa razão, devem estar continuamente bem treinados.

A PULMAOSA espera com este  artigo chamar a atenção das autoridades  governamentais para que se preparem  antecipadamente aos acontecimentos.

Uma autoridade constituída como planejador de desastres deve proativamente identificar todos esses riscos e preparar planos de contingência para cada setor.
Isto será particularmente importante para os próximos grandes eventos mundiais como a Copa do Mundo de Futebol da África do Sul, em Junho próximo, e para os próximos Jogos Olímpicos, em Londres, de 2012, e no Rio de Janeiro, Brasil, 2016.

“Aqueles que não conseguem aprender com a história estão condenados a repetí-la.
-George Santayana.

FONTES:

  1. Rubin M, Heuvelmans JH, Tomic-Cica A, et al. Health-related relief in the former Yugoslavia: needs, demands, and supplies. Prehospital Disaster Med 2000;15:1-11.
  2. Waltzman M, Fleegler E. Preparing for natural disasters Vol 10, Number 3
  3. Weiner DL, Manzi SF, Waltzman ML, et al. FEMA’s organized response with a pediatric subspecialty team: the National Disaster Medical System response: a pediatric perspective. Pediatrics 2006;117(5 Pt 3):S405-11.
  4. Rosen’s Emergency Medicine: Specific Disorders in Urban Search and Rescue. 7th ed, Chapter 192.
  5. Hew P, et al: Urban search and rescue.  Topics Emerg Med 2002; 24:26.
  6. Michaelson M: Crush injury and crush syndrome.  World J Surg 1992; 16:899.
  7. Kashani KB, Farmer JC. The support of severe respiratory failure beyond the

hospital and during transportation. Curr Opin Crit Care 2006;12(1):43–9.

8. About FEMA. Available at: http://www.fema.gov/about/index.shtm .Accessed in February 28, 2010.

ENGLISH

Health Logistic and the Earthquakes


Disasters occur in all areas of the world and cause harm to people, property, infrastructures, economies, and the environment. Harm to people includes death, injury, disease, malnutrition, and psychological stress.

CHILE 2010

Just because the recent catastrophes include earthquakes in Haiti and now in Chile, The PULMAOSA worried with assistance, and collaborating  with the Chileans authorities in order to guide and help the Public Health, publish these revision about diseases that could appear after an Earthquake.

Although some developing countries could be are more reliant on the international community given their potential limitations of trained personnel, infrastructure, and

Financial considerations, the frequency and gravidity of these events, urge that United Nations and the countries itself have a plan to answer these demands.

Because of the late in response, unfortunately may result in delays in the rescue and treatment of ill or injured persons.1, 2

In the majority of cases, the response of International community is immediate, but the latest happenings show there is a necessity to be prepared with anticipation for the disasters.

Lessons of some past disasters will be discussed here in order to make a parallel with Haiti and Chile earthquakes with two clear objectives: help the victims of this and future disasters as a guide based in some literature recommendations to nations without a logistics rescue plan. Decrease the number of deaths and injuries in the most affected public: the infants and young children.3

The Main Health Disorders and Cares after an Earthquake are:

Crush syndrome

It is caused by crushed muscle tissue and can provoke systemic manifestations. This typically occurs when blood flow is restored to the crushed tissue and the toxins are released systemically. It is estimated that 3 to 20% of earthquake victims, and up to 40% of survivors of multistory building collapses, will develop crush syndrome.4 Early hydration of the victim in the rubble before, during, and after extrication can lessen the renal effects of crush syndrome.

An effect to be remembered by Medical teams is the chance the crush Syndrome has to evaluate to Acute Renal failure, the incidence of acute renal failure due to crush syndrome was 50% for one involved extremity, 75% for two involved extremities, and 100% for three or more involved extremities.5,6

Dust and airway contamination:

Based on evidence of the past Earthquakes in China, Pakistan, Iran, and also in disasters where in part could make a parallel with an Earthquake, as the September 11 attack:

During earthquakes and building collapses, a tremendous amount of dust is released into the air. During the first 48 hours of rescue efforts at the World Trade Center (WTC), 90% of the 10,116 New York City Fire Department rescue workers evaluated at the WTC site reported an acute cough often accompanied by nasal congestion, chest tightness, or chest burning, but only 3 required hospitalization for respiratory symptoms. This may have a reach to the entire population, but has a greater risk to patients with respiratory illnesses like asthma and COPD. Provision of critical care in a transport setting imposes unique challenges, particularly when the duration of patient transfer is prolonged.7

Stocks of  Blood:

One of the most sensitive sectors after disasters is given by the sudden increase in the volume of patients with multiple fractures, crush syndrome, all kinds of trauma, burns, and therefore in need of blood support .An Insight and intake is necessary for the population, even before being called, has already put in available for blood donations.

Unfortunately  today was not yet possible to detect the precise time of occurrence of natural disasters, such as the lamentable  earthquakes in Haiti or Chile.
But it’s exactly the occurrence of these events, as earthquakes as the past century one in San Francisco, California, USA  and that happened earlier  in this decade in Iran and China, and even  the tisunamis waves happened  in 2004 in the Indian –Pacific Ocean that serves  as a  guidance for countries have contingency plans used today: such as Tissunami detection service of Pacific (NOOA) and creation of security agencies and establishment of contingency plans following the attacks of Oklahoma in 1995 and the World Trade Center in 2001 [ Federal Emergency Management Agency (FEMA)].8

Urban search and rescue teams have many integrated components. Typically, the medical component is the smallest part of the team but has some of the greatest responsibilities. For this reason must be well trained. The PULMAOSA hopes with this little article call attention of the government’s authorities to prepare themselves and anticipating the events. The disaster planner must proactively identify all such hazards and prepare contingency plans for each sector.

This will be particularly important to the major world events like the FIFA Soccer World Cup in South Africa, next June, and for the next Olympic games in London, 2012, and in Rio de Janeiro, Brazil,2016.

But as with everything else in life…

Those who cannot learn from history are doomed to repeat it.

—George Santayana.

SOURCES:

  1. Rubin M, Heuvelmans JH, Tomic-Cica A, et al. Health-related relief in the former Yugoslavia: needs, demands, and supplies. Prehospital Disaster Med 2000;15:1-11.
  2. Waltzman M, Fleegler E. Preparing for natural disasters Vol 10, Number 3
  3. Weiner DL, Manzi SF, Waltzman ML, et al. FEMA’s organized response with a pediatric subspecialty team: the National Disaster Medical System response: a pediatric perspective. Pediatrics 2006;117(5 Pt 3):S405-11.
  4. Rosen’s Emergency Medicine: Specific Disorders in Urban Search and Rescue. 7th ed, Chapter 192.
  5. Hew P, et al: Urban search and rescue.  Topics Emerg Med 2002; 24:26.
  6. Michaelson M: Crush injury and crush syndrome.  World J Surg 1992; 16:899.
  7. Kashani KB, Farmer JC. The support of severe respiratory failure beyond the hospital and during transportation. Curr Opin Crit Care 2006;12(1):43–9.
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