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A Importância da Nutrição na Cessação do tabagismo em Mulheres

26 de março de 2013 Comentários desligados

Nutrição no tratamento do Tabagismo

Uma Esperança a mais: Nutrição no tratamento do Tabagismo

A Importância da Nutrição na Cessação do tabagismo em Mulheres

                                                                   

                                                                               Márcia M. M. T. LOBO 1

                                                                                                       MARCOS H. S. NASCIMENTO 2                        

1. Nutricionista, Mestranda do Programa de Segurança Alimentar da UFPR – Paraná – Brasil

2. Editor Médico do site Pulmao S.A

 

A estratégia no estímulo do abandono do tabagismo em mulheres deve ser priorizada, frente à crescente exposição ao tabaco associado às campanhas de promoção da indústria tabagista para este grupo populacional.

O tabagismo é a principal causa de morte prevenível no mundo, e é considerada uma patologia com CID (Código Internacional de Doenças) próprio para designá-la, o F17.2. O tabagismo por si, é capaz de gerar outras 50 doenças, sendo o principal responsável por doenças não comunicantes, e provocar 30% de todas as mortes por câncer, entre estes o câncer de pulmão que apresenta relação inequívoca com o tabagismo e é o atual líder de óbitos decorrentes desta patologia tanto em homens quanto em mulheres nos Estados Unido e no Brasil (1) .

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS),atribuem cerca de 5,4 milhões de óbitos por ano ao tabagismo, sendo o Brasil responsável por 200 mil destes óbitos (2,3).

Embora a prevalência do tabagismo no Brasil venha declinando nos últimos anos (17,5% do total de adultos (acima de 15 anos),sendo 22% do sexo masculino e 13% do sexo feminino) , as capitais das regiões Sul do país têm apresentado alta prevalência de tabagismo entre mulheres sendo 17,5% em Porto Alegre (RS),15,5% em Curitiba (PR) e Florianópolis(SC) 15,3%.Tal fato pode indicar uma necessidade de priorizar a promoção da saúde e do controle do tabagismo focado prioritariamente na mulher (4,5).

O controle e a redução da prevalência do tabagismo são de fundamental importância uma vez que pode proporcionar ganhos tanto em saúde, quanto em recursos financeiros (6). Sobre este contexto, as diretrizes para a cessação do tabagismo, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) preconizam que a presença de um nutricionista na equipe multidisciplinar é de grande importância (7).

No que se refere especificamente à mulheres e a sua relação a sua imagem corporal, esta , representa uma questão relevante na vida deste grupo, onde o medo do  ganho de peso corporal representa um dos grandes desestímulos para o abandono do tratamento para a cessação do tabagismo, mesmo que os benefícios para a saúde sejam conhecidos, associado à outros fatores como alívio do estresse e da ansiedade (8).

É crucial, que seja avaliado o hábito alimentar frequente ou adquirido após o referido tratamento, assim como o monitorar o peso corporal, para que sejam estabelecidas condutas que contribuam para o sucesso da cessação do tabagismo, afinal o ganho de peso é citado como a principal razão para a não adesão ao tratamento para parar de fumar, visto que a grande variação no ganho ponderal e seu mecanismo, constitui-se uma das principais causas para o aumento da ingestão calórica e a diminuição da taxa metabólica de repouso (9).

Há evidências que a nicotina promove um aumento no gasto energético. Isto é explicado pelo fato do consumo de um único cigarro induzir a um aumento no gasto energético do organismo da ordem de 3%, em um período de 30 minutos. E, em concomitância promove a diminuição do apetite, ocasionada pela rápida chegada da fumaça da nicotina ao cérebro (cerca de 6 a 10 segundos), permitindo aumento na concentração de alguns neurotransmissores, como a dopamina  e a serotonina,  que são substâncias inibidoras  da ingestão  de  alimentos.  Isto explicaria o fato dos fumantes tenderem a apresentar menor peso corporal quando comparados à não fumantes, instituindo uma crença de que fumar é uma forma eficiente de controlar o peso corporal (10,11) .

 

Portanto para a obtenção de melhores resultados nas políticas de controle do tabagismo, direcionadas à mulheres, dever-se-ia  considerar a influência do controle do peso corporal adequado obrigatoriamente através de uma intervenção nutricional assertiva. Os objetivos desta estratégia é atingir taxas de êxito maiores na cessação do tabagismo, justificando que o controle da ingestão alimentar mais que um adendo ao tratamento, apresenta-se como uma condição “si ne qua non” no processo de tratamento de cessação do tabagismo em mulher.

 
REFERÊNCIAS

 

  1. NASCIMENTO, M.H.S. Doenças Crônicas: Pedágio caro para o Brasil, os USA e o Mundo. Available from: https://pulmaosarss.wordpress.com/2012/03/16/doencas-cronicas pedágio-caro-para-o-brasil-os-usa-e-o-mundo/.Acesso em 12/03/2012.

 

  1. World Health Organization (WHO). The World Health Report 2002: Reducing risks, promoting healthy lifestyles. Geneva: WHO, 2002.

 

  1. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Tabagismo no Brasil: Dados e Numéricos. Brasilia: Ministério da Saúde, INCA. Available from: http://www.inca.gov.br/tabagismo/index.as  Acesso em 20/03/2012.

 

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Global Adult Tobacco Survey(GATS):Brasil,2008.IBGE;2009.

 

  1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde; Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes e Recomendações para o Cuidado Integral de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis: Promoção da Saúde, Vigilância, Prevenção e Assistência. Brasília,2008.

 

  1. PISINGER, C.; GODTFREDSEN,N.S. Is there a health benefit of reduced tobacco consumption? A systematic review. Nicotine To Res.9(6):631-46, 2007.

 

  1. REICHERT,J.et al ,Diretrizes para cessação do tabagismo, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). J Bras Pneumol. 34(10):845-880, 2008.

 

  1. SCARINCI,I.C.et al.Sociocultural factors associated with cigarette smoking among women in Brazilian worksites:a qualitative study.Health Promotion international,v.22,n.2,p.146-154,2007.

 

  1. FILOZOF,C.;FERNANDEZ,P.M.C.;FERNANDEZ,C.A. Smoking cessation and weight gain. Obes Rev,5:95-103, 2004.

 

  1.  CHIOLERO,A., FAETH.D., PACAUD, F., CORNUZ, J. Consequences of smoking for body weight, body fat distribution, and insulin resistance. Am J Clin Nutr ;87:801–9,2008.

The importance of nutrition in smoking cessation in women

26 de março de 2013 Comentários desligados

 

blue-lung

The importance of nutrition in smoking cessation in women

                                                                  

                                                                                                                     Marcia M.T.LOBO1

                                                                                                                                                        MARCOS HS NASCIMENTO 2

  1. Masters Degree in Nutritional Safety at Federal University of Paraná – UFPR – Brazil
  2. Medical Editor of PULMAOSA Website

The strategy in stimulating smoking cessation in women should be priorized ahead of the growing exposure to tobacco promotional campaigns associated with the tobacco industry for this population group.

Smoking nowadays is the leading cause of preventable death in the world, and is considered a disease with its own ICD (International Classification of Diseases) to designate it: the F17.2. Smoking by itself, is capable of generating 50 other diseases, being the huge star among the non communicating diseases, as it is responsible by 30%  of all cancer deaths, including lung cancer that presents a clear link with smoking and is the current leader of deaths from this disease in both men and women in the United States and  also in Brazil (1).

Data obtained from the World Health Organization (WHO), attributed approximately 5.4 million deaths per year to tobacco, with Brazil accounting for 200,000 of these deaths (2,3).

Although the prevalence of smoking in Brazil have declined over the past years (17.5% of adults (over 15 years), 22% male and 13% female), however, in  the main cities  of the Southern region of the country presented high prevalence of smoking among women, with 17.5% in Porto Alegre (Rio Grande do Sul State); 15.5% in Curitiba (Paraná); and Florianópolis (Santa Catarina) 15.3%. This may indicate a need to prioritize health promotion and tobacco control focuses primarily on women (4.5).

The control and reduction of smoking prevalence are of fundamental importance since it can provide gains in both health and in financial resources (6). About this context, the Brazilian Thorax Society guidelines for smoking cessation (BTS) suggested that the presence of a dietitian in the multidisciplinary team is of great importance (7).

Regarding specifically to women and their body image, this fact represents a significant issue in this group’s behave, where the fear of weight gain is the great factor relationed with  women’s noncompliance about smoking cessation treatment, even when the health benefits are known,  and also combined with other factors such as stress relief and anxiety (8).

It is crucial that the frequent eating habits or acquired ones be rating after such treatment, as well as monitoring body weight, ir order to be establish behaviors that contribute for the  real success of smoking quit process. The weight gain factor is responsible by non-adherence for the treatment to quit tobacco derivatives and cigarettes, just because the large variation in weight gain and its mechanism constitute the major cause for the increased caloric intake and decreased resting metabolic rate (9).

There is evidence that nicotine causes an increase in energy expenditure. This is explained by the fact that consumption of a single cigarette induce about 3% increase in energy expenditure of the organism of in a period of 30 minutes. Concomitantly nicotine promotes an apetite decrease, caused by the rapid arrival of smoke nicotine in the brain (about 6 to 10 seconds). It allows some increase in the concentration of neurotransmitters, such as dopamine and serotonin, which are inhibitors intake food. It would explain the fact that smokers tend to have lower body weight when compared to nonsmokers, instituting a belief that smoking is an efficient way to control body weight (10,11).

Therefore obtain better results in tobacco control policies, aimed at women, duty would consider the influence of body weight control appropriate and compulsory through nutritional intervention assertive. The objectives of this strategy is to achieve higher success rates in smoking cessation, justifying the control of food intake, that more than an addendum to the treatment, it must be presented as a condition “si ne qua non” in the process of smoking cessation treatment for women.

REFERENCES

 

  1. NASCIMENTO, M.H.S. Doenças Crônicas: Pedágio caro para o Brasil, os USA e o Mundo. Available from: https://pulmaosarss.wordpress.com/2012/03/16/doencas-cronicas pedágio-caro-para-o-brasil-os-usa-e-o-mundo/.Acesso em 12/03/2012.

 

  1. World Health Organization (WHO). The World Health Report 2002: Reducing risks, promoting healthy lifestyles. Geneva: WHO, 2002.

 

  1. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Tabagismo no Brasil:

Dados e Numéricos. Brasilia: Ministério da Saúde, INCA. Available from: http://www.inca.gov.br/tabagismo/index.as.Acesso em 20/03/2012.

 

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Global Adult Tobacco Survey(GATS):Brasil,2008.IBGE;2009.

 

  1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde; Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes e Recomendações para o Cuidado Integral de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis: Promoção da Saúde, Vigilância, Prevenção e Assistência. Brasília,2008.

 

  1. PISINGER, C.; GODTFREDSEN,N.S. Is there a health benefit of reduced tobacco consumption? A systematic review. Nicotine To Res.9(6):631-46, 2007.

 

  1. REICHERT,J.et al ,Diretrizes para cessação do tabagismo, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). J Bras Pneumol. 34(10):845-880, 2008.

 

  1. SCARINCI,I.C.et al.Sociocultural factors associated with cigarette smoking among women in Brazilian worksites:a qualitative study.Health Promotion international,v.22,n.2,p.146-154,2007.

 

  1. FILOZOF,C.;FERNANDEZ,P.M.C.;FERNANDEZ,C.A. Smoking cessation and weight gain. Obes Rev,5:95-103, 2004.

 

  1.  CHIOLERO,A., FAETH.D., PACAUD, F., CORNUZ, J. Consequences of smoking for body weight, body fat distribution, and insulin resistance. Am J Clin Nutr ;87:801–9,2008.

Ética Deve ser Global, e não local

11 de março de 2012 Comentários desligados

Ética Deve ser Global, não local

                                    Dr. Marcos Nascimento, MD.

Nesta semana ocorrerá reunião da diretoria da agencia reguladora do Brasil –ANVISA- em se que abordará a questão da proibição/restrição da adição de açucares, aromatizantes ou flavorizantes que dêem sabores ao tabaco e aos seus subprodutos como os cigarros.

Resumidamente há três focos a serem discutidos nesta reunião:

1.    O Tabagismo e suas consequências para a Saúde Pública:

O Tabagismo por estar associado a mais de 50 doenças, é tido como a maior preocupação da Organização Mundial da Saúde, ocasionando ruína pessoal e mortes em escala global na ordem de 200.000/ ano no Brasil e Seis Milhões de pessoas no mundo 1

A adição de quaisquer tipos de açúcares e ou aditivos à base de menta e outros aromatizantes, reconhecidamente aumentam tanto o poder da adição da nicotina ( vício), como a liberação de várias toxinas como o alcetaldeído 2, estimulando desta forma a iniciação dos jovens e adolescentes a produtos derivados de tabaco, principalmente os cigarros, mas também  no fumo usado para charutos, cachimbos e narguilé por exemplo.

2.    A versão da Indústria Tabagista:

 A indústria tabagista internacional  age conforme o esperado para uma empresa que possui ações na bolsa de valores justificando o lucro do seu negócio perante os seus acionistas. Para isso, nega as evidências científicas de que o açúcar aumenta o poder viciante da nicotina.

Outrossim, a Indústria do fumo tenta transformar a discussão focando apenas a questão econômica a respeito de uma commoditie internacional e as decorrentes consequências nos mercados local e internacional de tabaco, regateando sobre o quanto a proibição dos flavorizantes e do açúcar poderá  afetar as exportações brasileiras, e em concomitância…  o seu  lucro!

 3.    O Papel da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária –ANVISA:

Por definição, a agência reguladora foi criada para defender o interesse da população, isto é o interesse de todos os cidadãos brasileiros que pagam os seus impostos e confiam que sempre a postura ética será tomada em favor dos interesses da Saúde Pública, conforme descrito na página virtual na internet da própria ANVISA ( veja a figura abaixo).

Missão da Anvisa

 

Ao envolver os danos provocados pelo tabagismo, a discussão do dia 13 de março abordará uma causa de preocupação mundial em relação a vida humana, e será sobretudo sobre Ética.  Mas o que é a Ética? A Ética dos negócios pode ser aplicada ou adaptada de acordo com regras locais ou deve ser a mesma globalmente?

Avaliando os argumentos da indústria tabagista, não se consegue descobrir como líderes de organizações empresariais podem atuar com um conjunto de princípios em sua terra natal e outra no exterior. Em se tratando de princípios, a Ética DEVE ser GLOBAL e NÃO local!

Portanto, o que estamos discutindo aqui, e o que se discutirá em Brasília na próxima terça-feira (13 de março), é se a Ética funciona ou não no mundo real.

Ética numa definição simples de Paulo Coelho: “ É a preocupação com o seu vizinho, é pensar duas vezes antes de agir em benefício próprio ( vídeo em Inglês)

E sobretudo, se quando somos instados a defender a Ética e reconstruir as ruínas do sistema,  possamos recolocar a Saúde Humana próxima dos valores do coração e não ao lado do dinheiro.

Em suma, espera-se que a Ética compareça `a reunião da diretoria da Agência Reguladora brasileira, e não se  resuma apenas a uma definição virtual em sua página da internet, e  que esteja sim, de fato, alinhada com o mundo real.

FONTES:

  1. 1.    OMS – Organização Mundial de Saúde
  2. 2.    Talhout et al, 2007:  sugars in tobacco
  3. 3.    ANVISA – Web Page
  4. 4.    Paulo Coelho, YouTube free Video

 

 

 

The Dry Air and Respiratory Diseases

16 de agosto de 2011 Comentários desligados

Low humidity and dry air in Respiratory Diseases

Dry air and Respiratory Diseases

The relative humidity must be between 30 and 60%. In the winter there are regions that suffer the most in Brazil and also in USA, as the Midwest, Southeast and Southern where there is both dry air and low humidity. The rain of course is an air purification natural system. With its absence or the decrease in rainfall a worsening environmental conditions happens because of thermal inversion phenomena. And this fact concomitantly increases the risk for respiratory diseases.
The non-allergic people tend to tolerate these factors a little better, but still have the nose can dry, severely dry skin, nosebleeds and eventually make what are known as epistaxis.
However, the main risk group, in fact, is formed by people with chronic respiratory diseases and patients with atopy (allergies) because the dry air irritates the lining of the airways, ie, nose, sinuses, throat and lungs that culminated with respiratory tract infections such as otitis, pharyngitis, tracheitis and pneumonia that can even become a hazard, leading to hospitalization and even death (especially if confusion or delay in diagnosis.)
Among the major respiratory diseases are chronic carriers of pulmonary emphysema and chronic bronchitis (COPD) patients with asthma and patients with chronic sinusitis and rhinitis.

PNEUMONIA
It is characteristically a disease of the lower airways or the lungs. It can be contagious, but in general, pneumonia is not contagious or transmissible. Some bacteria, especially Streptococcus pneumoniae, may for reasons of stress, or after or by viral infection, to overcome the body’s defenses and settle in the lungs, causing pneumonia. Today there are several antibiotics available that are quite effective for outpatient treatment. In some circumstances however, given the increased risk of death is required hospital treatment.
The most characteristic sign of pneumonia are high fever (above 38 ° C) and can be associated with cough, chest pain, and phlegm (sputum) presence. Pneumonia can occur without fever, although these cases are more associated with patients with some level of immunosuppression, such as diabetes mellitus, heart failure, patients with acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) and in patients undergoing cancer treatment.

Care to be taken with Respiratory patients


CARE TO BE TAKEN:
• Refrain from exercise at times of lower relative humidity and higher concentration of pollutants takes place between 10 am and 4 pm;
• Increase fluid intake (water) is essential;
• Moistening the mucosa of the eyes and nose with 0,9% saline solution, especially children, the elderly and people with respiratory diseases such as bronchial asthma and pulmonary emphysema (which officially is called COPD);
• Even with the cold, keep the sites fresh and humidified if possible with the use of humidifiers, or using wet towels in the bedroom or in environments where you will stay for long.
• Allergic patients or with chronic respiratory disease should take extra care with the relative humidity;
• For those with allergies it is essential to follow the guidance of their doctor and take treatment. There is still a large proportion of patients who have asthma or rhinitis who unfortunately think they should only treat when they are in crisis. However, the medical advisor of PULMAOSA, Dr. Marcos Nascimento explains that these diseases are chronic and need  a continous treatment and also a continuous follow up with an allergist, an otolaryngologist or a pulmonologist. This is essential to decrease the problems with these patients, complement Dr. Nascimento.
• Dr. Marcos Nascimento also warning that while humidifiers can be useful, they can actually make you sick if they aren’t maintained properly or if humidity levels stay too high. If you do use humidifiers, play it safe: Monitor humidity levels and keep your humidifier clean — dirty humidifiers can breed mold or bacteria that can make you sick. So, If you have allergies or asthma, talk to your doctor before using a humidifier;

•  Maintain a clean and dust free environment, and to care for clothes that are stored too long is also important. Try to wash their clothes and expose them to sunlight before use. This favors the elimination of mites and fungi that annoy and may trigger a crisis of rhinitis or asthma.
• Prevent infections like flu, pharyngitis, sinusitis and pneumonia caused by pneumococcus causing the use of influenza vaccine (flu vaccine) and pneumococcal vaccine (heptavalent, decavalente 13valente and for children under 2 years old and for over 2 years old and adults Pneumo-23);
• Consult your physician if you have doubts.

SOURCES:

PulmaoSA – its atmosphere, Your Life!
SBPT – Brazilian Thoracic Society;
CDC-USA

Vacinas: Uma das chaves da DPOC! Vaccines: One of the COPD’s Keys!

6 de outubro de 2010 Comentários desligados

Dia Mundial da DPOC

Vacinas: Uma das chaves da DPOC!

Marcos Henrique Sant’Ana do Nascimento, MD. 1

1. Professor de Medicina PUCPR

COPD ELETRONIC MARATHON 2011

Apesar de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ser uma doença muito comum no mundo e mesmo nos Estados Unidos, onde cerca de 24 milhões de americanos são portadores, chamo a atenção para um fato alarmante: pelo menos metade dos pacientes com DPOC não sabem que têm a doença (1, 2)!
Portanto, se  um portador de DPOC não tem diagnóstico, não pode tratar, impedir a progressão e ter uma vida melhor …

Em 2005, aproximadamente um em cada 20 mortes nos Estados Unidos tinham DPOC como causa básica. Tabagismo é a principal causa de DPOC (3).

Este artigo visa colaborar na tentativa de popularizar o conhecimento sobre a DPOC, proporcionando melhor controle e uma melhor qualidade de vida.

Em primeiro lugar vamos lembrar: O que é DPOC?

Bronquite e Enfisema - Bronchitis and Enphysema

A DPOC é uma doença pulmonar comum entre fumantes e ex-fumantes, ocasionando dificuldade para respirar, tosse crônica com ou sem escarro. (4)
A DPOC é caracterizada como uma doença pulmonar inflamatória, caracterizada pela limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível.
O termo DPOC engloba:
• A bronquite crônica;
• enfisema pulmonar.

Prevenção da progressão da DPOC e das complicações:
A diminuição da função pulmonar é o evento associado com morbidade e mortalidade por DPOC. E esta é desencadeada pelo tabagismo e pela a exacerbação da DPOC, levando as infecções. Portanto, para evitar a queda excessiva da função pulmonar devemos ampliar o conhecimento para os pacientes e este deve ser o objetivo principal para os médicos que cuidam de pacientes com DPOC, com vista a um melhor prognóstico.
Prevenir o declínio da função pulmonar é o objetivo, como abordar esse objetivo?

É necessário, segundo a literatura médica obedecer a um tripé de medidas:

(1) Pare de Fumar!

É preciso compreender que hoje temos um grande arsenal farmacológico como os adesivos de reposição de nicotina, a Bupropiona e a Vareniclina, além de encaminhamento para grupos de cessação do tabagismo, que podem ser oferecidos aos pacientes, e tornar o parar de fumar uma meta realista e exequível.
Parar de fumar é a coisa mais importante que você pode fazer em termos de proporcionar uma vida melhor. Tanto sob o aspecto da saúde quanto em relação a auto-estima. Procure ajuda médica para se livrar da dependência da nicotina. Faça isso por você. Você vai se sentir melhor!
(2) Tome os medicamentos de maneira correta:
Algumas evidências sugerem o uso de bronco dilatador como a terapia farmacológica primária para prevenir e controlar os sintomas, reduzir a freqüência e a gravidade das exacerbações agudas e melhorar a qualidade de vida. (5)

(3) Profilaxia Vacinal
A causa mais freqüente de exacerbação da DPOC está associada com infecções respiratórias virais e bacterianas adquiridas na comunidade. Infecção viral como causa de exacerbações são particularmente comuns quando há grandes variações na temperatura atingindo o seu pico no inverno, mas também são comuns na primavera e no outono. Além disso, desde 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma pandemia de influenza H1N1, uma condição que coloca as mulheres grávidas e pessoas com doenças respiratórias crônicas como asma e DPOC, entre outras condições, na linha de maior risco para a morbidade e mortalidade, com ambas as doenças respiratórias listadas como causas de internações nos EUA para a gripe suína. (6)
Pacientes com DPOC são de alto risco para complicações da gripe por causa da própria doença, o que diminui a reserva pulmonar e por algumas outras razões, tais como: uso de corticosteróide, que poderiam afetar e diminuir a resposta do sistema imunológico, o mau funcionamento dos cílios causados pelo cigarro, que resulta em colonização dos brônquios por bactérias como o pneumococos e o Haemophilus influenzae.
Assim, a prevenção das exacerbações é reconhecida como um objetivo chave na DPOC gerenciamento de estado da doença. (7)

Vacina contra a gripe:

Estar vacinado é a melhor maneira de se prevenir contra a gripe. Todas as pessoas com DPOC ou de qualquer outra doença crônica pulmonar devem receber a vacina contra a gripe sazonal e suína (H1N1):
• Pessoas com DPOC devem começar a “vacina contra a gripe sazonal”, uma vacina feita com vírus inativados (mortos). A vacina contra a gripe é dada com uma agulha, geralmente no braço. (8) A vacina contra a gripe H1N1 de 2009 contém o vírus “morto”, então você não pode ficar gripado por causa da vacina. (8)
• Pessoas com DPOC não deve receber a vacina de spray nasal, que é uma vacina com vírus vivo, e não é recomendado pelo CDC_ Centro de Doenças e Controle dos Estados Unidos ( Esta vacina não encontra-se disponível no Brasil)
• A vacina contra a gripe H1N1 de 2009, pode ser administradas na mesma visita como qualquer outra vacina, incluindo a vacina pneumocócica.

** Por determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2011 a vacina contra a gripe comum (influenza sazonal) conterá 3 vírus da gripe: o H1N1 pandêmico tipo A; Um H3N2 tipo A, e um vírus influenza tipo B

Vacina pneumocócica:
Durante as pandemias anteriores de gripe, a pneumonia bacteriana secundária era uma causa importante de doença e morte. O Streptococcus pneumoniae foi o agente etiológico mais comum. De acordo com orientações provisórias emitidas pelo CDC, todas as pessoas com indicações existentes para vacina Pneumo-23(PPSV23) devem ser vacinadas seguindo recomendações atuais,por ser útil na prevenção de infecções secundárias e reduzir as complicações da doença e minorar o risco de óbito. (9)

REFERÊNCIAS:

(1)  Han MK et al. Chest. 2007;132:403-409.

(2) Lee TA et al. Chest. 2006;129:1509-1515.

(3)CDC. Annual smoking-attributable mortality, years of potential life lost, and productivity losses—United States, 1997–2001. MMWR 2005;54:625–8.

(4)Rennard SI. COPD: overview of definitions, epidemiology, and factors influencing its development. Chest 1998;113(Suppl 4):235–41s.

(5) O’Donnell DE, Aaron S, Bourbeau J, et al. Canadian Thoracic Society recommendations for management of chronic obstructive pulmonary disease—2007 update. Can Respir J 2007;14(Suppl B):5–32B.

(6) CDC.2009 H1N1 Flu:Underlying Heath Conditions among Hospitalized Adults and Children: -Acessed in Março 30,2010.

(7) Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease.

(8) Cives – Center for Health Information for Travelers of UFRJ:  http://www.cva.ufrj.br/informacao/vacinas/gripe-pr.html Accessed  Março 30,2010.

(9) Centers for Disease Control and Prevention. Interim guidance for use of 23-valent pneumococcal polysaccharide vaccine during novel influenza A (H1N1) outbreak. July 9, 2009. http://www.cdc.gov/h1n1flu/guidance/ppsv_h1n1.htm.  Accessado em 30 Março 2010.

FONTES:

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