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Sexta feira 13 e os Mitos do Tabagismo Friday 13th and Smoking’s Myths

15 de agosto de 2010

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Os Mitos da Sexta feira 13 e do tabagismo

Tal qual o mito da sexta-feira 13 com várias histórias que não passam de superstições,há sobre o consumo de tabaco vários mitos divulgados por conta dos interesses envolvidos.

A divulgação destes mitos ou falácias é adotada como estratégia de marketing pela indústria tabagista e com o nítido objetivo de lançar uma cortina de fumaça sobre o assunto e confundir a população ao contrapor as medidas de prevenção e restrição ao consumo de tabaco.

A PULMÃO S.A. esclarece que não existe qualidades a serem exaltadas em relação ao consumo de qualquer produto derivado de tabaco. E analogamente ao mito da sexta feira 13, publica mitos ou inverdades com relação ao tabagismo:

Mito 1: O Controle do Tabagismo ocasionará desemprego:

A Indústria tabagista prega que se os governos restringirem o consumo de tabaco como prega a Convenção Quadro – Tratado Internacional proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que regulamenta o uso do tabaco – haverá perdas maciças no número de postos de trabalho.

Realidade: Dados do Banco Mundial mostram que a política de Controle do tabagismo e a criação de ambientes 100% livres de tabaco geram muito pouco ou nenhum impacto no número de empregos do setor hoteleiro ou de bares e restaurantes, uma vez que os gastos com cigarros seriam facilmente substituídos por consumo de outros produtos e serviços.1

Mito 2: “A aprovação dos artigos 09 e 10, da Convenção Quadro, a qual  recomenda a  proibição e restrição do uso de aditivos em cigarros e outros produtos similares, atinge e proíbe o uso de tabaco tipo burley.”

Realidade: A  medida proposta para os artigos 09 e 10 em nenhum momento menciona proibir o uso de nenhum tipo de tabaco.

O seu objetivo é  restringir o uso de aditivos  na manufatura de cigarros e similares, principalmente naqueles que têm  função de:

    • Aumentar o poder da nicotina em causar dependência;
    • Aumentar a atratividade para adolescentes.

Por outro lado, vale salientar que durante a combustão do cigarro, alguns aditivos se transformam em substâncias altamente tóxicas causadoras de danos a saúde, o que por si só já é justificativa para  limitar do seu uso.

É, por exemplo, o caso do açúcar que quando queimado se transforma em acetaldeído.  O acetaldeído é   considerado uma neurotoxina  porque causa degeneração em células dendríticas do tecido cerebral além de  facilitar e intensificar o efeito da dependência da  nicotina no cérebro. O alcetaldeído também é classificado como cancerígeno para seres humanos  pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer da OMS.

Documentos internos de companhias de cigarro mostram que até a década de 70 os cigarros eram fabricados quase sem nenhum tipo de aditivos e que essa tecnologia foi desenvolvida com os objetivos de potencializar a dependência dos produtos, aumentar a palatabilidade e a atratividade para facilitar a iniciação entre jovens.

Enfim, estamos novamente assistindo uma manobra para impedir uma medida que certamente contribuirá para reduzir o consumo de produtos de tabaco e suas consequências.

Isso também aconteceu durante os dois anos de discussão sobre a ratificação da Convenção Quadro  pelo Brasil, quando a industria do tabaco e suas afiliadas principalmente a AFUBRA divulgou em regiões fumicultoras e junto a parlamentares que se o Brasil ratificasse a Convenção, seria proibido plantar fumo no Brasil.2 Fato este  que consolidou-se como mais um mito!

Mito 3: Aditivos utilizados nos Cigarros são seguros porque são utilizados em Alimentos.

Realidade: Duas importantes observações precisam ser consideradas em relação ao uso de aditivos em produtos de tabaco:

  1. O primeiro é que a via de uso de grande parte desses produtos é a inalatória.
  2. E a segunda é que esses ingredientes sofrem uma série de mudanças quando submetidos à combustão em altas temperaturas.

Portanto, ao serem inalados e absorvidos pelos pulmões, esses elementos tóxicos resultantes da combustão dos aditivos NÃO são submetidos a nenhum processo de “filtragem bioquímica” pelo sistema de purificação do organismo, como acontece quando a via de entrada no organismo se dá pelo tubo digestivo, na ingestão de alimentos, ou pela pele, no uso de cosméticos.

Alguns ingredientes se tornam altamente tóxicos quando submetidos à combustão, como é o caso do tabaco.

Portanto, devido ao fato dos pulmões não terem nenhum sistema de purificação, uma

substância química que pode ser segura se aplicada na pele ou ingerida, poderá causar graves danos quando inalada pelos pulmões.3

Mito 4: “Os impostos sobre o tabaco cobrem os prejuízos com seu uso.”

Realidade: Tabagismo é responsável por ocasionar 52 doenças catalogadas no Código Internacional de Doenças (CID), sobre isto, não há dúvidas de que ocasiona um impacto sobre o Tesouro Nacional de qualquer Nação.

O Fumante tem maior número de faltas ao trabalho- 6,16 dias por ano, em comparação com os não fumantes- 3,86 dias por ano- Uma diferença de 2 dias.4 Mas o fumante também falta por causa de doenças provocadas a terceiros por fumo passivo, como em familiares, principalmente crianças. Some-se a isso, a “abstinência presencial,” que é ocasionada pela perda de horas de trabalho/ano por fumar um cigarro em horário de trabalho. Se fizermos uma conta simples, calculando este tempo em média de 5 minutos/ cigarro, esta perda chega a cerca de 10 dias por ano de trabalho ao se consumir 8 cigarros em serviço, impactando sensivelmente as empresas com perda de produtividade.

Mito 5: “Proibir divulgação nos pontos de venda fere a liberdade de expressão.”

Realidade: Sabidamente a propaganda constitui um forte atrativo para o consumo de qualquer produto. Mas os anúncios dos produtos devem responder a legislação vigente e ser direcionada ao público alvo.

No caso do cigarro a propaganda deve se destinar a adultos e não a jovens ou crianças.

Mas o que acontece nos pontos de venda? Eles são estrategicamente posicionados na saída das lojas, no caixa de pagamento, e em geral em companhia de revistas infantis e juvenis, além de doces, chocolates e balas.

A Convenção Quadro assinada pelo Brasil, determina em seu artigo número 13:

Sobre a Publicidade, promoção e patrocínio do tabaco:

“1. As Partes reconhecem que uma proibição total da publicidade, da promoção e do patrocínio reduzirá o consumo de produtos de tabaco.

2. Cada Parte, em conformidade com sua Constituição ou seus princípios constitucionais, procederá a proibição total de toda forma de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.”

De maneira, que para aqueles países que assinaram o tratado, isto não fere a liberdade de expressão, muito pelo contrário, apenas ratifica a necessidade de cumprir a legislação.

A Indústria Tabagista Internacional apregoa que tem responsabilidade social e destina sua venda ao público adulto.

Mas não é o que acontece no Casaquistão, por exemplo, onde houve denúncia de exploração de trabalho infantil em fazendas destinadas a plantação de tabaco, como divulgado pela PULMÃO S.A.

Cabem aqui dois questionamentos:

(1). Este ato representa Responsabilidade Social com quem?

(2). Para os países que ratificaram a Convenção Quadro, qual o porquê dos cigarros continuarem a mostra em letreiros muito bem arquitetados e com luzes brilhantes junto a produtos destinados ao público infantil?

Adendo: No Continente Americano nem os Estados Unidos tampouco a Argentina assinaram a Convenção Quadro.

Mito 6: “Os Cigarros Light são mais seguros.”

Realidade: Os cigarros light foram adotados como estratégia da indústria para que os fumantes pensassem que ao reduzirem a quantidade de nicotina seria mais fácil fumar.

A inflexão do verbo aqui no condicional [“seria”] expressa de fato a realidade, pois não há quantidade segura de nicotina.

Nicotina age sobre os receptores cerebrais da acetil colina no cérebro e promove um fenômeno chamado “Up Regulation,” que significa que a molécula de nicotina é capaz de gerar um aumento quantidade e  na qualidade( avidez) dos  receptores, conforme pode ser ilustrado no vídeo sobre a ação da nicotina:


Outra realidade é que ao promover a troca de um cigarro com mais nicotina por um cigarro light, o fumante entrará em síndrome de abstinência mais vezes e mais rápido, levando a um consumo maior de unidades, ou seja, tudo o que a Indústria de tabaco deseja.

Outro fato é que a diminuição de partículas no cigarro light tem promovido um aumento do tipo de câncer de pulmão adenocacinoma (que são localizados na parte periférica do pulmão), em relação ao tipo histológico de células escamosas, que é mais central.

A denominação light, proibida desde 2002 na Europa e em 2010 nos Estados Unidos é justificada por ser essencialmente propaganda enganosa.5

FONTES:

  1. Banco Mundial. A Epidemia do Tabaco: Os Governos e os Aspectos Econômicos do Controle do Tabaco- Washington, 2000
  2. Secretaria Executiva da Comissão Nacional para a Implementar a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco- CONICQ – INCA/Ministério da Saúde do Brasil;
  3. Essays in Philosophy A Biannual Journal The Right to Choose: Why Governments Should Compel the Tobacco Industry To Disclose Their Ingredients Vol. 6, No. 2, June 2005;
  4. Action on Smoking and Health. Trade Unions Congress, United kingdom, 2000;
  5. Os 50 mitos do tabaco: 2009, © Rodrigo Córdoba y Encarna Samitier.
  6. Youtube free videos;
  7. PULMAOSA- Sua Atmosfera, Sua Vida! ®
  8. ENGLISH


    The Friday 13th and Smoking’s Myths

The disclosure of these myths and fallacies is adopted as a marketing strategy by the tobacco industry and with the apparent goal of launching a pall over the issue and confuse the population to oppose the measures to prevent and reduce consumption of tobacco.
The PULMAOSA clarifies that no qualities were celebrated in relation to consumption of any product derived from tobacco. And similarly to the myth of Friday, PULMAOSA publishes myths or untruths in relation to smoking:


Myth 1: Tobacco Control will cost jobs:

The tobacco industry holds that if governments restrict tobacco consumption as preaches the Framework Convention – the International Treaty proposed by the World Health Organization (WHO), which regulates tobacco use – there will be massive losses in the number of jobs.
Reality: Data from the World Bank show that the policy of Tobacco Control and the creation of environments 100% smoke-free produce very little or no impact on the number of jobs in the hospitality industry or in bars and restaurants, as spending on cigarettes would be easily replaced by consumption of other products and serviços.1
Myth 2: “The approval of Articles  number 09 and 10 of the Framework Convention for Tobacco Control, which recommends the prohibition and restriction of the use of additives in cigarettes and other similar products, amounts and prohibits the use of tobacco Burley type.”

Reality: In The proposed measure of  Framework Convention’s Articles 09 and 10 there is no mentions prohibit the use of any tobacco type.
Its purpose is to restrict the use of additives in the manufacture of cigarettes and the like, especially those that have the functions of:
• Increase the power of nicotine to cause addiction;
• Increase the attractiveness to adolescents.
Furthermore, it should be noted that during combustion of the cigarette, some additives are transformed into highly toxic substances that cause damage to health, which in itself is justification for limiting its use.
It is, for example the case of sugar, which when burned turns into acetaldehyde. Acetaldehyde is considered a neurotoxin because it causes degeneration of the dendritic cells in brain tissue and to facilitate and enhance the effect of nicotine addiction in the brain. The alcetaldeído also is classified as carcinogenic to humans by WHO’s International Agency for Research on Cancer.
Internal documents from tobacco companies  show that in the 70’s decade, the cigarettes were manufactured almost without any additives and that this technology was developed with the objective to enhance the dependence of products, increase the palatability and attractiveness to facilitate initiation among young .
Finally, we are again witnessing an attempt to stop a measure that will certainly contribute to reducing the consumption of tobacco products and their consequences.
This also happened during the two years of discussion on the ratification of the Framework Convention by Brazil, where the tobacco industry and its affiliates announced to agriculture workers and lawmakers  that if Brazil ratify the Convention, would be forbidden to plant tobacco in Brazil.2 This fact has become more one myth!

Myth 3: “Additives used in cigarettes are safe because they are used in foods.”

Reality: Two important observations need to be considered in relation to the use of additives in tobacco products:
1. The first is that the route of use of most of these products is by inhalation.
2. And the second is that these ingredients undergo a series of changes when subjected to combustion at high temperatures.
Therefore, to be inhaled and absorbed through the lungs, these toxic elements from the combustion of the additives are NOT subjected to any process of “filtering biochemistry” by the purification system of the body, as when the route of entry into the body is through the digestive tract in food intake, or the skin, the use of cosmetics.
Some ingredients become highly toxic when subjected to combustion, as is the case of tobacco.
Therefore, due to the fact that the lungs do not have any purification system, a
chemical that can be safely applied to the skin or ingested, can cause serious damage when inhaled by pulmões.3

Myth 4: “Taxes on cigarettes cover the losses with its use.”

Reality: Smoking is responsible for causing 52 diseases classified in the International Classification of Diseases (ICD) on this, there is no doubt that has an impact on the Treasury of any nation.
The Smoker has a greater number of absences from work-6.16 days per year, compared with non-smokers 3.86 days per year-a difference of 2 dias.4 But smokers also missing because of diseases caused to third parties by passive smoking, as in families, especially children. Added to this, the “abstinence face,” which is caused by the loss of working hours per year for smoking a cigarette in working hours. If we do a simple math, calculating that an average time of five minutes per cigarette, this loss reaches about 10 days per year worked to consuming eight cigarettes into service, significantly impacting enterprises with lost productivity.

Myth 5: “Banning the point of sale disclosure hurts the freedom of expression.”

Reality: It is well known advertising constitutes a strong incentive for the consumption of any product. But the ads of the products should meet current legislation and be directed to the target audience.
In the case of cigarette advertising should be aimed at adults rather than children or young people.
But what happens at points of sale? They are strategically positioned at the exit from the shops, the cash payment, and usually in the company of youth and children’s magazines, sweets, chocolates and candies.

The Framework Convention signed by Brazil, determines in its article number 13:
On advertising, promotion and sponsorship:

“1. The Parties recognize that a total ban on advertising, promotion and sponsorship would reduce the consumption of tobacco products.

2. Each Party shall, in accordance with its constitution or constitutional principles, undertake a complete ban on all forms of advertising, promotion and sponsorship. ”

So that for those countries that signed the treaty, this does not hurt the freedom of expression, rather, only confirms the need to comply.

Industry International proclaim that Smoker has social responsibility and aims to sell its adult audience.
But it is not the case in Kazakhstan, for example, where there was complaint of child labor on farms for the planting of tobacco, as reported by PULMAOSA

Fit here two questions:
(1). This act represents Social Responsibility to whom?
(2). For countries that have ratified the Framework Convention, which why cigarettes continue to show signs of very well architected and bright lights along with products for the child audience?
Addendum: On the American continent nor the United States nor Argentina signed the Framework Convention.

Myth 6: “The Light cigarettes are safer.”

Reality: The light cigarettes were adopted as industry strategy for smokers who thought that by reducing the amount of nicotine would be easier to smoke.
The inflection of the verb in the conditional here [“would”] expresses in fact the reality, because there is no safe amount of nicotine.
Nicotine acts on brain receptors to acetyl choline in the brain and fosters a phenomenon called “Up Regulation” which means the nicotine molecule is capable of generating higher quantity and quality (avidity) of the receptors, as can be illustrated in the video about the nicotine action:



Another reality is that by promoting the exchange of a more nicotine per cigarette with a light cigarette, the smoker will take abstinence syndrome more often and faster, leading to higher consumption of units, ie all that the tobacco industry want.
Another fact is that the decrease of particle light cigarette has promoted an increase in the type of lung cancer adenocacinoma (which are located in the peripheral lung), in relation to histological type, squamous cell, which is more central.
The term light, banned since 2002 in Europe and 2010 in the United States is justified because it is essentially propaganda enganosa.5

SOURCES:

1. World Bank. The Tobacco Epidemic: Governments and Economic Aspects of Tobacco Control, Washington, 2000
2. Executive Secretariat of the National Commission for Implementing the Framework Convention on Tobacco Control-CONICQ – INCA / Ministry of Health of Brazil;
3. Essays in Philosophy A Biannual Journal The Right to Choose: Why Governments Should Compel the Tobacco Industry To Disclose Their Ingredients Vol 6, No. 2, June 2005;
4. Action on Smoking and Health. Trade Unions Congress, United kingdom, 2000;
5.The 50 myths tobacco: 2009, © Rodrigo Córdoba y Encarna Samitier.
6. Youtube Videos Free
7.PULMAOSA-Lungs: Your atmosphere, Your Life! ®


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