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Ar Seco no Brasil e as Doenças Respiratórias

16 de agosto de 2011

Baixa humidade do ar e o risco de doenças

Ar seco no Brasil e o risco para as doenças respiratórias

Ar Seco e as Doenças Respiratórias

O ar seco colocou em alerta metade do País e fez a cidade de São Paulo registrar ontem ( 16/08/2011), o dia mais seco do ano. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), às 15 horas, a umidade relativa do ar era de 22% na capital paulista. Na estação meteorológica do Comando da Aeronáutica, no Aeroporto de Congonhas, a mínima chegou a 16%. Brasilia, Goiania e Cuiaba’ tambem registraram recordes de baixa umidade relativa do ar esta semana.

Risco

O ideal para o sistema respiratório seria uma humidade relativa do ar estar constantemente entre 30 e 60%. Entretanto, nos períodos de inverno há regiões do Brasil que sofrem mais com baixa humidade relativa do ar e com a presença do ar seco, como as regiões Centro Oeste, a Sudeste e a região Sul, mais suscetíveis a periodos maiores de estiagem. A chuva é naturalmente  um sistema de purificação do ar. Portanto, com a sua ausência ou com a diminuição das chuvas piora as condições ambientais por causa da inversão térmica. E em concomitância, aumenta o risco para doenças respiratórias.

As pessoas não alérgicas tendem a tolerar um pouco melhor estes fatores, mas ainda assim podem ter o nariz ressecado, a pele mais seca,  e apresentar eventualmente sangramentos nasais que são conhecidos como epistaxe.

O principal grupo de risco, de fato, é formado pelos portadores de doenças respiratórias crônicas e os portadores de atopias (alergias), pois o ar seco irrita a mucosa das vias respiratórias, isto é, nariz, seios da face, garganta e os pulmões, que acaba culminando com infecções do trato respiratório como bronquites, otites, faringites, traqueites e até pneumonias que podem se tornar uma situação de risco, levando a internação e mesmo ao óbito (principalmente se houver confusão ou retardo no diagnóstico).

Entre as principais doenças respiratórias crônicas estão os portadores de enfisema pulmonar e bronquite crônica ( DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Cronica), os portadores de asma brônquica e os portadores de sinusite e rinite crônica.

PNEUMONIA

Caracteristicamente é uma doença das vias aéreas inferiores ou seja, os pulmões. Ela pode ser contagiosa , mas em geral a pneumonia não é contagiosa ou transmissível. Algumas bactérias, especialmente o Estreptococos pneumoniae,  podem por razão de estresse, ou após e por uma infecção viral, superar as defesas do organismo e ao conseguir se instalar no pulmão, provocar pneumonia. Ha antibióticos disponíveis hoje que são bastante eficazes para o tratamento ambulatorial. Em algumas circunstancias entretanto, dado o aumento de risco para óbito, se faz necessário o tratamento hospitalar.

O Sinal mais característico da pneumonia é a febre alta ( Acima de 38º C), podendo ser associada a tosse, dor torácica, expectoração (escarro). Pode ocorrer pneumonia sem febre, entretanto estes casos são mais associados aos pacientes com algum nível de imunossupressão, como a Diabetes Mellitus , a insuficiência cardíaca, portadores de síndrome de imunodeficiência adquirida ( AIDS), e em pacientes em tratamento de câncer.

Ar seco no Brasil e as doenças respiratórias

Cuidados a serem tomados com o ar seco e a baixa humidade

CUIDADOS A SEREM TOMADOS:

  • Não praticar exercícios físicos nos horários de mais baixa umidade relativa do ar e maior concentração de poluentes que se dá entre as 10 horas da manha e as 4 horas da tarde;
  • Aumentar a ingesta de líquidos (água) é fundamental;
  • Umidificar a mucosa dos olhos e do nariz com soro fisiológico,  especialmente das crianças, dos idosos e dos portadores de doenças respiratórias como asma brônquica e o enfisema pulmonar ( que oficialmente recebe o nome de DPOC);
  • Mesmo com o frio, manter os locais arejados, e se possível humidificados com o uso de vaporizadores, ou mesmo utilizando toalhas úmidas no quarto de dormir ou em ambientes em que irão ficar por muito tempo.
  • Alérgicos ou portadores de doença crônicas respiratórias devem tomar um cuidado extra com  a umidade relativa do ar.
  • Para os alérgicos o essencial é  seguir a orientação do seu medico e fazer o tratamento.  Ainda há uma grande parte dos pacientes que têm asma ou rinite que infelizmente pensam que só  devem tratar quando estão em crise. Entretanto, o Consultor Médicos da PULMAOSA, o Dr. Marcos Nascimento esclarece que estas doenças são crônicas e portanto o uso de medicamentos alem de um acompanhamento continuo com um alergista, um otorrinolaringologista ou um Pneumologista é essencial, pois possibilita minorar ou  evitar as crises, melhorando a qualidade de vida destes pacientes.
  • O Dr. Marcos Nascimento alerta que embora os umidificadores possam ser úteis, eles podem provocar doenças se não forem mantidos limpos adequadamente ou se os níveis de umidade ficarem muito altos. Portanto, caso você faça uso de umidificadores: Monitore os níveis de umidade e mantenha o seu umidificador limpo – Filtros de umidificadores sujos podem produzir mofo (fungos) ou bactérias que podem deixá-lo doente. Se você tem alergia ou asma, converse com seu médico antes de usar um umidificador.
  • Mantenha ambientes limpos e sem poeira, além de cuidado com roupas que estão muito tempo guardadas também é importante. Procure lavar as roupas e expô-las ao sol antes do uso. Isto favorece a eliminação de ácaros e fungos que incomodam e podem ser o gatilho de uma crise de rinite ou mesmo de asma brônquica.
  • Previna-se de infecções como a gripe, e de faringites, sinusites e da  pneumonia ocasionada pelo pneumococos fazendo o uso das vacinas anti influenza ( Vacina da gripe) e a Vacina anti pneumocócica ( Heptavalente, decavalente e 13valente para crianças menores de 2 anos de idade e para as maiores de 2 anos de idade e adultos a Pneumo-23);
  • Consultar o seu Médico em caso de dúvidas.

FONTES:

PulmaoSA – Sua Atmosfera, Sua Vida!

SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia;

CDC -USA

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