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Posts Tagged ‘COPD TREATMENT’

Os Riscos e benefícios do Indacaterol – Uma Revisão do FDA

11 de novembro de 2012 Comentários desligados

A DPOC ( Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), popularmente conhecida como enfisema pulmonar/ bronquite crônica, possui entre suas possibilidades de tratamento, parar de fumar, e o uso de medicamentos como por exemplo: corticóides inalatórios e B2 de longa ação como o formoterol e o de ultra-longa ação, o Indacaterol. Sobre esta última medicação, o FDA ( Food and Drug Administration- Agência de Vigilância Sanitária dos Estados Unidos) faz uma análise de eficácia e de segurança que foi publicada pela revista NEJM (New England Joirnal of Medicine) em seu editorial que encontra-se disponível em inglês no link abaixo:
Riscos e benefícios do Indacaterol – Uma Revisão do FDA

Fonte:
NEJM – New England Journal of Medicine

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Has anyone ever explained why you have COPD?

22 de fevereiro de 2012 Comentários desligados

Has anyone ever explained why you have COPD?

Classic COPD appearences as pulmonary enphisema & Chronic bronchitis

Make the following experiment: Inhale as much as you can, fill your lungs with air and hold your breath. Now, exhale a little, and soon after hold your breath. From this point (even with lungs full of air), to breathe again, but based on this interval.
It is exactly this way that a COPD patient breathes with lungs full of air, but with an ability to Exhale (put the air out) Limited.

This is because COPD, an acronym for Chronic Obstructive Pulmonary Disease (more commonly known as emphysema or chronic bronchitis), causes an inflammation in the bronchi of the lungs that obstruct the air passage. As the air out of the lung must be “pushed” by a positive pressure generated by the muscles, he finds difficulty and became trapped, leads to hyperinflation, one of the reasons for the lack of air or oxygen.

COPD
COPD is a disease still largely unknown by most people, including their holders.
The profile of the person with COPD is generally a person smoking, about 40 years and that has as its main symptoms are cough and shortness of breath.
Smokers think the cough is a natural product that comes “free” with the cigarette and that one day will pass … Big mistake! The cough does not cease, by contrast, tends to worsen and the smoker becomes accustomed to thinking that the cough is normal!

Diagnosis of COPD
The vast majority of people who smoke because they think they made a chest x-ray recently, and this is with the report “normal.” Unfortunately the picture is not all! The chest radiograph may be normal, even though the patient may have COPD.
The lab exam that diagnoses COPD is spirometry or pulmonary function test (also known as “blow test”). The spirometry assesses lung function data that may indicate to be a smoker with COPD.

But remember: Smoking causes 52 different diseases and COPD is one of them!

Tobacco Industry & COPD smoker

For the “happiness” of tobacco industry, as cigarettes industries, smokers think they can quit at any time. This, for the vast majority of people do not happen, for one simple reason:

Cigarettes contain nicotine that is an addiction substance, provokes quimic dependency and makes very difficult to quit smoking!
Accordind to PULMAOSA Medical Editor, Dr. Marcos Nascimento: “Quit smoking without medical supervision is extremely difficult, only 3-5 people among 100 do. Hence the need to search for medical and psychological help to start a cognitive behavioral treatment, complement Dr. Nascimento. And if you need to use medication to alleviate withdrawal symptoms – which is that irrepressible desire to return to smoking, there are some medicines available today. Thus, the treatment of smokers have a greater chance of success and you can prevent the progression of COPD.

Tobacco Industries and its Marketing Policy

Like any commercial enterprise, tobacco industries target PROFIT, and just want to be able to pay their shareholders. Tobacco Industries obviously know that the customer can get sick! In fact, it’s just knowing that your customers will get sick and may die or cease to be customers, they have developed a highly focused marketing on young people and women to feed back their customer base and therefore continue their lucrative business.

There is a Chinese saying that someone asks when is the best time to plant a tree. And the answer says that the best time was twenty years ago. The second best time is now!
Therefore, so it is with COPD and smoking: The Best, would be no smoking at any time, but will ALWAYS be an excellent time to STOP SMOKING. Therefore, seek the help of a pulmonologist to informs you about the dangers of smoking and lead the best treatment for COPD.

Sources:

PULMAOSA- Lungs: Your Atmosphere, Your Life!

World COPD day 2011

13 de outubro de 2011 Comentários desligados

World COPD DAY 2011

World COPD day 2011

 

World COPD Day is an annual event organized by the Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) to improve awareness and care of chronic obstructive pulmonary disease (COPD) around the world. World COPD Day 2011 will take place on November 16 around the theme:

“Are you short of breath? You may have COPD! Ask your doctor about a simple breathing test called spirometry.”

 Source:

 PULMAOSANEWS

Nova Perspectiva para DPOC: Indacaterol – New COPD Perspective: Indacaterol

10 de abril de 2011 Comentários desligados

DPOC: Nova Perspectiva - COPD: New Perspective

NOVA PERSPECTIVA PARA DPOC: INDACATEROL

O Indacaterol (Onbrize ®, Breezhaler ®) e’ um brocodilatador de ultra longa ação (com meia vida de 24 horas), que age sobre os receptores B2 pulmonares, constituindo, portanto um medicamento voltado para a doença pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC.

DPOC

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e’ uma doença causada geralmente por exposição a poluição Tabágica Ambiental, quer seja pelo fumo ativo ou passivo, caracterizada por sucessivas inflamações que geram uma obstrução não totalmente reversível e progressiva queda na função pulmonar que resulta em dispneia ( falta de ar). [1] Para os portadores de DPOC Moderado ou graves há a indicação do uso de B2 de longa ação – Com media de duração de 12h ( Formoterol ou Salmeterol), e agora surge a possibilidade do uso de B2 de ultra longa ação, o Indacaterol.

COMO AGE O INDACATEROL ?

O Indacaterol estimula uma enzima chamada Adenil Ciclase que converte ATP ( Adenosina Tri Fosfato) em AMPc ( Adenosina Mono Fosfato Cíclico). Esta reação libera energia e conduz a um aumento no AMP cíclico, resultando em relaxamento do musculo liso brônquico e concomitantemente numa broncodilatação duradoura, mantida neste caso por 24 horas. ( Fig 1 e 2). O Efeito broncodilatador inicia-se cerca de 5 minutos após a inalação do Indacaterol e mantem-se por 24 horas. [2]

Fig1-Adenilato Ciclase - Adenylate Cyclase

FUNÇÃO PULMONAR

Ensaios clínicos demonstraram que o Indacaterol foi capaz de melhorar a função pulmonar de pacientes com DPOC moderado e grave em comparação com placebo [3,4] e também em comparação com o Salmeterol.[5] Os Estudos registraram melhora significativa do Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1), nos pacientes com DPOC moderado e grave, o que resultou em um menor numero de exacerbações. Faz-se necessário uma ressalva: nos estudos denominados INVOLVE e INLIGHT2 sugeriram uma melhora do VEF1 comparativa com o B2 de longa Formoterol 12mcg, mas a dose utilizada de Indacaterol fora de 300 mcg- Quando o aprovado pelas agencias reguladoras americana (FDA) e brasileira (ANVISA), foi de 150mcg/dia.

EFEITOS COLATERAIS

Qualquer medicamento pode causar reações adversas. O Indacaterol foi bem tolerado nestes estudos. [3,4]  Todavia, nestes mesmos estudos fora observado que 8-9% dos pacientes relataram um evento adverso sério. O Evento adverso mais comum que levou a interrupção do tratamento com o Indacaterol foram broncoespasmos “paradoxais” que resultaram em piora do DPOC em 4,5% dos pacientes. [5]

Fig 2- Indacaterol e broncodilatação - Indacaterol and lasting bronchodilation

Outros efeitos colaterais foram:

• Nasofaringite; • Taquicardia e Hipertensão em menos 1% dos pacientes (considerar a interrupção do uso); • Tosse, sede excessiva, coriza, hiperexia (aumento de apetite); • Poliúria( aumento no volume urinário) e boca seca.

→ O aparecimento de qualquer um destes efeitos deve ser relatado imediatamente ao seu Médico.

FONTES:

PULMAOSANEWS – PULMAO SA Sua Atmosfera, Sua Vida!

1. Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease: updated 2009. Medical Communications Resources, Inc., 2009;

2. Onbrez Breezhaler 150 and 300 microgram inhalation powder, hard capsules: EU summary of product characteristics. London: European Medicines Agency, 2010 Jun 25;

3. Donohue JF, Fogarty C, Lo¨ tvall J, et al. Once-daily bronchodilators for chronic obstructive pulmonary disease: indacaterol versus tiotropium. Am J Respir Crit Care Med 2010; 182 (2): 155-62;

4. Dahl R, Chung KF, Buhl R, et al. Efficacy of a new once-daily longacting inhaled b2-agonist indacaterol versus twice-daily formoterol in COPD. Thorax 2010 Jun; 65 (6): 473-9;

5. Korn S, Kerwin E, Atis S, et al. Indacaterol once-daily provides superior efficacy to salmeterol: a 12-week trial [abstract]. 20th Annual Congress of the European Respiratory Society; 2010 Sep 18-22; Barcelona

*Onbrize ®, Breezhaler ®: Marcas registradas da Novartis®

ENGLISH

NEW COPD PERSPECTIVE:INDACATEROL

The indacaterol (Onbrize ®, Breezhaler ®), an ultra long-acting broncodilator (half-life of 24 hours), which acts on lungs B2 receptors, thus constituting a drug targeted to chronic obstructive pulmonary disease – COPD.

COPD

Chronic Obstructive Pulmonary Disease is a disease usually caused by exposure to environmental smoking pollution either by active or secondhand smoking, results an inflammation characterized by generating an successive obstruction that is not fully reversible and in a progressive decline in lung function, resulting in breathlessness (shortness of breath ). [1] For patients with moderate or severe COPD there is an indication of the use of long-acting B2 – With average duration of 12 hours (formoterol or salmeterol), and now comes the possibility of using ultra long-acting B2, the indacaterol.

HOW indacaterol Acts?

The indacaterol stimulates an enzyme called adenylate cyclase that converts ATP (Adenosine Tri Phosphate) in cAMP (cyclic Adenosine Mono Phosphate). This reaction releases energy and leads to an increase in cyclic AMP, resulting in relaxation of bronchial smooth muscle and concomitantly a lasting bronchodilation, in this case maintained for 24 hours. (Fig 1 and 2). The bronchodilatory effect starts about 5 minutes after inhalation of indacaterol and keeps for 24 hours. [2]

LUNG FUNCTION

Clinical trials have demonstrated that indacaterol was able to improve lung function in patients with moderate to severe COPD compared with placebo [3,4] and also compared with salmeterol. [5] The studies reported significant improvement in forced expiratory volume in the first second (FEV1) in patients with moderate and severe COPD, resulting in a lower number of exacerbations. However, it is necessary an adendum: in the studies referred as INVOLVE and INLIGHT-2  suggested a comparative improvement in FEV1 with long B2 formoterol 12mcg, but it was used an 300mcg/day dose of indacaterol. However, the dose approved by U.S. regulatory agency (FDA) and Brazilian (ANVISA), was 150mcg/day.

SIDE EFFECTS

Any drug can cause adverse reactions. The indacaterol was well tolerated in these studies. [3,4] But these same studies found out that 8-9% of patients reported a serious adverse event. The most common adverse event leading to discontinuation of treatment with indacaterol was an effect of “paradoxical” bronchoespasms that resulted in worsening of COPD in 4.5% of patients. [5] Other side effects included:

• Nasopharyngitis: • Tachycardia and hypertension in less than 1% of patients (considered discontinuation); • Cough, excessive thirst, nasal discharge, hiperexia (increased appetite); • Polyuria (increased urination) and dry mouth.

→ The emergence of any of these effects should be reported immediately to your Physician.

SOURCES:

PULMAOSANEWS – PULMAOSA: Your Atmosphere, Your Life!®

1. Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global Strategy for the diagnosis, management, and Prevention of chronic obstructive pulmonary disease: updated 2009. Medical Communications Resources, Inc., 2009;

2. Onbrez Breezhaler 150 and 300 microgram inhalation powder, hard capsules: U.S. summary of product characteristics. London: European Medicines Agency, 2010 Jun 25;

3. Donohue JF, Fogarty C, Lo · tvall J, et al. Once-daily bronchodilators is chronic obstructive pulmonary disease: indacaterol versus tiotropium. Am J Respir Crit Care Med 2010; 182 (2): 155-62;

4. Dahl R, Chung KF, Buhl R, et al. Efficacy of a new once-daily longacting inhaled b2-agonist indacaterol versus twice-daily formoterol in COPD. Thorax 2010 Jun; 65 (6): 473-9;

5. Korn S, Kerwin E, Atis S, et al. Indacaterol once-daily Provides superior efficacy to salmeterol: a 12-week trial [abstract]. 20th Annual Congress of the European Respiratory Society, 2010 Sep 18-22; Barcelona.

*Onbrize and Breezhaler are trade marks from Novartis pharma®

FDA APPROVES NEW COPD DRUG: ROFLUMILAST

5 de março de 2011 Comentários desligados

FDA approves new drug for COPD

(PULMAOSANEWS) The Food and Drug Administration (FDA) approved the Roflumilast (Daxas ®), a new drug that prevents and reduces the frequency of exacerbations, acting in the elevation of intracellular cyclic AMP (cAMP), preventing worsening symptoms of lung disease obstructive pulmonary disease (COPD), which is now the third leading cause of death in the United States.
COPD is an  umbrella term that homes two lung diseases: pulmonary emphysema and chronic bronchitis. The COPD disease results from chronic inflammation of the airways caused by inhalation of toxic products whose main generator factor is tobacco smoking.

Pathophysiology:

Environmental pollution and smoking mainly promote migration of inflammatory cells (macrophages, neutrophils, CD8, and dendritic cells) to the lung. These are deposited in the airways, causing chronic local and systemic damage. These cells are already present since the early stages of COPD, and its population will increase as the COPD patient continues to smoke and thus causing the perpetuation and worsening of inflammation. [Fig1].

Fig 1-Cigarette causes an "inflammatory cascade"and generates COPD.

It is this constant aggression, caused by continued smoking, which impairs the lung function and leads to the development of comorbidities such as heart failure, osteoporosis, pulmonary hypertension, etc, that cause the worsening of COPD symptoms that can range from shortness of breath, chronic cough and sputum over .

An exacerbation (acute worsening) of COPD can last up to several weeks, resulting in worsening of dyspnea (breathlessness), decline in lung function, increased risk of death, and anxiety and fall in the general.
Thus, the concentration of inflammatory cells is directly proportional to time and the evolution of the COPD disease.

Therefore, in a patient classified as GOLD 4 (FEV1 <35%), the number of inflammatory Cells is much higher than in patients with GOLD 1 /FEV = 80% [Fig2].

Fig2-Inflammation is present in any state classification of COPD (GOLD)

The constant action of inflammatory cells cause damage in the pulmonary and bronchial architecture, resulting in obstructive bronchiolitis, and destruction of bronchial bronchial cilia, fibrosis, which results in retention of secretions (mucus) and lung emphysema (hyperinflation) (Fig.3)
The cascade of inflammatory events is mediated by secondary messengers such as intracellular cAMP – Involved in the “fine adjustment” of inflammatory cells, in mucus production and in the bronchi remodeling (fibrosis of the airways). CAMP is degraded by a enzyme named Phosphodiesterase 4.
Thus, maintenance of high concentrations of intracellular cAMP in its active form, exerts a regulatory restraint and it inhibits the inflammatory reaction.

Mechanism of Action

The Roflumilast is a potent inhibitor of the enzyme Phosphodiesterase type 4 (PDE-4). This causes an immediate increase in intracellular cAMP-Activity, reducing inflammation process.
Roflumilast is recommended for people with severe COPD (FEV1 <50%  or GOLD 3), treating the symptoms of cough and excess mucus associated with chronic bronchitis. Therefore, the Roflumilast is not intended to treat emphysema, another form of COPD.

The Roflumilast should not be used to treat episodes of acute / COPD exacerbation (acute bronchospasm), and is not recommended for people younger than 18 years.
The safety and efficacy of Roflumilast was demonstrated in two Phase 3 clinical studies that included more than 1,500 patients aged over 40 years.
The FDA approved Roflumilast, with the warning that patients may present potential risks associated with mental health, including changes in mood, thought or behavior, as well as unexplained weight loss.
The most common side effects reported by those receiving Roflumilast include diarrhea, nausea, headache, insomnia, pain in the dorsal region, appetite loss  and dizziness.
ANVISA (Brazilian Agency for Sanitary Vigilance) also approved the Daxas ® in February 2011.

The Roflumilast is marketed by Forest Pharmaceuticals / Nycomed, a subsidiary of Forest Laboratories in the United States.

Sources:

PULMAOSANEWS- PULMAOSA- Lungs, Your Atmosphere, your Life!®

FDA- Food And Drugs Administration

Forest Pharmaceuticals

Vacinas: Uma das chaves da DPOC! Vaccines: One of the COPD’s Keys!

6 de outubro de 2010 Comentários desligados

Dia Mundial da DPOC

Vacinas: Uma das chaves da DPOC!

Marcos Henrique Sant’Ana do Nascimento, MD. 1

1. Professor de Medicina PUCPR

COPD ELETRONIC MARATHON 2011

Apesar de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ser uma doença muito comum no mundo e mesmo nos Estados Unidos, onde cerca de 24 milhões de americanos são portadores, chamo a atenção para um fato alarmante: pelo menos metade dos pacientes com DPOC não sabem que têm a doença (1, 2)!
Portanto, se  um portador de DPOC não tem diagnóstico, não pode tratar, impedir a progressão e ter uma vida melhor …

Em 2005, aproximadamente um em cada 20 mortes nos Estados Unidos tinham DPOC como causa básica. Tabagismo é a principal causa de DPOC (3).

Este artigo visa colaborar na tentativa de popularizar o conhecimento sobre a DPOC, proporcionando melhor controle e uma melhor qualidade de vida.

Em primeiro lugar vamos lembrar: O que é DPOC?

Bronquite e Enfisema - Bronchitis and Enphysema

A DPOC é uma doença pulmonar comum entre fumantes e ex-fumantes, ocasionando dificuldade para respirar, tosse crônica com ou sem escarro. (4)
A DPOC é caracterizada como uma doença pulmonar inflamatória, caracterizada pela limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível.
O termo DPOC engloba:
• A bronquite crônica;
• enfisema pulmonar.

Prevenção da progressão da DPOC e das complicações:
A diminuição da função pulmonar é o evento associado com morbidade e mortalidade por DPOC. E esta é desencadeada pelo tabagismo e pela a exacerbação da DPOC, levando as infecções. Portanto, para evitar a queda excessiva da função pulmonar devemos ampliar o conhecimento para os pacientes e este deve ser o objetivo principal para os médicos que cuidam de pacientes com DPOC, com vista a um melhor prognóstico.
Prevenir o declínio da função pulmonar é o objetivo, como abordar esse objetivo?

É necessário, segundo a literatura médica obedecer a um tripé de medidas:

(1) Pare de Fumar!

É preciso compreender que hoje temos um grande arsenal farmacológico como os adesivos de reposição de nicotina, a Bupropiona e a Vareniclina, além de encaminhamento para grupos de cessação do tabagismo, que podem ser oferecidos aos pacientes, e tornar o parar de fumar uma meta realista e exequível.
Parar de fumar é a coisa mais importante que você pode fazer em termos de proporcionar uma vida melhor. Tanto sob o aspecto da saúde quanto em relação a auto-estima. Procure ajuda médica para se livrar da dependência da nicotina. Faça isso por você. Você vai se sentir melhor!
(2) Tome os medicamentos de maneira correta:
Algumas evidências sugerem o uso de bronco dilatador como a terapia farmacológica primária para prevenir e controlar os sintomas, reduzir a freqüência e a gravidade das exacerbações agudas e melhorar a qualidade de vida. (5)

(3) Profilaxia Vacinal
A causa mais freqüente de exacerbação da DPOC está associada com infecções respiratórias virais e bacterianas adquiridas na comunidade. Infecção viral como causa de exacerbações são particularmente comuns quando há grandes variações na temperatura atingindo o seu pico no inverno, mas também são comuns na primavera e no outono. Além disso, desde 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma pandemia de influenza H1N1, uma condição que coloca as mulheres grávidas e pessoas com doenças respiratórias crônicas como asma e DPOC, entre outras condições, na linha de maior risco para a morbidade e mortalidade, com ambas as doenças respiratórias listadas como causas de internações nos EUA para a gripe suína. (6)
Pacientes com DPOC são de alto risco para complicações da gripe por causa da própria doença, o que diminui a reserva pulmonar e por algumas outras razões, tais como: uso de corticosteróide, que poderiam afetar e diminuir a resposta do sistema imunológico, o mau funcionamento dos cílios causados pelo cigarro, que resulta em colonização dos brônquios por bactérias como o pneumococos e o Haemophilus influenzae.
Assim, a prevenção das exacerbações é reconhecida como um objetivo chave na DPOC gerenciamento de estado da doença. (7)

Vacina contra a gripe:

Estar vacinado é a melhor maneira de se prevenir contra a gripe. Todas as pessoas com DPOC ou de qualquer outra doença crônica pulmonar devem receber a vacina contra a gripe sazonal e suína (H1N1):
• Pessoas com DPOC devem começar a “vacina contra a gripe sazonal”, uma vacina feita com vírus inativados (mortos). A vacina contra a gripe é dada com uma agulha, geralmente no braço. (8) A vacina contra a gripe H1N1 de 2009 contém o vírus “morto”, então você não pode ficar gripado por causa da vacina. (8)
• Pessoas com DPOC não deve receber a vacina de spray nasal, que é uma vacina com vírus vivo, e não é recomendado pelo CDC_ Centro de Doenças e Controle dos Estados Unidos ( Esta vacina não encontra-se disponível no Brasil)
• A vacina contra a gripe H1N1 de 2009, pode ser administradas na mesma visita como qualquer outra vacina, incluindo a vacina pneumocócica.

** Por determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2011 a vacina contra a gripe comum (influenza sazonal) conterá 3 vírus da gripe: o H1N1 pandêmico tipo A; Um H3N2 tipo A, e um vírus influenza tipo B

Vacina pneumocócica:
Durante as pandemias anteriores de gripe, a pneumonia bacteriana secundária era uma causa importante de doença e morte. O Streptococcus pneumoniae foi o agente etiológico mais comum. De acordo com orientações provisórias emitidas pelo CDC, todas as pessoas com indicações existentes para vacina Pneumo-23(PPSV23) devem ser vacinadas seguindo recomendações atuais,por ser útil na prevenção de infecções secundárias e reduzir as complicações da doença e minorar o risco de óbito. (9)

REFERÊNCIAS:

(1)  Han MK et al. Chest. 2007;132:403-409.

(2) Lee TA et al. Chest. 2006;129:1509-1515.

(3)CDC. Annual smoking-attributable mortality, years of potential life lost, and productivity losses—United States, 1997–2001. MMWR 2005;54:625–8.

(4)Rennard SI. COPD: overview of definitions, epidemiology, and factors influencing its development. Chest 1998;113(Suppl 4):235–41s.

(5) O’Donnell DE, Aaron S, Bourbeau J, et al. Canadian Thoracic Society recommendations for management of chronic obstructive pulmonary disease—2007 update. Can Respir J 2007;14(Suppl B):5–32B.

(6) CDC.2009 H1N1 Flu:Underlying Heath Conditions among Hospitalized Adults and Children: -Acessed in Março 30,2010.

(7) Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease.

(8) Cives – Center for Health Information for Travelers of UFRJ:  http://www.cva.ufrj.br/informacao/vacinas/gripe-pr.html Accessed  Março 30,2010.

(9) Centers for Disease Control and Prevention. Interim guidance for use of 23-valent pneumococcal polysaccharide vaccine during novel influenza A (H1N1) outbreak. July 9, 2009. http://www.cdc.gov/h1n1flu/guidance/ppsv_h1n1.htm.  Accessado em 30 Março 2010.

FONTES:

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Por que o GOLD deve ser considerado moeda corrente? – Why is GOLD considered as a substitute of currency?

21 de junho de 2010 Comentários desligados

Por que o GOLD deve ser considerado moeda corrente ?

Maratona DPOC - COPD E- Marathon 2010

GOLD é a sigla em inglês para Global Obstructive Lung Disease, estudo que resume as diretrizes e classifica a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), proporcionando o direcionamento tanto para o acompanhamento quanto para o tratamento.1

O Objetivo deste artigo é mostrar o quanto a classificação GOLD pode ser considerada dinheiro vivo, quando é observado o cumprimento de suas diretrizes, fazendo um comparativo entre a sigla e a palavra GOLD que em inglês significa “Ouro.”

Realidade da DPOC no mundo:

As desordens respiratórias são consideradas causas de alta morbidade e mortalidade em todo o mundo. A DPOC é muito freqüente, constitui a quarta causa de mortalidade em todo o mundo, com potencial a ser a terceira causa em 2020 segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).2

Entre as 5 causas de mortalidade mundial, o DPOC é a única que cresce exponencialmente, e portanto deveria juntamente com o seu principal causador o Tabagismo, serem objetivos- alvo de programas oficiais de saúde pública e privada no mundo inteiro e enfrentados de uma maneira global, conforme artigo publicado recentemente pela PULMÃO S.A.: “ A Fórmula Matemática do Tabagismo”3

No Brasil, segundo o Estudo Platino, a prevalência total da DPOC foi de 15,8%, sendo 18% nos homens e 14% nas mulheres.4 A distribuição dos pacientes de acordo com o estádio de gravidade da DPOC e segundo a classificação do GOLD e da SBPT, mostrou os seguintes resultados de prevalência:

Estádio GOLD          Prevalência

I                             10,1%

II                            4,6%

III                           0,9%

IV                           0,2%

O diagnóstico de DPOC deve ser considerado em qualquer indivíduo com tosse, expectoração, ou dispnéia e/ou história de exposição a fatores de risco. A espirometria deve ser considerada na definição diagnóstica dos casos de DPOC visto que outras condições podem apresentar quadro clínico bastante semelhante ao desta condição, como é o caso da asma, da bronquiectasia e da insuficiência cardíaca 5

GOLD

A DPOC pode ser classificada pelo GOLD em quatro estádios, de acordo com valores do VEF1( Volume Expiratório Forçado no 1º segundo), obtido pela espirometria:

  1. Leve;
  2. Moderado;
  3. Grave e
  4. Muito grave.

DPOC e as Exacerbações:

O DPOC pode evoluir para períodos crises respiratórias ou exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica, e são geralmente causadas por infecções bacterianas (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis), ou por infecções a vírus.

Na exacerbação da DPOC, os pacientes pioram o quadro clínico acentuando a falta de ar, a fadiga, aumenta a frequência da tosse, ocorrem sibilos (chiados no peito) e há aumento da produção de escarro (secreção).

Nas exacerbações, além de ajuste a maior das doses de medicamentos há chance de internação Hospitalar e nas exacerbações graves, há chance de internação na UTI, dado a evolução para insuficiência respiratória. 6

Pacientes com DPOC apresentam, em média, duas exacerbações por ano, com um elevado consumo de fármacos e até 10% requerem hospitalização. As exacerbações são a causa observável de morte mais freqüente em estudos prospectivos.7

Urge um controle melhor das exacerbações da DPOC, afinal, 60 a 75% dos gastos com a DPOC são uma conseqüência direta das exacerbações.5

Outrossim, é preciso lembrar que quanto maior for o número de exacerbações, maior a velocidade da perda da função pulmonar. 8 Além disto,existe uma relação inversa ao número de episódios de exacerbações e ao prognóstico dos pacientes ou seja, quanto maior o número de exacerbações menor serão as chances de sobrevida.

O uso de antibióticos de elevado custo (B lactameros e quinolonas respiratórias) na DPOC está indicado nas exacerbações infecciosas da doença que apresentem pelo menos duas das seguintes manifestações. 9

  • Aumento do volume da expectoração;
  • Mudança do aspecto da expectoração purulenta;
  • Aumento da intensidade da dispnéia

A utilização de corticosteróides nas exacerbações é precisa, pois se correlaciona a evitar uma menor perda da função respiratória e, portanto a um melhor prognóstico. E também implica em gastos e riscos já que na grande maioria das vezes se faz uso de corticóides venosos, em detrimento de apresentações orais. De acordo com artigos publicados em junho de 2010 no Journal of American Medical Association, não há diferenças estatísticas nos resultados ao comparar o uso IV com o oral, indicando que doses baixas VO deveriam ser consideradas na abordagem inicial da exacerbação.10,11

CONCLUSÃO:

O documento GOLD é considerado a Bíblia do DPOC, e leva em consideração o VEF1 como classificador da doença. Mas é absolutamente claro no GOLD que é necessário olhar além do VEF1 para o entendimento da DPOC e o seu adequado tratamento.

É preciso que os formuladores de políticas de Saúde tanto Pública quanto os de seguradoras de saúde privada prestem atenção a outros marcadores definidores do status quo da DPOC, como: escala de dispnéia do MRC (Medical Research Council), variação na oximetria e/ou gasometria arterial, a capacidade de exercício inerente a fisioterapia; e a participação mais efusiva do nutricionista em dietoterapia de manutenção do IMC (índice e massa corpórea), uma vez que a perda de peso pode também estar associada à acentuação dos sintomas, piora da qualidade de vida, tolerância ao exercício e maior utilização de recursos de saúde pública e privada.

Proporcionar ao paciente com DPOC um atendimento que atenda as suas necessidades básicas é a meta!  E quais são elas? Melhora no Questionário de avaliação de São George? Melhora em índices como o VEF1, a CVF, IMC ? Diminuir o número de episódios de exacerbações infecciosas? Indicações precisas de oxigenioterapia? Sim para todos estes parâmetros!

Reparação de Créditos - Credit Repair

E como proporcionar isto?

Inter-relacionando a prevenção e o tratamento do tabagismo, o diagnóstico espirométrico e o tratamento do DPOC, com broncodilatadores de curta e de longa ação anticolinérgicos de curta e o uso precoce dos de longa ação como o Tiotrópio e o ainda não lançado Indacaterol, segundo o GOLD, e ainda  oferecendo vacinas antiinfluenza e anti pneumocócica para os portadores de bronquite crônica e enfisema pulmonar, as interfaces da DPOC, protegendo-os das exacerbações e possibilitando acesso ao nutricionista e ao fisioterapeuta respiratório (que inclusive poderia ajudar no diagnóstico espirométrico).

Com esta logística educacional sendo incorporada ao binômio Saúde-Administração ter-se-ía um melhor entendimento da DPOC.E com isto, um menor número de internações e despesas público-privadas, o que conduziria a um menor gasto associado a ganhos inquestionáveis na qualidade de vida dos pacientes.Em outras palavras, a abordagem adequada do DPOC proporciona uma reparação de créditos quantitativos e qualitativos respectivamente à administração e ao paciente.

O que leva a concluir que a observação do GOLD, como artigo de necessidade primária para o diagnóstico e tratamento da DPOC, deva ser encarada, de fato, como moeda corrente, pelos administradores de recursos de saúde.

Mas é possível que o paciente com DPOC em sua sábia maneira de expressar, queira apenas não estar internado no dia da formatura do seu neto. Muito embora este sentimento queira dizer na linguagem médica exatamente a mesma coisa.

Respeitosamente,

Dr. Marcos Nascimento, MD.

Editor Médico da PULMÃO S.A.- Sua Atmosfera, Sua Vida!

Professor de Pneumologia PUCPR

FONTES:

1.The Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD)

2. Organização Mundial de Saúde (OMS);

3.Nascimento M. A Matemática do tabagismo.Pulmaosa Respiratory Site,2010: Acessado em 20 de junho de 2010.

4. Prevalence of chronic obstructive pulmonary disease and associated factors: the PLATINO Study in São Paulo, Brazil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2005; 21(5):1565-1573.

5- Jardim J, Oliveira J, Nascimento O. II Consenso Brasileiro de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). J Bras Pneumol 2004; 30: S1-S42.

6. Rodriguez-Roisin R. Toward a consensus definition for COPD exacerbations. Chest 2000;117:398S-401S.

7. Celli B, Barnes P. Exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Eur Respir J 2007;29:1224-38.

8. Donaldson GC, Seemungal TA, Bhowmik A, et al. Relationship between exacerbation frequency and lung function decline in chronic obstructive pulmonary disease. Thorax 2002;57:847-52.

9Anthonisen NR, Manfreda J, Warren CPW. Antibiotic therapy in acute exarcebations of chronic obstructive pulmonary disease. Ann Intern Med 1987; 106:196-204.

10-Lindenauer PK, et al “Association of corticosteroid dose and route of administration with risk of treatment failure in acute exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease” JAMA 2010; 303(23): 2359-67.

11-Krishnan JA, Mularski RA “Acting on comparative effectiveness research in COPD” JAMA 2010; 303(23): 2409-10.

ENGLISH

Why is GOLD considered as a substitute of currency?

 

GOLD is the English acronym for Global Obstructive Lung Disease, a study that summarizes the guidelines and classifies Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD), providing guidance for both the monitoring and for the treatment.1
The goal of this paper is to show how the GOLD classification can be considered cash, when we see the fulfillment of its guidelines, making a comparison between the symbol and the word GOLD which in English means “gold.”

Reality of COPD in the world:


Respiratory disorders are considered causes of morbidity and mortality worldwide. COPD is very common, is the fourth leading cause of mortality worldwide, with the potential to be the third leading cause in 2020 according to estimates by the World Health Organization (WHO) .2
Among the five big causes of mortality worldwide, COPD is the only one that grows exponentially, and thus should along with its main cause Tobacco, are the target goals of public programs for public and private health worldwide and tackled in a comprehensive way as recently published article by PULMAOSA: “A Mathematical Formula for Smoking” 3

COPD in Brazil
In Brazil, according to the Platino study, the overall prevalence of COPD was 15.8% and 18% in men and 14% in mulheres.4 Patient distribution according to the stage and severity of COPD according to the classification of GOLD and BTS, showed the following results of prevalence:
GOLD stage Prevalence
I 10.1%
II 4.6%
III 0.9%
IV 0.2%

The diagnosis of COPD should be considered in anyone with cough, expectoration, or dyspnea and / or history of exposure to risk factors. Spirometry should be considered in the diagnosis of COPD cases since other conditions can present quite similar to the clinical picture of this condition, such as asthma, bronchiectasis and heart failure. 5
COPD can be classified by GOLD in four stages, according to values of FEV1 (Forced Expiratory Volume in 1st second), obtained by spirometry:
1. Mild;
2. Moderate;
3. Severe and
4. Very severe.

COPD & exacerbations:

The COPD can progress to respiratory crisis periods, or exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease, and are usually caused by bacterial infections (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae and Moraxella catarrhalis), or by viral infections.
COPD exacerbation’s patients worsen the clinical and stressing the shortness of breath, fatigue, increases the frequency of coughing, wheezing occur, and there is increased production of sputum (secretions).

Exacerbation, in addition to setting the highest doses of drugs increase chance of hospitalization and in severe exacerbations, there’s a high chance in ICU hospitalization, since progression to respiratory failure. 6
COPD patients, on average, present two exacerbations per year, with a high consumption of drugs, in which 10% require hospitalization. Exacerbations are the greatest cause of death more frequently observed in prospective studies.7
So, it claims a better control of  COPD’s exacerbations , after all, 60-75% of spending on COPD are a direct consequence of this condition.5

Moreover, we must remember that the greater the number of exacerbations, the greater the speed of loss of lung function. 8 Because, there is an inverse relationship to the number of episodes of exacerbation and the prognosis of patients that is, the greater the number of exacerbations lower the chances of survival.

The use of antibiotics in high-cost (B lactamers and respiratory quinolones) in COPD is indicated in infectious exacerbations of their disease at least two of the following events. 9
• Increased volume of sputum;
• Change the appearance of purulent sputum;
• Increased intensity of dyspnea.

The use of corticosteroids in exacerbations is accurate, it is correlated with a lower loss of respiratory function and thus a better prognosis. It also entails costs and risks because in most cases it makes use of intravenous steroids, rather than presentations. And that according to articles published in June 2010 in the Journal of American Medical Association, there are no statistical differences in results when comparing the use of IV to oral, indicating that low oral doses should be considered in the initial exacerbation approach.10 11

CONCLUSION

The GOLD document is considered the bible of COPD, and takes into account the FEV1 as a classifier of the disease. But it is absolutely clear in GOLD which is necessary to look beyond the FEV1 to the understanding of COPD and its appropriate treatment.
We need policy makers of both public and private health pay attention to other indicators that define the status quo of COPD, as the MRC dyspnea scale (Medical Research Council), variation in pulse oximetry and /or arterial blood gases, the ability to performance inherent in physical therapy, participation more effusive nutritionist in diet therapy for maintenance of BMI (body mass index and), since weight loss can also be associated with stress symptoms, worse quality of life, exercise tolerance and greater use of public health resources and facilities.

We must provide the patient with COPD, a service that meets their basic needs. And what are they?  An improvement in St. George Questionnaire? An  Improvement in indices such as FEV1, FVC, BMI? Decrease the number of episodes of infectious exacerbations? Precise indications for oxygen?
Yes to all these parameters.

And how to provide this?

Interrelating the prevention and treatment of smoking, the spirometric diagnosis and treatment of COPD; Furnish bronchodilators of short and long-acting; Furnish anticholinergic short and the early use of long acting as Tiotropium and unreleased Indacaterol, according to GOLD, and still offering pneumococcal vaccines and anti antiinfluenza for patients with chronic bronchitis and emphysema, the interfaces of COPD exacerbations, to protect them against infections. Allowing access to nutritionists and respiratory therapy (which physic therapy Professionals could also help in the spirometric diagnosis).
With this logistics education being incorporated into the binomial Health-Administration would have a better understanding of COPD.
And with that, fewer hospitalizations and expenditures public-private partnerships, leading to a lower cost associated with unquestionable gains in quality of life of patients.
This leads one to conclude that the observation of GOLD, as an article of primary necessity for the diagnosis and treatment of COPD. Thereafter, GOLD parameters should be viewed in fact as currency by the administrators of health care resources. In other words, a best approach of COPD provides a credit repair both quantitative and qualitative respectively for the health administration and for the patient.

But it is possible that the COPD  patient in his(her) wise way to express, just say:- “Please I just do not be admitted on the day of graduation of my grandson. And this feeling may mean exactly the same thing,  in medical language.

Respectfully,

Dr. Marcos Nascimento,MD.

Chief Editor of Respiratory Site PULMAOSA- Lungs, Your Atmosphere, your Life! ®

Pulmonology Professor at COM of PUCPR- Curitiba, Brazil

SOURCES:

1.The Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD)

2. Organização Mundial de Saúde (OMS);

3.Nascimento M. A Matemática do tabagismo.Pulmaosa Respiratory Site,2010: Acessado em 20 de junho de 2010.

4. Prevalence of chronic obstructive pulmonary disease and associated factors: the PLATINO Study in São Paulo, Brazil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2005; 21(5):1565-1573.

5- Jardim J, Oliveira J, Nascimento O. II Consenso Brasileiro de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). J Bras Pneumol 2004; 30: S1-S42.

6. Rodriguez-Roisin R. Toward a consensus definition for COPD exacerbations. Chest 2000;117:398S-401S.

7. Celli B, Barnes P. Exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Eur Respir J 2007;29:1224-38.

8. Donaldson GC, Seemungal TA, Bhowmik A, et al. Relationship between exacerbation frequency and lung function decline in chronic obstructive pulmonary disease. Thorax 2002;57:847-52.

9Anthonisen NR, Manfreda J, Warren CPW. Antibiotic therapy in acute exarcebations of chronic obstructive pulmonary disease. Ann Intern Med 1987; 106:196-204.

10-Lindenauer PK, et al “Association of corticosteroid dose and route of administration with risk of treatment failure in acute exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease” JAMA 2010; 303(23): 2359-67.

11-Krishnan JA, Mularski RA “Acting on comparative effectiveness research in COPD” JAMA 2010; 303(23): 2409-10.

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