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Risco Maior de UTI em Crianças Expostas a Fumo Passivo

4 de maio de 2011

Risco duplo

Risco Maior de UTI em Crianças Expostas a Fumo Passivo.

Denver- USA (PULMAOSANEWS)  Por ocasião da reunião anual da Pediatric Academic Societies foi divulgado nesta terça-feira 3 de maio em Denver, Estados Unidos, um estudo sobre  a repercussão do fumo passivo em crianças. O Estudo revelou que crianças expostas ao fumo passivo têm mais chances de  ao adquirir gripe serem internadas em unidades de tratamento intensivo, e são mais propensas ao uso de ventilação invasiva.

O Estudo fora realizado no Centro Médico da Universidade de Rochester (NY), onde os pesquisadores analisaram prontuáriosde 91 crianças internadas entre 2002 e 2009. Destas, cerca de 30% havia história de ter exposição domiciliar ao fumo passivo.

A análise do prognóstico entre as crianças expostas ao fumo passivo com gripe versus crianças com gripe sem exposição, revelou que:

  • Quando hospitalizadas por gripe, crianças expostas ao fumo passivo registraram maior permanência de internação hospitalar;
  • Elas apresentaram maior probabilidade de necessitar de tratamento em Unidades Intensivas (31% X 9%); e necessitaram mais de ventilação invasiva – intubação traqueal (19% X 2%).
  • Após controlar condições subjacentes como asma bronquica, o risco de sofrer internação em UTI encontrado para as crianças expostas ao fumo passivo foi cinco vezes maior, e a chance de precisar de ventilação invasiva foi 11 vezes superior a de crianças não expostas.

O Editor médico da PULMAOSA, Dr. Marcos Nascimento chama a atenção para o fato de o estudo indicar que: “o tabagismo passivo além de exercer alto impacto sobre a morbi-mortalidade da gripe, elevando os custos das internações hospitalares, invoca a necessidade dos pais obedecerem a regras claras como não fumar em casa ou no carro e que eles deveriam procurar tratamento e suporte médico para parar de fumar”.

“Uma vez que há maior risco para as crianças expostas, seria prudente a recomendação de estarem protegidas com a vacina antiinfluenza.” O estudo supracitado constitui, portanto uma excelente ferramenta para os gestores tanto de política pública quanto dos planos de saúde privada,” complementa o Dr. Nascimento.

FONTES:

PulmaosaNews – Pulmao SA – Sua Atmosfera, Sua Vida!


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