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Consumo de cigarros no Brasil cai para menos de 15%

10 de abril de 2012

Consumo de cigarros no Brasil cai para menos de 15%

(Rio de janeiro e Brasília) O Ministério da Saúde do Brasil divulgou nesta terça-feira (10) a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), onde registra pela primeira vez desde que os dados passaram a ser colhidos em 2006 que o número de fumantes no país caiu de 15,1% em 2010 para 14,8% em 2011. Quando a pesquisa começou a ser feita, em 2006, a proporção de fumantes no país era de 16,2%.

A pesquisa Vigitel foi realizada com 54.144 pessoas, nas 26 capitais dos estados brasileiros e mais Brasília (distrito federal)

DADOS

  • 11,8% dos brasileiros são fumantes passivos – pessoas que não fumam, mas moram com pelo menos um fumante. Além disso, 12,2% das pessoas que não fumam convivem com algum colega fumante no trabalho
  • O número de fumantes pesados – que fumam mais de 20 cigarros por dia – também caiu e está em 4,3%.
  • A frequência de fumantes permanece maior entre homens (18,1%), em comparaçnao com as mulheres (12%). No entanto, a população masculina lidera a redução do hábito de fumar – 25% dos homens declararam ter parado de fumar.
  • 200.000 brasileiros morrem por ano por causas associadas ao tabagismo, como doenças cardiovasculares, câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica ( bronquite crônica e enfisema pulmonar).
  • Gasto público no Brasil com o tabagismo: R$ 19 milhões por ano com diagnóstico e tratamento de doenças causadas por tabagismo passivo.

Capitais
As capitais do Sul do país registraram o maior percentual de fumantes no país: Porto Alegre com 22,6%, seguida por Curitiba com20,2%. São Paulo na região sudeste é a terceira cidade do ranking com 19,3%. As capitais com menos fumantes são: Maceió (7,8%), Salvador (8,6%), Aracaju (9,4%) e João Pessoa (9,4%). No Distrito Federal o percentual é de 13,5% e no Rio de Janeiro é de 14,1%.

Segundo o Dr. Marcos Nascimento, consultor médico da @PulmaoSA, “aliado a uma prevenção maior destinada as mulheres, os jovens e as crianças, estes dados apontam para a necessidade de se implantar também políticas regionalizadas visando obter uma maior redução no consumo dos derivados de tabaco e intensificar a tendência de queda do tabagismo no Brasil.”

 Alvos Estratégicos:

  • “ Os dados apontam também para necessidade de mais incentivo para a prevenção do tabagismo via educação escolar, uma vez que quanto maior a escolaridade, menor a chance de a pessoa começar a fumar.’
  • Um outro alvo regional para o ministério da Saúde, mas também para os Ministérios da Justiça e da fazenda  e que estende seus tentáculos para o resto do país, é o cigarro contrabandeado proveniente do Paraguai, que registra um forte consumo no sul do Brasil, e onera o erário duplamente por não arrecadar impostos e provocar mais de 50 doenças tabaco relacionadas.
  • Isto poderia ser aliado a uma política de substituição da cultura do tabaco por outras comoditties como trigo/ Milho/ soja já existentes na região sul, e poderia se somar ao de frutas com alto valor agregado como amoras e mirtilo,  associando-se a criação de um diferencial com frutas e legumes por exemplo, com baixos índices de agrotóxicos que poderiam ser destinados não apenas ao mercado interno em expansão mas com o propósito também de ganhar o mercado internacional que exige altos índices de segurança alimentar, complementa o Dr. Nascimento.”

 

FONTES:

Ministério da Saúde do Brasil – 2011, Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico);

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