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Posts Tagged ‘Tratamento Dpoc’

Ética Deve ser Global, e não local

11 de março de 2012 Comentários desligados

Ética Deve ser Global, não local

                                    Dr. Marcos Nascimento, MD.

Nesta semana ocorrerá reunião da diretoria da agencia reguladora do Brasil –ANVISA- em se que abordará a questão da proibição/restrição da adição de açucares, aromatizantes ou flavorizantes que dêem sabores ao tabaco e aos seus subprodutos como os cigarros.

Resumidamente há três focos a serem discutidos nesta reunião:

1.    O Tabagismo e suas consequências para a Saúde Pública:

O Tabagismo por estar associado a mais de 50 doenças, é tido como a maior preocupação da Organização Mundial da Saúde, ocasionando ruína pessoal e mortes em escala global na ordem de 200.000/ ano no Brasil e Seis Milhões de pessoas no mundo 1

A adição de quaisquer tipos de açúcares e ou aditivos à base de menta e outros aromatizantes, reconhecidamente aumentam tanto o poder da adição da nicotina ( vício), como a liberação de várias toxinas como o alcetaldeído 2, estimulando desta forma a iniciação dos jovens e adolescentes a produtos derivados de tabaco, principalmente os cigarros, mas também  no fumo usado para charutos, cachimbos e narguilé por exemplo.

2.    A versão da Indústria Tabagista:

 A indústria tabagista internacional  age conforme o esperado para uma empresa que possui ações na bolsa de valores justificando o lucro do seu negócio perante os seus acionistas. Para isso, nega as evidências científicas de que o açúcar aumenta o poder viciante da nicotina.

Outrossim, a Indústria do fumo tenta transformar a discussão focando apenas a questão econômica a respeito de uma commoditie internacional e as decorrentes consequências nos mercados local e internacional de tabaco, regateando sobre o quanto a proibição dos flavorizantes e do açúcar poderá  afetar as exportações brasileiras, e em concomitância…  o seu  lucro!

 3.    O Papel da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária –ANVISA:

Por definição, a agência reguladora foi criada para defender o interesse da população, isto é o interesse de todos os cidadãos brasileiros que pagam os seus impostos e confiam que sempre a postura ética será tomada em favor dos interesses da Saúde Pública, conforme descrito na página virtual na internet da própria ANVISA ( veja a figura abaixo).

Missão da Anvisa

 

Ao envolver os danos provocados pelo tabagismo, a discussão do dia 13 de março abordará uma causa de preocupação mundial em relação a vida humana, e será sobretudo sobre Ética.  Mas o que é a Ética? A Ética dos negócios pode ser aplicada ou adaptada de acordo com regras locais ou deve ser a mesma globalmente?

Avaliando os argumentos da indústria tabagista, não se consegue descobrir como líderes de organizações empresariais podem atuar com um conjunto de princípios em sua terra natal e outra no exterior. Em se tratando de princípios, a Ética DEVE ser GLOBAL e NÃO local!

Portanto, o que estamos discutindo aqui, e o que se discutirá em Brasília na próxima terça-feira (13 de março), é se a Ética funciona ou não no mundo real.

Ética numa definição simples de Paulo Coelho: “ É a preocupação com o seu vizinho, é pensar duas vezes antes de agir em benefício próprio ( vídeo em Inglês)

E sobretudo, se quando somos instados a defender a Ética e reconstruir as ruínas do sistema,  possamos recolocar a Saúde Humana próxima dos valores do coração e não ao lado do dinheiro.

Em suma, espera-se que a Ética compareça `a reunião da diretoria da Agência Reguladora brasileira, e não se  resuma apenas a uma definição virtual em sua página da internet, e  que esteja sim, de fato, alinhada com o mundo real.

FONTES:

  1. 1.    OMS – Organização Mundial de Saúde
  2. 2.    Talhout et al, 2007:  sugars in tobacco
  3. 3.    ANVISA – Web Page
  4. 4.    Paulo Coelho, YouTube free Video

 

 

 

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Pulmões Sempre Trabalhando!

5 de dezembro de 2011 Comentários desligados

Melhore a Saúde do seu Pulmão: Sorria!

Pulmões Sempre Trabalhando!

Seus pulmões realizam um trabalho surpreendente todos os dias. Funcionam como uma grande hidrelétrica, fornecedora de  energia (leia-se oxigênio), para um país ( para todo o corpo).

Pulmões saudáveis  fornecem grandes quantidades de oxigênio para o sangue, e é isto que lhe permite trabalhar, andar, correr, brincar e viver bem. Eles também removem o dióxido de carbono (CO2), e outros gases residuais que seu corpo não precisa. Há muitas coisas que você pode fazer para manter seus pulmões saudáveis e livre de doença. Veja as dicas e o vídeo abaixo:

  1. Você fuma? Então, procure ajuda para parar de fumar;
  2. Evite o fumo passivo: proteja tanto você, quanto os entes queridos e mesmo os seus animais de estimação;
  3. Seja criativo para proteger os pulmões das crianças;
  4. Mantenha as suas mãos e a das crianças lavadas com água e sabão;
  5. Vacine-se contra a gripe e proteja-se com as vacinas antipneumocócicas;
  6. Proteja-se da poluição ambiental, e no trabalho procure usar Equipamentos de proteção Individual (EPI);
  7. Siga a @PulmaoSA no Twitter e Torne-se um amigo da @PulmaoSA no Facebook!
  8. Lembre-se dos remédios que não estão em frascos: Sorria mais para ter uma saúde pulmonar melhor!

 

 

FONTES:

PULMÃO S.A. – Sua Atmosfera, Sua Vida!®

YouTube Free Videos

A Relevância da DPOC na Atual Crise Econômica Mundial

14 de novembro de 2011 Comentários desligados

Dia Mundial da DPOC

A Relevância da DPOC na Atual Crise Econômica Mundial

A palávra DPOC – é uma sigla para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – Populamente conhecida como Enfisema pulmonar e bronquite crônica. O Objetivo deste artigo é analizar o impacto da DPOC sobre a produtividade das empresas e em concomitância avaliar a sua relevância para a crise economica mundial.

RX da DPOC e ECONOMIA

DPOC e Economia

A bronquite crônica e o enfisema pulmonar cobram um pedágio caro da economia mundial. Em 2010, o custo nacional anual da DPOC nos Estados Unidos foi estimado em cerca de 49,9 bilhões dólares pelo National Heart, Lung, and Blood Institute [1].

Nos Estados Unidos a DPOC eleva os custos de saúde empresarial pois provoca incapacidade e perda de produtividade. O ônus econômico das doenças pulmonares crónicas sobre as empresas é de fato pesado, sendo este conhecimento uma relevância vital para a gestão de negócios. De maneira que ao propiciar tratamento do tabagismo aliado a uma gestão adequada dos funcionários com esta doença progressiva pode-se economizar custos significativos para uma empresa, e ao mesmo tempo, melhorar a sua produtividade. [2,3]

Os custos médicos foram 3 vezes maior para os empregados portadores da DPOC. Absenteísmo e e o absenteismo presencial são particularmente prevalentes nesta população de pacientes. Como consequência, a sensibilização para a cessação do tabagismo no local de trabalho e implementação de incentivos bem sucedida a parar de fumar, proporcionar o  diagnóstico da DPOC, e incentivar o tratamento precoce, promove uma melhora significativa da produtividade, e reduz consideravelmente os custos para os empregadores. [4]

Normalmente, a alta administração não se interessa pela incidência de doenças ou em promover  pequenas melhorias com medicação e/ou com a prevenção vacinal de infecções, de tal sorte que estas medidas não fazem parte dos rituais para a decisão de negócios.

Mas se os CEOs soubessem que o custo de um empregado com DPOC em média é U$ 20.000 dólares/ano, ao contrário de U$ 8.000 dólares para um empregado sem DPOC – ou em outras palavrasque estão perdendo 12.000 dólares por empregado por causa da DPOC [2],  isso poderia se tornar um incentivo para fazer algo no intuito de conter as perdas de produtividade, que diga-se de passagem são desnecessárias em qualquer momento, e inclusive nesta atual crise mundial de crédito.

Educação via Fórmula Matemática: Tabagismo = DPOC + PLUS

A interação de negócios e iniciativas de regulamentação em saúde pública podem ajudar a reduzir o peso econômico desta doença, a partir da observação da existência de perdas de produtividade tanto para as empresas, quanto para a sociedade que paga seus impostos, mas certamente estes dados têm um papel crucial na prevenção e no tratamento dos portadores da DPOC.
E isto pode e deve começar com a educação sobre a doença …

Ao alertar para a necessidade de se conhecer os custos da DPOC e do tabagismo por parte dos empregadores, e seu impacto para a saúde pública visa-se  fornecer uma outra perspectiva no combate para a crise econômica nos dias de hoje.

Em outro artigo, sugeriu-se via uma “fórmula matemática” que podería expressar o impacto das doenças tabaco-relacionadas, a partir de um anagrama:
Tabagismo = DPOC + Plus [5]

Se com estes alertas pudermos ao menos contribuir para popularizar o termo DPOC, para a compreensão de que ao propiciar diagnóstico e fornecer tratamento precoce tanto para os portadores da DPOC quanto para os tabagistas é uma maneira de se aumentar a produtividade das empresas, estaremos de uma maneira gentil promovendo a diminuição da carga social e econômica sobre estes pacientes com DPOC, e quiçá também salvando vidas. Mais que Matemática, isto seria impagável!

Referências: 

  1. Lung Association. Trends in COPD (chronic bronchitis and emphysema): morbidity and mortality. February 2010. http://www.lungusa.org/findingcures/our-research/trend-reports/copd-trend-report.pdf.Accessed May 23, 2011.
  2. Bunn W, Pikelny D, Vogenberg FR, et al. Validation of employerfocused actuarial model for measuring the economic burden of chronic obstructive pulmonary disease. J Health Productiv. 2008;3:3-8.
  3. Halbert RJ, Isonaka S, George D, Igbal A. Interpreting COPD prevalence estimates: what is the true burden of disease? Chest. 2003;123: 1684-1692.
  4. Darkow T, Kadlubek PJ, Shah H, et al. A retrospective analysis of disability and its related costs among employees with chronic obstructive pulmonary disease. J Occup Environ Med. 2007;49:22-30.
  5. Nascimento, MHS. A Matemática do tabagismo = DPOC + Plus. Site PulmaoSA

Respeitosamente,
Marcos Nascimento, MD.
Professor da PUCPR Faculdade de Medicina

Dia Mundial da DPOC

13 de outubro de 2011 Comentários desligados

Dia Mundial da DPOC

                        Dia Mundial da DPOC

Dia Mundial da DPOC é um evento anual organizado pela Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD) para melhorar a sensibilização e cuidados da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em todo o mundo. Dia Mundial da DPOC 2011 será realizado em 16 de novembro em torno do tema:

“Você tem falta de ar? Você pode ter DPOC! Pergunte ao seu médico sobre um teste de respiração simples chamado espirometria.”

Fonte:

PULMAOSANEWS

FDA aprova Arcapta Neohaler para tratar a DPOC

1 de julho de 2011 Comentários desligados

DPOC PULMAOSANEWS

 FDA aprova Inadacaterol para a doença pulmonar obstrutiva crônica

PULMAOSANEWS –  O FDA (Food and Drug Administration) aprovou nesta sexta-feira, 1/07/2011, o Arcapta Neohaler ® (indacaterol pó para inalação) para o uso continuo, uma vez por dia, e que atua no tratamento broncodilatador de manutenção da obstrução ao fluxo aéreo em pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica -DPOC (bronquite crônica e / ou enfisema).

A DPOC é uma doença pulmonar grave que torna a respiração difícil. Os sintomas podem incluir falta de ar, tosse crônica e expectoração excessiva.

A PULMAOSA relembra que o tabagismo é a principal causa da DPOC, e  parar de fumar é a primeira medida a se tomar contra a DPOC, que é tratavel, e previnivel. Procure um Pneumologista para tratar o tabagismo e proteja-se contra 52 doenças diferentes como a DPOC.

DPOC ja´é a quarta principal causa de morte nos Estados Unidos, de acordo com o CDC – Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos.

 

Para maiores detalhes veja: Nova Perspectiva para a DPOC: Indacaterol

FONTES:

PULMAOSA – Sua Atmosfera, Sua Vida! ®

Vacinas: Uma das chaves da DPOC! Vaccines: One of the COPD’s Keys!

6 de outubro de 2010 Comentários desligados

Dia Mundial da DPOC

Vacinas: Uma das chaves da DPOC!

Marcos Henrique Sant’Ana do Nascimento, MD. 1

1. Professor de Medicina PUCPR

COPD ELETRONIC MARATHON 2011

Apesar de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ser uma doença muito comum no mundo e mesmo nos Estados Unidos, onde cerca de 24 milhões de americanos são portadores, chamo a atenção para um fato alarmante: pelo menos metade dos pacientes com DPOC não sabem que têm a doença (1, 2)!
Portanto, se  um portador de DPOC não tem diagnóstico, não pode tratar, impedir a progressão e ter uma vida melhor …

Em 2005, aproximadamente um em cada 20 mortes nos Estados Unidos tinham DPOC como causa básica. Tabagismo é a principal causa de DPOC (3).

Este artigo visa colaborar na tentativa de popularizar o conhecimento sobre a DPOC, proporcionando melhor controle e uma melhor qualidade de vida.

Em primeiro lugar vamos lembrar: O que é DPOC?

Bronquite e Enfisema - Bronchitis and Enphysema

A DPOC é uma doença pulmonar comum entre fumantes e ex-fumantes, ocasionando dificuldade para respirar, tosse crônica com ou sem escarro. (4)
A DPOC é caracterizada como uma doença pulmonar inflamatória, caracterizada pela limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível.
O termo DPOC engloba:
• A bronquite crônica;
• enfisema pulmonar.

Prevenção da progressão da DPOC e das complicações:
A diminuição da função pulmonar é o evento associado com morbidade e mortalidade por DPOC. E esta é desencadeada pelo tabagismo e pela a exacerbação da DPOC, levando as infecções. Portanto, para evitar a queda excessiva da função pulmonar devemos ampliar o conhecimento para os pacientes e este deve ser o objetivo principal para os médicos que cuidam de pacientes com DPOC, com vista a um melhor prognóstico.
Prevenir o declínio da função pulmonar é o objetivo, como abordar esse objetivo?

É necessário, segundo a literatura médica obedecer a um tripé de medidas:

(1) Pare de Fumar!

É preciso compreender que hoje temos um grande arsenal farmacológico como os adesivos de reposição de nicotina, a Bupropiona e a Vareniclina, além de encaminhamento para grupos de cessação do tabagismo, que podem ser oferecidos aos pacientes, e tornar o parar de fumar uma meta realista e exequível.
Parar de fumar é a coisa mais importante que você pode fazer em termos de proporcionar uma vida melhor. Tanto sob o aspecto da saúde quanto em relação a auto-estima. Procure ajuda médica para se livrar da dependência da nicotina. Faça isso por você. Você vai se sentir melhor!
(2) Tome os medicamentos de maneira correta:
Algumas evidências sugerem o uso de bronco dilatador como a terapia farmacológica primária para prevenir e controlar os sintomas, reduzir a freqüência e a gravidade das exacerbações agudas e melhorar a qualidade de vida. (5)

(3) Profilaxia Vacinal
A causa mais freqüente de exacerbação da DPOC está associada com infecções respiratórias virais e bacterianas adquiridas na comunidade. Infecção viral como causa de exacerbações são particularmente comuns quando há grandes variações na temperatura atingindo o seu pico no inverno, mas também são comuns na primavera e no outono. Além disso, desde 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma pandemia de influenza H1N1, uma condição que coloca as mulheres grávidas e pessoas com doenças respiratórias crônicas como asma e DPOC, entre outras condições, na linha de maior risco para a morbidade e mortalidade, com ambas as doenças respiratórias listadas como causas de internações nos EUA para a gripe suína. (6)
Pacientes com DPOC são de alto risco para complicações da gripe por causa da própria doença, o que diminui a reserva pulmonar e por algumas outras razões, tais como: uso de corticosteróide, que poderiam afetar e diminuir a resposta do sistema imunológico, o mau funcionamento dos cílios causados pelo cigarro, que resulta em colonização dos brônquios por bactérias como o pneumococos e o Haemophilus influenzae.
Assim, a prevenção das exacerbações é reconhecida como um objetivo chave na DPOC gerenciamento de estado da doença. (7)

Vacina contra a gripe:

Estar vacinado é a melhor maneira de se prevenir contra a gripe. Todas as pessoas com DPOC ou de qualquer outra doença crônica pulmonar devem receber a vacina contra a gripe sazonal e suína (H1N1):
• Pessoas com DPOC devem começar a “vacina contra a gripe sazonal”, uma vacina feita com vírus inativados (mortos). A vacina contra a gripe é dada com uma agulha, geralmente no braço. (8) A vacina contra a gripe H1N1 de 2009 contém o vírus “morto”, então você não pode ficar gripado por causa da vacina. (8)
• Pessoas com DPOC não deve receber a vacina de spray nasal, que é uma vacina com vírus vivo, e não é recomendado pelo CDC_ Centro de Doenças e Controle dos Estados Unidos ( Esta vacina não encontra-se disponível no Brasil)
• A vacina contra a gripe H1N1 de 2009, pode ser administradas na mesma visita como qualquer outra vacina, incluindo a vacina pneumocócica.

** Por determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2011 a vacina contra a gripe comum (influenza sazonal) conterá 3 vírus da gripe: o H1N1 pandêmico tipo A; Um H3N2 tipo A, e um vírus influenza tipo B

Vacina pneumocócica:
Durante as pandemias anteriores de gripe, a pneumonia bacteriana secundária era uma causa importante de doença e morte. O Streptococcus pneumoniae foi o agente etiológico mais comum. De acordo com orientações provisórias emitidas pelo CDC, todas as pessoas com indicações existentes para vacina Pneumo-23(PPSV23) devem ser vacinadas seguindo recomendações atuais,por ser útil na prevenção de infecções secundárias e reduzir as complicações da doença e minorar o risco de óbito. (9)

REFERÊNCIAS:

(1)  Han MK et al. Chest. 2007;132:403-409.

(2) Lee TA et al. Chest. 2006;129:1509-1515.

(3)CDC. Annual smoking-attributable mortality, years of potential life lost, and productivity losses—United States, 1997–2001. MMWR 2005;54:625–8.

(4)Rennard SI. COPD: overview of definitions, epidemiology, and factors influencing its development. Chest 1998;113(Suppl 4):235–41s.

(5) O’Donnell DE, Aaron S, Bourbeau J, et al. Canadian Thoracic Society recommendations for management of chronic obstructive pulmonary disease—2007 update. Can Respir J 2007;14(Suppl B):5–32B.

(6) CDC.2009 H1N1 Flu:Underlying Heath Conditions among Hospitalized Adults and Children: -Acessed in Março 30,2010.

(7) Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease.

(8) Cives – Center for Health Information for Travelers of UFRJ:  http://www.cva.ufrj.br/informacao/vacinas/gripe-pr.html Accessed  Março 30,2010.

(9) Centers for Disease Control and Prevention. Interim guidance for use of 23-valent pneumococcal polysaccharide vaccine during novel influenza A (H1N1) outbreak. July 9, 2009. http://www.cdc.gov/h1n1flu/guidance/ppsv_h1n1.htm.  Accessado em 30 Março 2010.

FONTES:

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Por que o GOLD deve ser considerado moeda corrente? – Why is GOLD considered as a substitute of currency?

21 de junho de 2010 Comentários desligados

Por que o GOLD deve ser considerado moeda corrente ?

Maratona DPOC - COPD E- Marathon 2010

GOLD é a sigla em inglês para Global Obstructive Lung Disease, estudo que resume as diretrizes e classifica a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), proporcionando o direcionamento tanto para o acompanhamento quanto para o tratamento.1

O Objetivo deste artigo é mostrar o quanto a classificação GOLD pode ser considerada dinheiro vivo, quando é observado o cumprimento de suas diretrizes, fazendo um comparativo entre a sigla e a palavra GOLD que em inglês significa “Ouro.”

Realidade da DPOC no mundo:

As desordens respiratórias são consideradas causas de alta morbidade e mortalidade em todo o mundo. A DPOC é muito freqüente, constitui a quarta causa de mortalidade em todo o mundo, com potencial a ser a terceira causa em 2020 segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).2

Entre as 5 causas de mortalidade mundial, o DPOC é a única que cresce exponencialmente, e portanto deveria juntamente com o seu principal causador o Tabagismo, serem objetivos- alvo de programas oficiais de saúde pública e privada no mundo inteiro e enfrentados de uma maneira global, conforme artigo publicado recentemente pela PULMÃO S.A.: “ A Fórmula Matemática do Tabagismo”3

No Brasil, segundo o Estudo Platino, a prevalência total da DPOC foi de 15,8%, sendo 18% nos homens e 14% nas mulheres.4 A distribuição dos pacientes de acordo com o estádio de gravidade da DPOC e segundo a classificação do GOLD e da SBPT, mostrou os seguintes resultados de prevalência:

Estádio GOLD          Prevalência

I                             10,1%

II                            4,6%

III                           0,9%

IV                           0,2%

O diagnóstico de DPOC deve ser considerado em qualquer indivíduo com tosse, expectoração, ou dispnéia e/ou história de exposição a fatores de risco. A espirometria deve ser considerada na definição diagnóstica dos casos de DPOC visto que outras condições podem apresentar quadro clínico bastante semelhante ao desta condição, como é o caso da asma, da bronquiectasia e da insuficiência cardíaca 5

GOLD

A DPOC pode ser classificada pelo GOLD em quatro estádios, de acordo com valores do VEF1( Volume Expiratório Forçado no 1º segundo), obtido pela espirometria:

  1. Leve;
  2. Moderado;
  3. Grave e
  4. Muito grave.

DPOC e as Exacerbações:

O DPOC pode evoluir para períodos crises respiratórias ou exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica, e são geralmente causadas por infecções bacterianas (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis), ou por infecções a vírus.

Na exacerbação da DPOC, os pacientes pioram o quadro clínico acentuando a falta de ar, a fadiga, aumenta a frequência da tosse, ocorrem sibilos (chiados no peito) e há aumento da produção de escarro (secreção).

Nas exacerbações, além de ajuste a maior das doses de medicamentos há chance de internação Hospitalar e nas exacerbações graves, há chance de internação na UTI, dado a evolução para insuficiência respiratória. 6

Pacientes com DPOC apresentam, em média, duas exacerbações por ano, com um elevado consumo de fármacos e até 10% requerem hospitalização. As exacerbações são a causa observável de morte mais freqüente em estudos prospectivos.7

Urge um controle melhor das exacerbações da DPOC, afinal, 60 a 75% dos gastos com a DPOC são uma conseqüência direta das exacerbações.5

Outrossim, é preciso lembrar que quanto maior for o número de exacerbações, maior a velocidade da perda da função pulmonar. 8 Além disto,existe uma relação inversa ao número de episódios de exacerbações e ao prognóstico dos pacientes ou seja, quanto maior o número de exacerbações menor serão as chances de sobrevida.

O uso de antibióticos de elevado custo (B lactameros e quinolonas respiratórias) na DPOC está indicado nas exacerbações infecciosas da doença que apresentem pelo menos duas das seguintes manifestações. 9

  • Aumento do volume da expectoração;
  • Mudança do aspecto da expectoração purulenta;
  • Aumento da intensidade da dispnéia

A utilização de corticosteróides nas exacerbações é precisa, pois se correlaciona a evitar uma menor perda da função respiratória e, portanto a um melhor prognóstico. E também implica em gastos e riscos já que na grande maioria das vezes se faz uso de corticóides venosos, em detrimento de apresentações orais. De acordo com artigos publicados em junho de 2010 no Journal of American Medical Association, não há diferenças estatísticas nos resultados ao comparar o uso IV com o oral, indicando que doses baixas VO deveriam ser consideradas na abordagem inicial da exacerbação.10,11

CONCLUSÃO:

O documento GOLD é considerado a Bíblia do DPOC, e leva em consideração o VEF1 como classificador da doença. Mas é absolutamente claro no GOLD que é necessário olhar além do VEF1 para o entendimento da DPOC e o seu adequado tratamento.

É preciso que os formuladores de políticas de Saúde tanto Pública quanto os de seguradoras de saúde privada prestem atenção a outros marcadores definidores do status quo da DPOC, como: escala de dispnéia do MRC (Medical Research Council), variação na oximetria e/ou gasometria arterial, a capacidade de exercício inerente a fisioterapia; e a participação mais efusiva do nutricionista em dietoterapia de manutenção do IMC (índice e massa corpórea), uma vez que a perda de peso pode também estar associada à acentuação dos sintomas, piora da qualidade de vida, tolerância ao exercício e maior utilização de recursos de saúde pública e privada.

Proporcionar ao paciente com DPOC um atendimento que atenda as suas necessidades básicas é a meta!  E quais são elas? Melhora no Questionário de avaliação de São George? Melhora em índices como o VEF1, a CVF, IMC ? Diminuir o número de episódios de exacerbações infecciosas? Indicações precisas de oxigenioterapia? Sim para todos estes parâmetros!

Reparação de Créditos - Credit Repair

E como proporcionar isto?

Inter-relacionando a prevenção e o tratamento do tabagismo, o diagnóstico espirométrico e o tratamento do DPOC, com broncodilatadores de curta e de longa ação anticolinérgicos de curta e o uso precoce dos de longa ação como o Tiotrópio e o ainda não lançado Indacaterol, segundo o GOLD, e ainda  oferecendo vacinas antiinfluenza e anti pneumocócica para os portadores de bronquite crônica e enfisema pulmonar, as interfaces da DPOC, protegendo-os das exacerbações e possibilitando acesso ao nutricionista e ao fisioterapeuta respiratório (que inclusive poderia ajudar no diagnóstico espirométrico).

Com esta logística educacional sendo incorporada ao binômio Saúde-Administração ter-se-ía um melhor entendimento da DPOC.E com isto, um menor número de internações e despesas público-privadas, o que conduziria a um menor gasto associado a ganhos inquestionáveis na qualidade de vida dos pacientes.Em outras palavras, a abordagem adequada do DPOC proporciona uma reparação de créditos quantitativos e qualitativos respectivamente à administração e ao paciente.

O que leva a concluir que a observação do GOLD, como artigo de necessidade primária para o diagnóstico e tratamento da DPOC, deva ser encarada, de fato, como moeda corrente, pelos administradores de recursos de saúde.

Mas é possível que o paciente com DPOC em sua sábia maneira de expressar, queira apenas não estar internado no dia da formatura do seu neto. Muito embora este sentimento queira dizer na linguagem médica exatamente a mesma coisa.

Respeitosamente,

Dr. Marcos Nascimento, MD.

Editor Médico da PULMÃO S.A.- Sua Atmosfera, Sua Vida!

Professor de Pneumologia PUCPR

FONTES:

1.The Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD)

2. Organização Mundial de Saúde (OMS);

3.Nascimento M. A Matemática do tabagismo.Pulmaosa Respiratory Site,2010: Acessado em 20 de junho de 2010.

4. Prevalence of chronic obstructive pulmonary disease and associated factors: the PLATINO Study in São Paulo, Brazil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2005; 21(5):1565-1573.

5- Jardim J, Oliveira J, Nascimento O. II Consenso Brasileiro de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). J Bras Pneumol 2004; 30: S1-S42.

6. Rodriguez-Roisin R. Toward a consensus definition for COPD exacerbations. Chest 2000;117:398S-401S.

7. Celli B, Barnes P. Exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Eur Respir J 2007;29:1224-38.

8. Donaldson GC, Seemungal TA, Bhowmik A, et al. Relationship between exacerbation frequency and lung function decline in chronic obstructive pulmonary disease. Thorax 2002;57:847-52.

9Anthonisen NR, Manfreda J, Warren CPW. Antibiotic therapy in acute exarcebations of chronic obstructive pulmonary disease. Ann Intern Med 1987; 106:196-204.

10-Lindenauer PK, et al “Association of corticosteroid dose and route of administration with risk of treatment failure in acute exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease” JAMA 2010; 303(23): 2359-67.

11-Krishnan JA, Mularski RA “Acting on comparative effectiveness research in COPD” JAMA 2010; 303(23): 2409-10.

ENGLISH

Why is GOLD considered as a substitute of currency?

 

GOLD is the English acronym for Global Obstructive Lung Disease, a study that summarizes the guidelines and classifies Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD), providing guidance for both the monitoring and for the treatment.1
The goal of this paper is to show how the GOLD classification can be considered cash, when we see the fulfillment of its guidelines, making a comparison between the symbol and the word GOLD which in English means “gold.”

Reality of COPD in the world:


Respiratory disorders are considered causes of morbidity and mortality worldwide. COPD is very common, is the fourth leading cause of mortality worldwide, with the potential to be the third leading cause in 2020 according to estimates by the World Health Organization (WHO) .2
Among the five big causes of mortality worldwide, COPD is the only one that grows exponentially, and thus should along with its main cause Tobacco, are the target goals of public programs for public and private health worldwide and tackled in a comprehensive way as recently published article by PULMAOSA: “A Mathematical Formula for Smoking” 3

COPD in Brazil
In Brazil, according to the Platino study, the overall prevalence of COPD was 15.8% and 18% in men and 14% in mulheres.4 Patient distribution according to the stage and severity of COPD according to the classification of GOLD and BTS, showed the following results of prevalence:
GOLD stage Prevalence
I 10.1%
II 4.6%
III 0.9%
IV 0.2%

The diagnosis of COPD should be considered in anyone with cough, expectoration, or dyspnea and / or history of exposure to risk factors. Spirometry should be considered in the diagnosis of COPD cases since other conditions can present quite similar to the clinical picture of this condition, such as asthma, bronchiectasis and heart failure. 5
COPD can be classified by GOLD in four stages, according to values of FEV1 (Forced Expiratory Volume in 1st second), obtained by spirometry:
1. Mild;
2. Moderate;
3. Severe and
4. Very severe.

COPD & exacerbations:

The COPD can progress to respiratory crisis periods, or exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease, and are usually caused by bacterial infections (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae and Moraxella catarrhalis), or by viral infections.
COPD exacerbation’s patients worsen the clinical and stressing the shortness of breath, fatigue, increases the frequency of coughing, wheezing occur, and there is increased production of sputum (secretions).

Exacerbation, in addition to setting the highest doses of drugs increase chance of hospitalization and in severe exacerbations, there’s a high chance in ICU hospitalization, since progression to respiratory failure. 6
COPD patients, on average, present two exacerbations per year, with a high consumption of drugs, in which 10% require hospitalization. Exacerbations are the greatest cause of death more frequently observed in prospective studies.7
So, it claims a better control of  COPD’s exacerbations , after all, 60-75% of spending on COPD are a direct consequence of this condition.5

Moreover, we must remember that the greater the number of exacerbations, the greater the speed of loss of lung function. 8 Because, there is an inverse relationship to the number of episodes of exacerbation and the prognosis of patients that is, the greater the number of exacerbations lower the chances of survival.

The use of antibiotics in high-cost (B lactamers and respiratory quinolones) in COPD is indicated in infectious exacerbations of their disease at least two of the following events. 9
• Increased volume of sputum;
• Change the appearance of purulent sputum;
• Increased intensity of dyspnea.

The use of corticosteroids in exacerbations is accurate, it is correlated with a lower loss of respiratory function and thus a better prognosis. It also entails costs and risks because in most cases it makes use of intravenous steroids, rather than presentations. And that according to articles published in June 2010 in the Journal of American Medical Association, there are no statistical differences in results when comparing the use of IV to oral, indicating that low oral doses should be considered in the initial exacerbation approach.10 11

CONCLUSION

The GOLD document is considered the bible of COPD, and takes into account the FEV1 as a classifier of the disease. But it is absolutely clear in GOLD which is necessary to look beyond the FEV1 to the understanding of COPD and its appropriate treatment.
We need policy makers of both public and private health pay attention to other indicators that define the status quo of COPD, as the MRC dyspnea scale (Medical Research Council), variation in pulse oximetry and /or arterial blood gases, the ability to performance inherent in physical therapy, participation more effusive nutritionist in diet therapy for maintenance of BMI (body mass index and), since weight loss can also be associated with stress symptoms, worse quality of life, exercise tolerance and greater use of public health resources and facilities.

We must provide the patient with COPD, a service that meets their basic needs. And what are they?  An improvement in St. George Questionnaire? An  Improvement in indices such as FEV1, FVC, BMI? Decrease the number of episodes of infectious exacerbations? Precise indications for oxygen?
Yes to all these parameters.

And how to provide this?

Interrelating the prevention and treatment of smoking, the spirometric diagnosis and treatment of COPD; Furnish bronchodilators of short and long-acting; Furnish anticholinergic short and the early use of long acting as Tiotropium and unreleased Indacaterol, according to GOLD, and still offering pneumococcal vaccines and anti antiinfluenza for patients with chronic bronchitis and emphysema, the interfaces of COPD exacerbations, to protect them against infections. Allowing access to nutritionists and respiratory therapy (which physic therapy Professionals could also help in the spirometric diagnosis).
With this logistics education being incorporated into the binomial Health-Administration would have a better understanding of COPD.
And with that, fewer hospitalizations and expenditures public-private partnerships, leading to a lower cost associated with unquestionable gains in quality of life of patients.
This leads one to conclude that the observation of GOLD, as an article of primary necessity for the diagnosis and treatment of COPD. Thereafter, GOLD parameters should be viewed in fact as currency by the administrators of health care resources. In other words, a best approach of COPD provides a credit repair both quantitative and qualitative respectively for the health administration and for the patient.

But it is possible that the COPD  patient in his(her) wise way to express, just say:- “Please I just do not be admitted on the day of graduation of my grandson. And this feeling may mean exactly the same thing,  in medical language.

Respectfully,

Dr. Marcos Nascimento,MD.

Chief Editor of Respiratory Site PULMAOSA- Lungs, Your Atmosphere, your Life! ®

Pulmonology Professor at COM of PUCPR- Curitiba, Brazil

SOURCES:

1.The Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD)

2. Organização Mundial de Saúde (OMS);

3.Nascimento M. A Matemática do tabagismo.Pulmaosa Respiratory Site,2010: Acessado em 20 de junho de 2010.

4. Prevalence of chronic obstructive pulmonary disease and associated factors: the PLATINO Study in São Paulo, Brazil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2005; 21(5):1565-1573.

5- Jardim J, Oliveira J, Nascimento O. II Consenso Brasileiro de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). J Bras Pneumol 2004; 30: S1-S42.

6. Rodriguez-Roisin R. Toward a consensus definition for COPD exacerbations. Chest 2000;117:398S-401S.

7. Celli B, Barnes P. Exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Eur Respir J 2007;29:1224-38.

8. Donaldson GC, Seemungal TA, Bhowmik A, et al. Relationship between exacerbation frequency and lung function decline in chronic obstructive pulmonary disease. Thorax 2002;57:847-52.

9Anthonisen NR, Manfreda J, Warren CPW. Antibiotic therapy in acute exarcebations of chronic obstructive pulmonary disease. Ann Intern Med 1987; 106:196-204.

10-Lindenauer PK, et al “Association of corticosteroid dose and route of administration with risk of treatment failure in acute exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease” JAMA 2010; 303(23): 2359-67.

11-Krishnan JA, Mularski RA “Acting on comparative effectiveness research in COPD” JAMA 2010; 303(23): 2409-10.

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