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Posts Tagged ‘Diagnóstico DPOC’

A Relevância da DPOC na Atual Crise Econômica Mundial

14 de novembro de 2011 Comentários desligados

Dia Mundial da DPOC

A Relevância da DPOC na Atual Crise Econômica Mundial

A palávra DPOC – é uma sigla para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – Populamente conhecida como Enfisema pulmonar e bronquite crônica. O Objetivo deste artigo é analizar o impacto da DPOC sobre a produtividade das empresas e em concomitância avaliar a sua relevância para a crise economica mundial.

RX da DPOC e ECONOMIA

DPOC e Economia

A bronquite crônica e o enfisema pulmonar cobram um pedágio caro da economia mundial. Em 2010, o custo nacional anual da DPOC nos Estados Unidos foi estimado em cerca de 49,9 bilhões dólares pelo National Heart, Lung, and Blood Institute [1].

Nos Estados Unidos a DPOC eleva os custos de saúde empresarial pois provoca incapacidade e perda de produtividade. O ônus econômico das doenças pulmonares crónicas sobre as empresas é de fato pesado, sendo este conhecimento uma relevância vital para a gestão de negócios. De maneira que ao propiciar tratamento do tabagismo aliado a uma gestão adequada dos funcionários com esta doença progressiva pode-se economizar custos significativos para uma empresa, e ao mesmo tempo, melhorar a sua produtividade. [2,3]

Os custos médicos foram 3 vezes maior para os empregados portadores da DPOC. Absenteísmo e e o absenteismo presencial são particularmente prevalentes nesta população de pacientes. Como consequência, a sensibilização para a cessação do tabagismo no local de trabalho e implementação de incentivos bem sucedida a parar de fumar, proporcionar o  diagnóstico da DPOC, e incentivar o tratamento precoce, promove uma melhora significativa da produtividade, e reduz consideravelmente os custos para os empregadores. [4]

Normalmente, a alta administração não se interessa pela incidência de doenças ou em promover  pequenas melhorias com medicação e/ou com a prevenção vacinal de infecções, de tal sorte que estas medidas não fazem parte dos rituais para a decisão de negócios.

Mas se os CEOs soubessem que o custo de um empregado com DPOC em média é U$ 20.000 dólares/ano, ao contrário de U$ 8.000 dólares para um empregado sem DPOC – ou em outras palavrasque estão perdendo 12.000 dólares por empregado por causa da DPOC [2],  isso poderia se tornar um incentivo para fazer algo no intuito de conter as perdas de produtividade, que diga-se de passagem são desnecessárias em qualquer momento, e inclusive nesta atual crise mundial de crédito.

Educação via Fórmula Matemática: Tabagismo = DPOC + PLUS

A interação de negócios e iniciativas de regulamentação em saúde pública podem ajudar a reduzir o peso econômico desta doença, a partir da observação da existência de perdas de produtividade tanto para as empresas, quanto para a sociedade que paga seus impostos, mas certamente estes dados têm um papel crucial na prevenção e no tratamento dos portadores da DPOC.
E isto pode e deve começar com a educação sobre a doença …

Ao alertar para a necessidade de se conhecer os custos da DPOC e do tabagismo por parte dos empregadores, e seu impacto para a saúde pública visa-se  fornecer uma outra perspectiva no combate para a crise econômica nos dias de hoje.

Em outro artigo, sugeriu-se via uma “fórmula matemática” que podería expressar o impacto das doenças tabaco-relacionadas, a partir de um anagrama:
Tabagismo = DPOC + Plus [5]

Se com estes alertas pudermos ao menos contribuir para popularizar o termo DPOC, para a compreensão de que ao propiciar diagnóstico e fornecer tratamento precoce tanto para os portadores da DPOC quanto para os tabagistas é uma maneira de se aumentar a produtividade das empresas, estaremos de uma maneira gentil promovendo a diminuição da carga social e econômica sobre estes pacientes com DPOC, e quiçá também salvando vidas. Mais que Matemática, isto seria impagável!

Referências: 

  1. Lung Association. Trends in COPD (chronic bronchitis and emphysema): morbidity and mortality. February 2010. http://www.lungusa.org/findingcures/our-research/trend-reports/copd-trend-report.pdf.Accessed May 23, 2011.
  2. Bunn W, Pikelny D, Vogenberg FR, et al. Validation of employerfocused actuarial model for measuring the economic burden of chronic obstructive pulmonary disease. J Health Productiv. 2008;3:3-8.
  3. Halbert RJ, Isonaka S, George D, Igbal A. Interpreting COPD prevalence estimates: what is the true burden of disease? Chest. 2003;123: 1684-1692.
  4. Darkow T, Kadlubek PJ, Shah H, et al. A retrospective analysis of disability and its related costs among employees with chronic obstructive pulmonary disease. J Occup Environ Med. 2007;49:22-30.
  5. Nascimento, MHS. A Matemática do tabagismo = DPOC + Plus. Site PulmaoSA

Respeitosamente,
Marcos Nascimento, MD.
Professor da PUCPR Faculdade de Medicina

Dicas para aumentar a sobrevida da DPOC

1 de novembro de 2011 Comentários desligados

16 de Novembro Dia Mundial da DPOC


Dicas para aumentar a sobrevida da DPOC

Marcos Nascimento, MD PUCPR

As medidas mais importantes para aumentar a sobrevida  da DPOC – (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), popularmente conhecida como bronquite crônica e Enfisema pulmonar – devem ser lembradas tanto por médicos, quanto pelos pacientes com o intuito de diminuir a mortalidade e a morbidade da DPOC. As duas
Aqui estão as dicas para aumentar a sobrevida DPOC:

  •      Parar de Fumar!
  •      Oxigenioterapia (O2) para os pacientes com DPOC com pO2 ≤ 55% ou pacientes com DPOC e Cor pulmonale e pO2 ≤ 59% (oximetria ≤ 88%) por pelo menos 18 horas por dia!
  •      Desaturar com o exercício;
  •      Vacinas:  Vacina contra a gripe anualmente e Vacina pneumocócica (Pneumo-23) a cada 5 anos.

Algumas outras recomendações para os Médicos:

Para pacientes que apresentam manifestações clínicas da DPOC avançada com obstrução confirmada pela espirometria:

  1. Promova a educação sobre a DPOC desde a primeira visita;
  2. Forneça informações sobre sinais e sintomas de exacerbação e da necessidade de iniciar tratamento precocemente;
  3. Parar de fumar é o elemento mais importante na gestão da doença e deve ser relembrado em cada visita até o paciente parar de fumar!
  4. Pacientes devem ser tratados com agonistas β2 de longa ação, de ultra Ação e agentes anticolinérgicos inalados ou corticosteróides inalados, ou seja, combine o tratamento em pacientes com DPOC grave!
  5.  Recomende o uso de  β2 de curta duração apenas para resgate!
  6. Mesmo se os sintomas não desaparecerem, o paciente deve continuar o tratamento porque comprovadamente há redução do risco de exacerbação grave com o uso contínuo dos medicamentos;
  7. Se o paciente tem SatO2 <88% –  Prescreva oxigênio pelo menos 18 horas por dia;
  8. Sempre explique como usar os inaladores;
  9. Lembre: Vacina contra a gripe todos os Outonos;
  10. Vacina Anti-pneumocócica de acordo com as recomendações;
  11. Considere: Reabilitação pulmonar;
  12. Avalie o fenótipo da DPOC e caso seja bronquite crônica com exacerbações frequentes considere um inibidor de Fosfodiesterase -4

Fontes:

PULMAOSANEWS

SBPT- Sociedade Brasilera de Pneumologia e Tisiologia

Política anti-tabaco: Halloween no Congresso Nacional do Brasil?

25 de outubro de 2011 Comentários desligados

Halloween no Congresso Nacional?

Halloween no Congresso Nacional?

 

Está em vias de ser aprovada pelo “Colégio de líderes partidários na Câmara Federal” a Medida Provisória 540/11 cujo objetivo primário é de criar um novo modelo tributário para a política  de preços dos cigarros no Brasil, para os próximos anos.

Entretanto, manobras legislativas para “colocar enxertos” no texto original da MP 540 – numa manobra para derrubar,  o PLS 315/08 (que trata dos ambientes livres de tabaco) e as consultas públicas recentes da ANVISA (CP 112/2010 e 117/2010), que tratam respectivamente da proibição da adição de aromatizantes no tabaco e da restrição da propaganda nos pontos de venda, além do aumento da área de advertências nos maços (medidas estas que estão em consonância com a última conferência das partes da Convenção-Quadro realizada no Uruguai, em 2010).

  Das inúmeras matérias veiculadas na mídia nas últimas semanas, selecionamos esta feita com o conceituado Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC):

“MP do Cigarro passa por cima da ANVISA”

 http://www.orm.com.br/projetos/oliberal/interna/default.asp?modulo=250&codigo=557408

Entre os “acréscimos” no texto da Medida Provisória – que deveria tratar unicamente da política de taxações e preços dos cigarros – está a de propor “autorização para a criação de estabelecimentos exclusivos para os fumantes”, (?!)

Trata-se de mais uma clara interferência da indústria do tabaco, infelizmente com apoio explícito e implícito de agentes do próprio governo ( Líderes e outros representantes).

O fato é que o Dep. Renato Molling (PP/RS), relator da MP 540/11 está para apresentar nos próximos dias, o relatório dele sobre o projeto, e ao que tudo indica  haverá proposição de artigos na MP (que venham “a reduzir o impacto” para a indústria do tabaco).

Veja:

Táticas de Marketing da Indústria tabagista

Marketing Halloween da Indústria tabagista

Assim, é extremamente importante que todas as nossas representações, tanto nacionais, quanto locais, se mobilizem junto aos partidos e seus líderes na Câmara Federal, inicialmente, para barrar esta manobra que é uma afronta à saúde pública e ao tratamento de matérias de interesse da população, dentro da tramitação e dos organismos onde já caminham, como o PLS 315/08 no Senado Federal (lei que regulamente os ambientes livres de tabaco sem fumódromos ou estabelecimentos para fumantes) e na ANVISA, agência reguladora nacional que baliza as recomendações da Conferência das Partes da OMS, no que diz respeito à proibição dos aromatizantes/flavorizantes no cigarro e na regulação das embalagens dos cigarros e sua publicidade nos pontos de venda.

Haloween na Política anti tabagismo?

Halloween na política anti tabagismo?

Derrubar o PLS 315/08 é uma brincadeira de mal gosto comparando-se a uma espécie de “travessura?!” Na semana do Halloween por parte de quem deveria respeitar e salvaguardar a Saúde Pública no Brasil.

Fontes:

IDEC_ Instituto de Defesa do Consumidor

CT SBPT – Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia

ACTbr- Aliança de Controle do Tabagismo:

Segue a relação dos nomes, telefones, fax e e-mails dos deputados líderes de partidos, de blocos parlamentares e, da maioria (governo) e da minoria (oposição) para o envio de nossas manifestações (é recomendável enviar no corpo do e-mail, anexos em geral não são lidos).

E.mails.telefones.lideres.partidos.blocos.CamaraFederal

Colegio.Lideres.Partidarios.Camara.Senado.Federal

Dia Mundial da DPOC

13 de outubro de 2011 Comentários desligados

Dia Mundial da DPOC

                        Dia Mundial da DPOC

Dia Mundial da DPOC é um evento anual organizado pela Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD) para melhorar a sensibilização e cuidados da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em todo o mundo. Dia Mundial da DPOC 2011 será realizado em 16 de novembro em torno do tema:

“Você tem falta de ar? Você pode ter DPOC! Pergunte ao seu médico sobre um teste de respiração simples chamado espirometria.”

Fonte:

PULMAOSANEWS

Sexta feira 13 e os Mitos do Tabagismo Friday 13th and Smoking’s Myths

15 de agosto de 2010 Comentários desligados

Wall Disney Pinochio- All Rights Reserved

Os Mitos da Sexta feira 13 e do tabagismo

Tal qual o mito da sexta-feira 13 com várias histórias que não passam de superstições,há sobre o consumo de tabaco vários mitos divulgados por conta dos interesses envolvidos.

A divulgação destes mitos ou falácias é adotada como estratégia de marketing pela indústria tabagista e com o nítido objetivo de lançar uma cortina de fumaça sobre o assunto e confundir a população ao contrapor as medidas de prevenção e restrição ao consumo de tabaco.

A PULMÃO S.A. esclarece que não existe qualidades a serem exaltadas em relação ao consumo de qualquer produto derivado de tabaco. E analogamente ao mito da sexta feira 13, publica mitos ou inverdades com relação ao tabagismo:

Mito 1: O Controle do Tabagismo ocasionará desemprego:

A Indústria tabagista prega que se os governos restringirem o consumo de tabaco como prega a Convenção Quadro – Tratado Internacional proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que regulamenta o uso do tabaco – haverá perdas maciças no número de postos de trabalho.

Realidade: Dados do Banco Mundial mostram que a política de Controle do tabagismo e a criação de ambientes 100% livres de tabaco geram muito pouco ou nenhum impacto no número de empregos do setor hoteleiro ou de bares e restaurantes, uma vez que os gastos com cigarros seriam facilmente substituídos por consumo de outros produtos e serviços.1

Mito 2: “A aprovação dos artigos 09 e 10, da Convenção Quadro, a qual  recomenda a  proibição e restrição do uso de aditivos em cigarros e outros produtos similares, atinge e proíbe o uso de tabaco tipo burley.”

Realidade: A  medida proposta para os artigos 09 e 10 em nenhum momento menciona proibir o uso de nenhum tipo de tabaco.

O seu objetivo é  restringir o uso de aditivos  na manufatura de cigarros e similares, principalmente naqueles que têm  função de:

    • Aumentar o poder da nicotina em causar dependência;
    • Aumentar a atratividade para adolescentes.

Por outro lado, vale salientar que durante a combustão do cigarro, alguns aditivos se transformam em substâncias altamente tóxicas causadoras de danos a saúde, o que por si só já é justificativa para  limitar do seu uso.

É, por exemplo, o caso do açúcar que quando queimado se transforma em acetaldeído.  O acetaldeído é   considerado uma neurotoxina  porque causa degeneração em células dendríticas do tecido cerebral além de  facilitar e intensificar o efeito da dependência da  nicotina no cérebro. O alcetaldeído também é classificado como cancerígeno para seres humanos  pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer da OMS.

Documentos internos de companhias de cigarro mostram que até a década de 70 os cigarros eram fabricados quase sem nenhum tipo de aditivos e que essa tecnologia foi desenvolvida com os objetivos de potencializar a dependência dos produtos, aumentar a palatabilidade e a atratividade para facilitar a iniciação entre jovens.

Enfim, estamos novamente assistindo uma manobra para impedir uma medida que certamente contribuirá para reduzir o consumo de produtos de tabaco e suas consequências.

Isso também aconteceu durante os dois anos de discussão sobre a ratificação da Convenção Quadro  pelo Brasil, quando a industria do tabaco e suas afiliadas principalmente a AFUBRA divulgou em regiões fumicultoras e junto a parlamentares que se o Brasil ratificasse a Convenção, seria proibido plantar fumo no Brasil.2 Fato este  que consolidou-se como mais um mito!

Mito 3: Aditivos utilizados nos Cigarros são seguros porque são utilizados em Alimentos.

Realidade: Duas importantes observações precisam ser consideradas em relação ao uso de aditivos em produtos de tabaco:

  1. O primeiro é que a via de uso de grande parte desses produtos é a inalatória.
  2. E a segunda é que esses ingredientes sofrem uma série de mudanças quando submetidos à combustão em altas temperaturas.

Portanto, ao serem inalados e absorvidos pelos pulmões, esses elementos tóxicos resultantes da combustão dos aditivos NÃO são submetidos a nenhum processo de “filtragem bioquímica” pelo sistema de purificação do organismo, como acontece quando a via de entrada no organismo se dá pelo tubo digestivo, na ingestão de alimentos, ou pela pele, no uso de cosméticos.

Alguns ingredientes se tornam altamente tóxicos quando submetidos à combustão, como é o caso do tabaco.

Portanto, devido ao fato dos pulmões não terem nenhum sistema de purificação, uma

substância química que pode ser segura se aplicada na pele ou ingerida, poderá causar graves danos quando inalada pelos pulmões.3

Mito 4: “Os impostos sobre o tabaco cobrem os prejuízos com seu uso.”

Realidade: Tabagismo é responsável por ocasionar 52 doenças catalogadas no Código Internacional de Doenças (CID), sobre isto, não há dúvidas de que ocasiona um impacto sobre o Tesouro Nacional de qualquer Nação.

O Fumante tem maior número de faltas ao trabalho- 6,16 dias por ano, em comparação com os não fumantes- 3,86 dias por ano- Uma diferença de 2 dias.4 Mas o fumante também falta por causa de doenças provocadas a terceiros por fumo passivo, como em familiares, principalmente crianças. Some-se a isso, a “abstinência presencial,” que é ocasionada pela perda de horas de trabalho/ano por fumar um cigarro em horário de trabalho. Se fizermos uma conta simples, calculando este tempo em média de 5 minutos/ cigarro, esta perda chega a cerca de 10 dias por ano de trabalho ao se consumir 8 cigarros em serviço, impactando sensivelmente as empresas com perda de produtividade.

Mito 5: “Proibir divulgação nos pontos de venda fere a liberdade de expressão.”

Realidade: Sabidamente a propaganda constitui um forte atrativo para o consumo de qualquer produto. Mas os anúncios dos produtos devem responder a legislação vigente e ser direcionada ao público alvo.

No caso do cigarro a propaganda deve se destinar a adultos e não a jovens ou crianças.

Mas o que acontece nos pontos de venda? Eles são estrategicamente posicionados na saída das lojas, no caixa de pagamento, e em geral em companhia de revistas infantis e juvenis, além de doces, chocolates e balas.

A Convenção Quadro assinada pelo Brasil, determina em seu artigo número 13:

Sobre a Publicidade, promoção e patrocínio do tabaco:

“1. As Partes reconhecem que uma proibição total da publicidade, da promoção e do patrocínio reduzirá o consumo de produtos de tabaco.

2. Cada Parte, em conformidade com sua Constituição ou seus princípios constitucionais, procederá a proibição total de toda forma de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.”

De maneira, que para aqueles países que assinaram o tratado, isto não fere a liberdade de expressão, muito pelo contrário, apenas ratifica a necessidade de cumprir a legislação.

A Indústria Tabagista Internacional apregoa que tem responsabilidade social e destina sua venda ao público adulto.

Mas não é o que acontece no Casaquistão, por exemplo, onde houve denúncia de exploração de trabalho infantil em fazendas destinadas a plantação de tabaco, como divulgado pela PULMÃO S.A.

Cabem aqui dois questionamentos:

(1). Este ato representa Responsabilidade Social com quem?

(2). Para os países que ratificaram a Convenção Quadro, qual o porquê dos cigarros continuarem a mostra em letreiros muito bem arquitetados e com luzes brilhantes junto a produtos destinados ao público infantil?

Adendo: No Continente Americano nem os Estados Unidos tampouco a Argentina assinaram a Convenção Quadro.

Mito 6: “Os Cigarros Light são mais seguros.”

Realidade: Os cigarros light foram adotados como estratégia da indústria para que os fumantes pensassem que ao reduzirem a quantidade de nicotina seria mais fácil fumar.

A inflexão do verbo aqui no condicional [“seria”] expressa de fato a realidade, pois não há quantidade segura de nicotina.

Nicotina age sobre os receptores cerebrais da acetil colina no cérebro e promove um fenômeno chamado “Up Regulation,” que significa que a molécula de nicotina é capaz de gerar um aumento quantidade e  na qualidade( avidez) dos  receptores, conforme pode ser ilustrado no vídeo sobre a ação da nicotina:


Outra realidade é que ao promover a troca de um cigarro com mais nicotina por um cigarro light, o fumante entrará em síndrome de abstinência mais vezes e mais rápido, levando a um consumo maior de unidades, ou seja, tudo o que a Indústria de tabaco deseja.

Outro fato é que a diminuição de partículas no cigarro light tem promovido um aumento do tipo de câncer de pulmão adenocacinoma (que são localizados na parte periférica do pulmão), em relação ao tipo histológico de células escamosas, que é mais central.

A denominação light, proibida desde 2002 na Europa e em 2010 nos Estados Unidos é justificada por ser essencialmente propaganda enganosa.5

FONTES:

  1. Banco Mundial. A Epidemia do Tabaco: Os Governos e os Aspectos Econômicos do Controle do Tabaco- Washington, 2000
  2. Secretaria Executiva da Comissão Nacional para a Implementar a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco- CONICQ – INCA/Ministério da Saúde do Brasil;
  3. Essays in Philosophy A Biannual Journal The Right to Choose: Why Governments Should Compel the Tobacco Industry To Disclose Their Ingredients Vol. 6, No. 2, June 2005;
  4. Action on Smoking and Health. Trade Unions Congress, United kingdom, 2000;
  5. Os 50 mitos do tabaco: 2009, © Rodrigo Córdoba y Encarna Samitier.
  6. Youtube free videos;
  7. PULMAOSA- Sua Atmosfera, Sua Vida! ®
  8. ENGLISH


    The Friday 13th and Smoking’s Myths

The disclosure of these myths and fallacies is adopted as a marketing strategy by the tobacco industry and with the apparent goal of launching a pall over the issue and confuse the population to oppose the measures to prevent and reduce consumption of tobacco.
The PULMAOSA clarifies that no qualities were celebrated in relation to consumption of any product derived from tobacco. And similarly to the myth of Friday, PULMAOSA publishes myths or untruths in relation to smoking:


Myth 1: Tobacco Control will cost jobs:

The tobacco industry holds that if governments restrict tobacco consumption as preaches the Framework Convention – the International Treaty proposed by the World Health Organization (WHO), which regulates tobacco use – there will be massive losses in the number of jobs.
Reality: Data from the World Bank show that the policy of Tobacco Control and the creation of environments 100% smoke-free produce very little or no impact on the number of jobs in the hospitality industry or in bars and restaurants, as spending on cigarettes would be easily replaced by consumption of other products and serviços.1
Myth 2: “The approval of Articles  number 09 and 10 of the Framework Convention for Tobacco Control, which recommends the prohibition and restriction of the use of additives in cigarettes and other similar products, amounts and prohibits the use of tobacco Burley type.”

Reality: In The proposed measure of  Framework Convention’s Articles 09 and 10 there is no mentions prohibit the use of any tobacco type.
Its purpose is to restrict the use of additives in the manufacture of cigarettes and the like, especially those that have the functions of:
• Increase the power of nicotine to cause addiction;
• Increase the attractiveness to adolescents.
Furthermore, it should be noted that during combustion of the cigarette, some additives are transformed into highly toxic substances that cause damage to health, which in itself is justification for limiting its use.
It is, for example the case of sugar, which when burned turns into acetaldehyde. Acetaldehyde is considered a neurotoxin because it causes degeneration of the dendritic cells in brain tissue and to facilitate and enhance the effect of nicotine addiction in the brain. The alcetaldeído also is classified as carcinogenic to humans by WHO’s International Agency for Research on Cancer.
Internal documents from tobacco companies  show that in the 70’s decade, the cigarettes were manufactured almost without any additives and that this technology was developed with the objective to enhance the dependence of products, increase the palatability and attractiveness to facilitate initiation among young .
Finally, we are again witnessing an attempt to stop a measure that will certainly contribute to reducing the consumption of tobacco products and their consequences.
This also happened during the two years of discussion on the ratification of the Framework Convention by Brazil, where the tobacco industry and its affiliates announced to agriculture workers and lawmakers  that if Brazil ratify the Convention, would be forbidden to plant tobacco in Brazil.2 This fact has become more one myth!

Myth 3: “Additives used in cigarettes are safe because they are used in foods.”

Reality: Two important observations need to be considered in relation to the use of additives in tobacco products:
1. The first is that the route of use of most of these products is by inhalation.
2. And the second is that these ingredients undergo a series of changes when subjected to combustion at high temperatures.
Therefore, to be inhaled and absorbed through the lungs, these toxic elements from the combustion of the additives are NOT subjected to any process of “filtering biochemistry” by the purification system of the body, as when the route of entry into the body is through the digestive tract in food intake, or the skin, the use of cosmetics.
Some ingredients become highly toxic when subjected to combustion, as is the case of tobacco.
Therefore, due to the fact that the lungs do not have any purification system, a
chemical that can be safely applied to the skin or ingested, can cause serious damage when inhaled by pulmões.3

Myth 4: “Taxes on cigarettes cover the losses with its use.”

Reality: Smoking is responsible for causing 52 diseases classified in the International Classification of Diseases (ICD) on this, there is no doubt that has an impact on the Treasury of any nation.
The Smoker has a greater number of absences from work-6.16 days per year, compared with non-smokers 3.86 days per year-a difference of 2 dias.4 But smokers also missing because of diseases caused to third parties by passive smoking, as in families, especially children. Added to this, the “abstinence face,” which is caused by the loss of working hours per year for smoking a cigarette in working hours. If we do a simple math, calculating that an average time of five minutes per cigarette, this loss reaches about 10 days per year worked to consuming eight cigarettes into service, significantly impacting enterprises with lost productivity.

Myth 5: “Banning the point of sale disclosure hurts the freedom of expression.”

Reality: It is well known advertising constitutes a strong incentive for the consumption of any product. But the ads of the products should meet current legislation and be directed to the target audience.
In the case of cigarette advertising should be aimed at adults rather than children or young people.
But what happens at points of sale? They are strategically positioned at the exit from the shops, the cash payment, and usually in the company of youth and children’s magazines, sweets, chocolates and candies.

The Framework Convention signed by Brazil, determines in its article number 13:
On advertising, promotion and sponsorship:

“1. The Parties recognize that a total ban on advertising, promotion and sponsorship would reduce the consumption of tobacco products.

2. Each Party shall, in accordance with its constitution or constitutional principles, undertake a complete ban on all forms of advertising, promotion and sponsorship. ”

So that for those countries that signed the treaty, this does not hurt the freedom of expression, rather, only confirms the need to comply.

Industry International proclaim that Smoker has social responsibility and aims to sell its adult audience.
But it is not the case in Kazakhstan, for example, where there was complaint of child labor on farms for the planting of tobacco, as reported by PULMAOSA

Fit here two questions:
(1). This act represents Social Responsibility to whom?
(2). For countries that have ratified the Framework Convention, which why cigarettes continue to show signs of very well architected and bright lights along with products for the child audience?
Addendum: On the American continent nor the United States nor Argentina signed the Framework Convention.

Myth 6: “The Light cigarettes are safer.”

Reality: The light cigarettes were adopted as industry strategy for smokers who thought that by reducing the amount of nicotine would be easier to smoke.
The inflection of the verb in the conditional here [“would”] expresses in fact the reality, because there is no safe amount of nicotine.
Nicotine acts on brain receptors to acetyl choline in the brain and fosters a phenomenon called “Up Regulation” which means the nicotine molecule is capable of generating higher quantity and quality (avidity) of the receptors, as can be illustrated in the video about the nicotine action:



Another reality is that by promoting the exchange of a more nicotine per cigarette with a light cigarette, the smoker will take abstinence syndrome more often and faster, leading to higher consumption of units, ie all that the tobacco industry want.
Another fact is that the decrease of particle light cigarette has promoted an increase in the type of lung cancer adenocacinoma (which are located in the peripheral lung), in relation to histological type, squamous cell, which is more central.
The term light, banned since 2002 in Europe and 2010 in the United States is justified because it is essentially propaganda enganosa.5

SOURCES:

1. World Bank. The Tobacco Epidemic: Governments and Economic Aspects of Tobacco Control, Washington, 2000
2. Executive Secretariat of the National Commission for Implementing the Framework Convention on Tobacco Control-CONICQ – INCA / Ministry of Health of Brazil;
3. Essays in Philosophy A Biannual Journal The Right to Choose: Why Governments Should Compel the Tobacco Industry To Disclose Their Ingredients Vol 6, No. 2, June 2005;
4. Action on Smoking and Health. Trade Unions Congress, United kingdom, 2000;
5.The 50 myths tobacco: 2009, © Rodrigo Córdoba y Encarna Samitier.
6. Youtube Videos Free
7.PULMAOSA-Lungs: Your atmosphere, Your Life! ®


DPOC: Quando preciso usar oxigênio?- COPD: When I need to use oxygen?

25 de abril de 2010 Comentários desligados

Medida de SaO2 Measure

DPOC:Preciso Usar Oxigênio?

Alguns pacientes portadores de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) usam oxigênio domiciliar e até mesmo portátil, porém alguns destes pacientes desconhecem que os ganhos vão além da melhora no cansaço ou falta de ar.

A PULMÃOSA inaugura com este artigo uma série para esclarecer aos portadores de DPOC e aos seus familiares a respeito do comportamento da doença  e seu tratamento, objetivando que possam usufruir de uma melhor qualidade de vida.

O oxigênio é encarado como medicamento, desde 1922 quando começou a fazer parte de prescrições médicas, indicada à ocasião para pacientes com pneumonia nos Estados Unidos, e já em 1958 tem sua indicação feita para pacientes com DPOC.

CONCEITO de DPOC

DPOC como bem sabemos é uma sigla que denomina a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, uma síndrome, ou seja, é uma espécie de guarda- chuva que abriga basicamente duas doenças, sendo a mais comum delas, a bronquite crônica, e o Enfisema pulmonar.

Ambas as doenças possuem em sua origem, em maior proporção o tabagismo, mas podem ter outras causas como, por exemplo, a deficiência de uma enzima (proteína) chamada alfa antitripsina, rara e de origem genética.

O diagnóstico de DPOC é realizado através da análise de um exame chamado espirometria, que também é capaz de informar dados para que se possa classificar o DPOC em  5 grupos ( 0 a IV), de acordo com uma medida chamada VEF1- Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo. O VEF1 exprime a quantidade de ar que é expelido pelo paciente no primeiro segundo da sua expiração forçada, exigida na realização do exame, de maneira que a espirometria refletirá a capacidade funcional pulmonar.

Desta maneira, o Pneumologista pode avaliar a gravidade, e até mesmo indicar qual será a melhor abordagem em termos de tratamento, podendo inclusive indicar a necessidade de oxigênio aliando à espirometria a oximetria capilar ( SaO2 ), e a gasometria arterial.

A medida de Sao2 realizada pelo oxímetro de pulso é definidora da baixa oxigenação, também conhecida como hipoxemia, porém é necessária uma gasometria arterial para que o pneumologista tenha uma medida acurada do grau da hipoxemia.

INDICAÇÕES DE OXIGENOTERAPIA

  1. Oxigenoterapia Contínua:

à PaO2 < ou igual a 55mmHg ou Saturação de Oxigênio (SaO2 ) < ou igual a 88mmHg;

PaO2 entre 56 – 59mmHg ou SaO2 =89% associada a comorbidade como Insuficiência cardíaca, ou hematócrito > 56% em homens por exemplo( >50% em mulheres), indicando policitemia( número de hemácias elevado, que ocasiona um aumento da viscosidade sanguínea e que por conseguinte gera  hipertensão da artéria pulmonar e pode ser causa de Tromboembolismo pulmonar “in situ”).

2.   Oxigenoterapia durante Exercício:

Mesma indicação para o repouso,porém o paciente apresenta estes índices apenas durante a prática de exercícios físicos: PaO2 < ou igual a 55mmHg ou Saturação de Oxigênio (SaO2 ) < ou igual a 88mmHg;

Pode ser feita durante o teste de caminhada por 6 minutos no plano.

! É importante a reavaliação do paciente entre 30 a 90 dias após o momento da indicação, seja a alta hospitalar ou uma exacerbação ambulatorial.

Mas como a Oxigenoterapia irá traduzir-se em melhora da Qualidade de Vida?

A melhora da qualidade de vida do paciente portador de hipoxemia em geral e os portadores de DPOC em particular se dará por:

  1. Melhora da Sobrevida: Classicamente estabelecidos na década de 1980, pelos estudos MRC ( Inglês) e o NOTT ( americano) que evidenciaram aumento na sobrevida e,portanto diminuição na mortalidade dos pacientes  com DPOC ou com hipoxemia grave que tinham ndicação para a oxigenoterapia e que recebiam oxigênio por  pelo menos 15 horas/dia;
  2. Diminuição no número de internações hospitalares;
  3. Aumento da Tolerância aos Exercícios;
  4. Melhora do Estado de Cognição ou Neuropsíquico:

A dificuldade de concentração, que pode ser traduzida também por déficit de memória, é comum em pacientes com hipóxia, melhora, sobretudo em pacientes com DPOC grave ou em grau III ou IV na classificação do Estudo GOLD (  do Inglês, Global Obstructive Lung Disease).

  1. Diminui a chance de Arritmias cardíacas durante o Sono e por conseguinte a chance de morte durante o sono.
  2. Estabiliza a Progressão da Hipertensão Pulmonar em portadores de hipoxemia Crônica, como os portadores de DPOC, evitando assim o remodelamento da árvore vascular pulmonar.

Quanto Tempo deve se utilizar o Oxigênio para obter os benefícios acima?

Os Estudos NOTT e MRC estabeleceram o tempo mínimo em 15 horas contínuas por dia, incluindo-se as horas de sono. Mas pode se chegar ao máximo de 24 horas/dia.Portanto, é preciso estimular aqueles que possuem indicação ao máximo de tempo possível além das 15 horas diárias.

Quais são as Fontes de Oxigênio disponíveis?

Basicamente são 3 as Fontes disponíveis para uso domiciliar: A) Oxigênio em cilindros sob pressão, que possui um custo elevado, além de oferecer risco em caso de queda do cilindro;   B)Oxigênio Líquido, praticamente inviável devido ao custo muito alto;

C) Concentradores de Oxigênio, prático de manusear, de custo acessível, porém dependente de energia elétrica e disponível em programas de oxigenoterapia domiciliar em alguns municípios no Brasil, como por exemplo, São Paulo e Curitiba. Estudo de Vergeret e Brambilla demonstrou que ao se criar uma logística ambulatorial para acompanhamento afim de oferecer oxigenoterapia domiciliar  constitui o mais eficaz método para que se alcance benefícios na melhora da qualidade de vida dos pacientes com DPOC grave ou do paciente com hipoxemia crônica e que estes podem também se beneficiar em termos de autonomia do uso de dispositivos portáteis.

FONTES:

  1. Barach AL.The Therapeutic use of Oxygen.JAMA;79:693-699.1922;
  2. GOLD: Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease;
  3. NOTT – Nocturnal Oxygen Therapy Trial. Continuos or nocturnal oxygen therapy in hypoxemic chronic obstructive lung disease ( Clinical trial). Ann Intern Med;93:391-398.1980;
  4. MRC- Report of Medical Research Council Working Party. Lancet; 1: 681-685.1981;
  5. Vergeret J, Brambilla C. Portable oxygen therapy: use and benefit in hypoxaemic COPD patients on long-term oxygen therapy. Eur Respir J 1989; 2:20–25;
  6. Refillable Oxygen Cylinders May Be an Alternative for Ambulatory Oxygen Therapy for COPD. Chest 2002;122; 451-456.

ENGLISH

COPD:When I need to use oxygen?

Some patients with COPD (Chronic Obstructive Pulmonary Disease) use oxygen at home and even portable, but some of these patients are unaware that the gains go beyond the improvement in fatigue or shortness of breath.
The PULMAOSA inaugurates a series with this article to clarify for patients with COPD and their families about the behavior of the disease and its treatment, aiming that may enjoy a better quality of life.
Oxygen is regarded as a medicine since 1922 when it became part of medical prescriptions, given the opportunity to pneumonia patients in the United States in 1958 and already has made its indication for patients with COPD.

COPD CONCEPT:
COPD as well know is an acronym styling Chronic Obstructive Pulmonary Disease, a syndrome, ie it is a kind of umbrella that shelters are basically two diseases, the most common, chronic bronchitis and pulmonary emphysema.
Both diseases have their origin in a greater proportion of smoking, but may have other causes, eg, deficiency of an enzyme (protein) called alpha antitrypsin, a rare and genetic condition.
The diagnosis of COPD is accomplished by analyzing a test called spirometry, which is also able to report data so that we can classify COPD into five groups (0 to IV), according to a measure called FEV1, Forced Expiratory Volume in one second. FEV1 expresses the amount of air that is expelled by the patient in the first second of its forced expiration, be required to conduct the test, so that will reflect the spirometry pulmonary function.
Thus, the Pulmonologist can evaluate the severity, and even specify what will be the best approach in terms of treatment and may even indicate the need for combining oxygen spirometry capillary oximetry (SaO2) and arterial blood gases.
The measurement of SaO2 performed by pulse oximeter is defining the low-oxygen, also known as hypoxia, but blood gas analysis is needed so that the pulmonologist has an accurate measure of the degree of hypoxemia.

Concentrador de O2- Oxygen Concentrator Machine

INDICATIONS for  Oxygen Therapy:
I. Continuous oxygen therapy:
à PaO2 <or equal to 55mmHg or oxygen saturation (SaO2) <or equal to 88mmHg;
à PaO2 between 56 – 59mmHg or SaO2 = 89% associated with comorbidity such as heart failure or hematocrit> 56% in men for example, indicating polycythemia (high red blood cell number, which causes an increase in blood viscosity and hence generates artery hypertension lung and can cause pulmonary embolism “in situ”).

II. Oxygen during Exercise:
à Same indication for continuous oxygen therapy for home, but the patient presents these indices only during physical exercise: PaO2 <or equal to 55mmHg or oxygen saturation (SaO2) <or equal to 88mmHg;
Can be done during the walk test by six minutes in the plan.

! It is important to review the patient within 30 to 90 days after the time of referral, whether a hospital or an outpatient exacerbation.

But how the oxygen therapy will translate into improved quality of life?
The improved quality of life of patients with hypoxemia in general and COPD in particular will be given by:
1. Improved Survival: Classically established in the 1980’s, the MRC (British) and NOTT  (American) studies showed increased survival and, therefore decrease the mortality of patients with COPD with severe hypoxemia and who had indication for receiving oxygen  for at least 15 hours / day;
2. Decrease in number of hospitalizations;
3. Increased exercise tolerance;
4. Improves the state of cognition or neuropsychiatric:
The difficulty in concentration, which can be also translated by memory deficit is common in patients with hypoxia, improves, especially in patients with severe COPD or grade III or IV classification of the GOLD Study (English, Global Obstructive Lung Disease).
5. Decreases the chance of cardiac arrhythmias during sleep and therefore the chance of death during sleep.
6. Stabilizes the progression of pulmonary hypertension in patients with chronic hypoxemia, such as COPD, thereby preventing remodeling of the pulmonary vascular tree.

How long must use oxygen to obtain the above benefits?
Nott and MRC Studies  established the minimum time of 15 continuous hours per day, including sleeping hours. But it can reach  24 hours / day. Therefore, we must encourage those who have indicated to the maximum possible time beyond 15 hours daily.
What are the sources of oxygen available?
Basically they are the three sources available for home use: A) oxygen cylinder pressure, which has a high cost, besides offering risk in case of fall of the cylinder; B) Liquid Oxygen, impractical due to high cost;
C) Oxygen Concentrators, practical handling, affordable, but dependent on electricity and programs available on home oxygen therapy in some cities in Brazil such as Sao Paulo and Curitiba. Study showed that when creating a logistics center for monitoring in order to provide home oxygen therapy is the most effective method to reaching benefits in improved quality of life of patients with severe COPD or patients with chronic hypoxemia.

SOURCES:
1. Barach AL.The Therapeutic use of Oxygen.JAMA; 79:693-699.1922;
2. GOLD: Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease;
3. NOTTE – Nocturnal Oxygen Therapy Trial. Continuous or nocturnal oxygen therapy in hypoxemic chronic obstructive lung disease (Clinical trial). Ann Intern Med; 93:391-398.1980;
4. MRC-Report of Medical Research Council Working Party. Lancet, 1: 681-685.1981;
5. Vergeret J, Brambilla C. Portable oxygen therapy: use and benefit in hypoxaemic COPD Patients on long-term oxygen therapy. Eur Respir J 1989; 2:20-25;
6. Refillable Oxygen Cylinders May Be an Alternative for Ambulatory Oxygen Therapy for COPD. Chest 2002, 122, 451-456.

MARINHA AMERICANA PROIBE FUMO EM SUBMARINOS-US. Navy Bans Smoking on Submarines

10 de abril de 2010 Comentários desligados

Marinha Proibe Fumo em Submarinos- US Navy Bans Smoking on Submarines

MARINHA AMERICANA PROIBE FUMO EM SUBMARINOS

A Marinha dos Estados Unidos anunciou oficialmente nesta quinta feira, 8 de abril de 2010, que adotará uma política antifumo para toda a sua frota de submarinos.

A política de restrição ao fumo passará a vigorar a partir de 31 de dezembro de 2010, e fora adotada com objetivos claros de proteção da armada aos tabagistas passivos e também aos ativos, tendo como base um estudo realizado em 2009,no qual fora detectado níveis inaceitáveis de concentração de monóxido de carbono no interior de nove submarinos avaliados.

A Marinha americana disponibilizará tratamento aos militares que desejarem além de fornecer medicamentos,se assim for necessário, consolidando uma prática bastante salutar no mercado de corporações, na opinião do consultor e editor médico da PULMÃO S.A., o Dr. Marcos Nascimento.”Esta prática além de estimular os funcionários tem mostrado índices de sucesso maiores, elevando assim a percentagem do êxito em parar de fumar e indubitavelmente exerce o melhor dos efeitos: A atitude exemplar!”Complementa o Dr. Marcos Nascimento.

A PULMÃO S.A. aplaude esta iniciativa pioneira da Marinha dos Estados Unidos e conclama que esta atitude seja seguida por outras instituições no mundo todo, afinal tanto o tabagismo ativo quanto o passivo são mortais.

Veja também:

Carta aberta ao C.E.O. da Disney(em inglês),endereçada pelo editor chefe da PULMAOSA, com o pedido de remoção dos fumódromos,para que crianças e os demais visitantes sejam protegidos em seus parques contra os malefícios do tabaco.

FONTE:

PULMAOSANEWS- PULMÃO S.A.- Sua Atmosfera, Sua Vida!®

ENGLISH

US. Navy Bans Smoking on Submarines

On Thursday, April 8,2010, The US. Navy officially announced it will adopt a smokefree policy for its entire fleet of submarines.

The policy of restriction on smoking will be effective from December 31, 2010, and had been adopted with clear objectives to protect the military personnel from passive smoking dangers, based on a study conducted in 2009, which were detected levels of unacceptable concentration of carbon monoxide within nine submarines evaluated.

US NAVY BANS SMOKING ON SUBMARINES

The U.S. Navy will provide treatment in addition to the military that need to supply medicines, if necessary.

According Dr.Marcos Nascimento, medical consultant and chief- editor of PULMAOSA: “This practice is consolidating in the corporation. It has been responsible for raising the percentage of success in quitting smoking and undoubtedly has the best of best effect: The exemplary attitude!

PULMAOSA applauds this initiative in Air Forces pioneered by the U.S. Navy and claim that this attitude be followed by other institutions around the world, because both the active and the passive smoking are deadly.

See also:
Open Letter to Disney C.E.O. (in English), in order to protect children and their visitors in its parks, and which was addressed by PULMAOSA with the wishes of removal of smokehouses from all Disney Parks.

SOURCE:

PULMAOSANEWS-PULMAOSA- Lungs: Your Atmosphere,Your Life! ®


Categorias:Pare de Fumar / Quit, Principal Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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